Por que o bebê chora tanto? Como identificar o choro? O que fazer?

Seu filho já mamou, está de fralda limpa, não tem febre, assaduras, frio nem qualquer mal-estar aparente. Mesmo assim, faz uso da garganta que a natureza lhe deu e chora sem parar. Rostinho vermelho, olhos apertados e um ar de desespero, que fazem você se sentir incapaz de cuidar de um bebê. Calma! Você não é a primeira mãe a passar por isso.
A criança nasce com o reflexo do choro e o usa para expressar suas necessidades e emoções.
Só com muita observação e experiência – em geral, do terceiro mês em diante -, é possível distinguir um choro do outro.

Todo bebê chora. Bebês completamente saudáveis são capazes de chorar entre uma e três horas por dia no total, sem que haja nada de anormal. Como não podem fazer nada sozinhos, os bebês precisam dos outros para conseguir a comida, o calor e o conforto de que precisam.

Por que o bebê chora tanto? Como identificar o choro? O que fazer?

Chorar é o único jeito que o bebê tem de comunicar essas necessidades. No começo, pode ser desesperador tentar descobrir exatamente qual necessidade é essa: ele está com fome? Com frio? Com sede? Com tédio? Quer colo? Com o tempo, porém, você vai começar a distinguir um pouco melhor cada choro do bebê.

À medida que vão crescendo, os bebês aprendem outros meios de se comunicar conosco. Aperfeiçoam o contato visual, fazem barulhinhos e até sorriem. Tudo isso reduz a necessidade de choro. Os motivos mais comuns para o chororô dos bebês estão na lista abaixo. Se seu bebê não para de chorar, experimente ir seguindo a lista item a item.

Mesmo que nada dê certo, você vai ficar com a consciência mais tranquila de saber que fez tudo o que podia para consolar seu filho.

 – Preciso comer

A fome é o motivo mais comum para um recém-nascido chorar. Quanto mais novo for o bebê, maior é a probabilidade de ele estar chorando de fome. O recém-nascido tem o estômago pequeno, que não aguenta uma quantidade muito grande de leite.

É bom aprender a identificar os primeiros sinais da fome antes do choro: colocar a mão na boca, ficar “procurando”, ficar inquieto. Aí você já oferece o leite e evita que o bebê fique nervoso.

Se o bebê chorar, tente oferecer leite. Pode ser que ele não pare de chorar na hora, mas deixe-o mamar. Conforme o estômago dele for se enchendo, ele deve se acalmar. Caso o bebê já esteja de barriga cheia e continue chorando, talvez esteja querendo dizer a próxima coisa da lista: fralda suja!

 – Estou com a fralda suja

Há bebês que não estão nem aí se a fralda está com cocô – é um quentinho gostoso – , e há outros que querem ser trocados na hora, principalmente se estiverem com a pele irritada. Verifique a fralda do seu filho e troque-a, se necessário. Talvez isso resolva o choro, portanto sempre vale a pena tentar.

O cocô do seu filho: o que é normal e o que não é

O que é um cocô normal?

Infelizmente, não há regra geral para definir um cocô normal, e tudo vai depender da idade da criança, se ela mama no peito ou não, e se ela já come outro tipo de alimento. O cocô do bebê passa por várias mudanças durante o primeiro ano, e logo logo você vai ter uma ideia melhor do que é normal para o seu filho.

Um mito precisa ser derrubado: não existe uma frequência certa para todos os bebês fazerem cocô. Nos primeiros meses, a frequência depende muito do que ele mama — leite materno ou fórmula industrializada.
 Bebês que mamam exclusivamente no peito podem tanto fazer cocô diversas vezes por dia (depois de cada mamada, por exemplo) como uma vez a cada três dias — ou alguma coisa no meio termo.
Não é preciso se preocupar, desde que as fezes estejam razoavelmente pastosas e não causem dor.

Os bebês que tomam fórmula de leite têm um pouco mais de tendência à prisão de ventre, por isso é preciso ficar de olho e logo conversar com o médico se houver sinal de desconforto por parte da criança.

Nos primeiros dias depois do parto, o bebê vai fazer um cocô bem esquisito: preto esverdeado, melecado, o chamado mecônio (veja na galeria de fotos acima). Trata-se de um material que se acumulou no intestino do bebê durante a gravidez.
Depois dessa primeira fase, o cocô pode assumir cores e consistências variáveis — às vezes é amarelo-ovo com grumos, às vezes é amarelo com grânulos verdes.
Essa variação é absolutamente normal.
O cocô tem cheiro, sim, mas não chega a ser um odor característico de fezes e não deve incomodar muito.

Como é o cocô da criança amamentada no peito?

O cocô de bebês amamentados é bem diferente do cocô de crianças que tomam fórmulas de leite. O colostro, aquele primeiro leite meio transparente que aparece logo depois do parto, funciona como uma espécie de laxante, ajudando a criança a eliminar o mecônio.

Quando o leite em si “desce”, depois de cerca de três dias, o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor esverdeada, com um cheiro meio doce. A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com um aspecto mais coalhado.

Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarreia. É na verdade um cocô de “transição” entre o mecônio e o cocô da amamentação.

No começo, pode ser que o bebê faça cocô durante cada mamada — ou logo depois dela -, mas logo você vai notar uma regularidade, para prever o momento ideal de fazer a troca de fralda.
Essa rotina pode mudar de tempos em tempos, por exemplo quando ele começar a comer outros tipos de alimento, quando ficar doente ou se começar a espaçar mais as mamadas.

Lembre-se de que bebês amamentados no peito podem ter cocô de muitas cores e todas elas serem normais. Se não houver outros sintomas diferentes junto, a cor em si não é motivo de preocupação.

Como é o cocô da criança que toma fórmula de leite?

Quando o bebê mama leite em pó, o cocô é amarelo claro ou marrom amarelado, e mais consistente que as fezes do bebê amamentado, já que a fórmula do leite em pó não fica tão digerida quanto o leite materno. O cheiro também é mais forte, embora não tanto quanto crianças que já comem de tudo.

Crianças que tomam esse tipo de fórmula normalmente precisam fazer cocô todos os dias, porque, como as fezes são mais sólidas, elas incomodam se se acumulam no intestino. Quanto mais tempo elas ficarem lá, mais ressecadas e duras ficarão, na chamada constipação ou prisão de ventre.

Fale com o pediatra se seu filho apresentar esse problema. Não mude de leite por conta própria ou porque alguma conhecida dá outra coisa para os filhos. E não passe crianças menores de um ano para o leite de vaca, porque o sistema digestivo delas não está maduro para processá-lo, e elas podem acabar tendo problemas mais sérios.

Preciso tomar algum cuidado especial para passar do peito para a fórmula de leite em pó?

Caso a mudança seja mesmo necessária, faça a transição devagar, ao longo de pelo menos 15 dias, a menos que seja impossível.

Com alteração gradual, o sistema digestivo do bebê terá mais tempo de se adaptar e evitar a prisão de ventre, e ao mesmo tempo suas mamas vão se acostumando à redução da demanda, para não ficarem cheias e doloridas depois.

Quando o bebê estiver totalmente adaptado ao leite em pó, o cocô dele pode mudar completamente, tanto no aspecto quanto na frequência.

O que não é normal?

Diarreia: O cocô fica muito líquido, quase água, e a frequência aumenta. Bebês amamentados no peito correm menos risco de ter diarreia em comparação a bebês que tomam fórmula de leite, porque o leite materno inibe a proliferação dos microorganismos que causam o problema.

Bebês que tomam leite em pó ficam mais sujeitos a infecções, por isso é vital esterilizar mamadeiras ou copinhos e sempre lavar bem as mãos. A diarreia pode acontecer devido a uma infecção viral ou bacteriana, ao consumo excessivo de frutas ou suco ou como reação a um remédio.
A introdução de novos alimentos e a alergia também podem provocar diarreia.

Na época em que os dentes nascem, o cocô também pode ficar mais líquido, mas não chega a ser uma diarreia, por isso investigue outros motivos.

Uma diarreia que não melhore sozinha em um ou dois dias indica que há algum tipo de infecção, portanto é necessário procurar o médico para não correr risco de desidratação.

Prisão de ventre: A constipação verdadeira não é só o bebê ficar todo vermelho, fazendo muita força, quando vai fazer cocô.
Entre os sintomas estão extrema dificuldade em defecar, cocô com aspecto de pedrinhas, dor abdominal, enrijecimento da barriga, irritabilidade e às vezes presença de sangue nas fezes, por causa de fissuras anais (pequenas rachaduras na pele do ânus) provocadas pela passagem do cocô ressecado.

Bebês que mamam no peito têm menos propensão à prisão de ventre que crianças que tomam fórmula, mas isso não quer dizer que ela não ocorra e possa ser bem sofrida.

Misturar fórmula demais e água de menos no leite do bebê pode provocar constipação, então sempre siga as instruções do fabricante quando fizer a mamadeira. Febre, mudanças na alimentação e certos medicamentos também podem prender o intestino.

Sempre consulte o pediatra se seu filho estiver com prisão de ventre, e especialmente se você observar sangue nas fezes. Ele provavelmente orientará você a aumentar a ingestão de líquidos do bebê, e a acrescentar mais fibra na alimentação dele, se ele já estiver comendo outros alimentos (dando mais mamão ou ameixa, por exemplo).

Cocô verde: Se as fezes do bebê estiverem verdes e meio espumosas, é possível que ele esteja recebendo lactose demais. Isso acontece quando a criança mama com frequência no seio, mas não chega a tomar o leite posterior, mais rico em calorias, que vem no fim da mamada.
Certifique-se de que o bebê está esvaziando completamente um lado antes de passar para o outro.
Se nada mudar em 24 horas, é melhor conversar com o pediatra.

A persistência do cocô verde também pode indicar a presença de um vírus, sensibilidade a algum alimento, ser fruto do tipo de fórmula que você está dando ou resultado de alguma medicação. Na dúvida, procure atendimento médico.

Sangue nas fezes: Traços de sangue no cocô do seu bebê podem aparecer se ele estiver com prisão de ventre, e a passagem das fezes causar fissuras na pele do ânus.
Mas sempre consulte o pediatra no caso de encontrar sangue, para descartar qualquer outra possível causa, como a alergia ao leite de vaca (mesmo que o bebê mame apenas no peito e seja a mãe quem consome o produto).

 – Estou com sono

Seria ótimo se os bebês simplesmente fechassem os olhos e dormissem sempre que estivessem cansados, mas muitas vezes eles não conseguem fazer isso. Quanto mais cansado fica, mais irritável e agitado o bebê fica, e aí é mais difícil dormir.
Procure colocá-lo para dormir aos primeiros sinais de sono: olheiras, irritabilidade, olhar caído, esfregação de olhos ou orelha

Como criar bons hábitos para dormir: 0 a 3 meses

Sono típico

Os recém-nascidos dormem bastante – entre 17 e 18 horas por dia nas primeiras semanas de vida e 15 horas por volta do terceiro mês. Ainda assim, eles quase nunca dormem mais que três ou quatro horas por vez, seja durante o dia ou à noite.

E o que isso quer dizer? Você também não terá muitas horas de sono seguidas. No decorrer da noite, terá que levantar para amamentar e trocar o bebê; ao longo do dia, além dessas tarefas, vai brincar com ele.

Embora alguns bebês consigam dormir a noite inteira já aos 2 meses, muitos não chegam a esse marco até os 5 ou 6 meses de idade e, às vezes, até bem mais tarde. Para que seu filho durma a noite toda, é preciso estabelecer uma boa rotina desde bem cedo.

Como criar bons hábitos para dormir

Veja algumas ideias para ajudar seu filho a se preparar para uma boa noite de sono:

Aprenda a entender os sinais que indicam cansaço: nas primeiras seis a oito semanas de vida, o bebê não consegue ficar acordado por mais que duas horas por vez. Se você esperar muito mais que isso para colocá-lo para dormir, ele estará cansado demais e não vai conseguir adormecer com facilidade, por incrível que pareça.

Preste atenção nos sinais de cansaço: Ele está esfregando os olhos? Não pára de mexer na orelha? Está com olheiras? Se você notar essas indicações, ponha logo o bebê no berço ou no carrinho. Dessa forma ele já vai aprendendo a dormir sem ser no colo.

Comece a ensinar a diferença entre dia e noite: Alguns bebês são mais notívagos (algo que você pode até ter percebido durante a gravidez) e estarão com toda a energia do mundo bem quando você se prepara para pegar no sono. Nos primeiros dias, não há muito o que se fazer quanto a isso.
 Mas, quando o bebê tiver por volta de 2 semanas, você pode começar a fazê-lo distinguir o dia da noite.

Algumas dicas para durante o dia:

  • Mantenha a casa bem iluminada
  • Não se preocupe em evitar os barulhos da rotina doméstica, como o telefone, as conversas ou o aspirador de pó, mesmo que ele esteja dormindo.
  • Se ele costuma dormir durante todas mamadas, acorde-o, procure conversar e cantar.
  • Brinque o máximo que puder.
    Veja aqui sugestões.

.

Algumas dicas para durante a noite:

  • Tente não fazer gracinhas quando for ao quarto dele para amamentá-lo.
  • Acenda o mínimo de luzes e faça pouco barulho.

Deixe que o bebê adormeça por conta própria: Quando ele tiver por volta de 6 a 8 semanas, tente deixar o bebê adormecer sozinho. Coloque-o no berço quando ele parecer cansado, mas ainda estiver acordado.
Dessa forma, ele vai aprender a fazer a transição sem que você tenha que ficar balançando de um lado para o outro ou passando a mão nas costas dele.

Se desde o começo você acostumar o bebê a dormir sozinho, ele vai aprender esse ritual na hora do sono – e se você sempre niná-lo é isso que ele sempre vai esperar.

É claro que é uma delícia ninar o bebê, mas a questão é que, quando ele acordar no meio da noite, vai precisar ser ninado de novo, se só conseguir adormecer desse jeito. Para estabelecer um padrão de sono, é importante seguir a mesma rotina de dormir todos os dias.

Procure substituir hábitos que dependam exclusivamente da sua presença (mamadas, por exemplo) por alguma coisa que esteja ao lado da criança quando ela acordar de repente (um “paninho especial” ou um bonequinho, sempre prestando atenção para não ser nada que ela possa resolver sugar e se engasgar).

Possíveis dificuldades

Os bebês mais novinhos tendem a ter o sono mais constante. Porém, quando seu filho chegar aos 2 ou 3 meses de idade, pode ser que ele:

  • Acorde no meio da noite mais vezes do que precisa
  • Desenvolva associações para dormir que causarão problemas para você mais para a frente
Veja também:   Aborto espontâneo: Tem como evitar? Por que acontece?

Os recém-nascidos geralmente acordam no meio da noite para comer ou quando estão incomodados com uma fralda muito molhada, mas alguns acabam fazendo movimentos mais bruscos e acordando antes da hora de mamar. Às vezes, só a proximidade com a mãe ajuda o bebê a se acalmar e a adormecer novamente.

Crianças que se “assustam” fácil podem dormir melhor quando enroladas numa manta ou cueiro, que contenha seus movimentos, imitando o ambiente fechadinho do útero.

Para evitar que a criança faça associações com a mamadeira, com o seio ou com seu colo na hora de dormir, coloque seu filho no berço antes que ele adormeça por completo.

E também tente dissociar o choro da saída do berço: mesmo que já seja hora de tirar seu filho do berço, fale com ele e tente acalmá-lo antes de pegá-lo no colo, para ele não achar que chorar é a senha garantida para sair.

Algumas estratégias em relação a problemas para dormir

Seu filho precisa gradualmente aprender a dormir a noite inteira. Especialistas divergem sobre a melhor forma de se fazer isso, e há muitas filosofias, bem diferentes entre si, e bastante polêmicas.

A distinção básica entre elas é a postura diante do choro: algumas técnicas defendem que é preciso deixar a criança chorar, para que ela aprenda a dormir sozinha, e outras preferem privilegiar o contato físico e afetivo com o bebê, como forma de lhe transmitir segurança.

Até os 3 meses, é inevitável que seu filho acorde à noite, portanto não adianta criar expectativas de que ele já comece a dormir a noite inteira. Até os 5 ou 6 meses, é provável que ele ainda acorde para mamar.

A partir daí, o ideal é que ele não precise mais da mamada da madrugada (não só em nome do sono da família, mas também da saúde dentária).

Desde já, porém, você já se preparando para dar a ele bons hábitos de sono. A criação de um ritual da hora de dormir é um deles: coloque-o no berço mais ou menos no mesmo horário todos os dias, depois de seguir a mesma rotina.

A verdade é que não há jeito “certo” de fazer seu filho dormir a noite toda. Você tem que escolher um método que se ajuste à maneira de ser de sua família e seja confortável para seu coração de mãe.

Como reduzir o risco de morte súbita

Muitos pais e mães se preocupam com os riscos da síndrome da morte súbita do lactente (SIDS, na sigla em inglês), uma morte inesperada e inexplicável que ocorre em crianças menores de 1 ano, e que é bem mais comum nos países do Hemisfério Norte, embora sua ocorrência não seja bem estimada no Brasil.

Apesar de não se saber com certeza o que leva a este tipo de morte, confira a seguir algumas recomendações da Academia Americana de Pediatria:

  • Coloque seu filho para dormir de barriga para cima, em um colchão firme e reto. A posição indicada não é mais a “de lado”.
    O bebê fica deitado com as costas no colchão, e só a cabeça fica de lado.
    Essa é, aliás, a postura que ele adota naturalmente: cabeça para o lado e um braço flexionado e outro estendido (parecido com um “espadachim”).
  • Evite usar cobertores, travesseiros e mantas no berço (se não conseguir resistir àqueles instintos de mãe de cobrir o bebê no frio, use uma manta mais leve e só coloque-a até abaixo das axilas do bebê, bem presa); retire bichos de pelúcia ou brinquedos do berço.
  • Cuide bem de você e do bebê durante a gravidez — faça um bom pré-natal e não fume nem use drogas.
  • Não permita que ninguém fume perto do bebê.
  • Os especialistas agora recomendam não colocar protetores de berço, mas se você realmente quiser usá-los, prefira os mais finos e firmes, e não os acolchoados que se parecem com almofadas; certifique-se de que eles estão bem presos no berço e que não há laços pendentes para dentro.
  • Não agasalhe demais o bebê e nem deixe o quarto muito quente (a temperatura deve ser agradável para um adulto vestido com roupas leves).
  • Tente não expor seu filho a infecções – sinta-se à vontade de pedir para que as pessoas lavem as mãos antes de segurar o bebê, e não se envergonhe de recusar visitas se elas estiverem doentes.

.

 – Preciso arrotar: arrotos e gases do bebê

Quando o bebê chora depois de mamar, principalmente se estiver deitado, pode ser que tenha um belo arroto “entalado”. Basta colocar o bebê na vertical e dar uns tapinhas nas costas. Se depois de uns dez minutos não der certo, pode ser o item seguinte: dor de barriga.

Por que os bebês têm que arrotar?

Os bebês engolem ar junto com o leite quando mamam, e o ar também entra no sistema digestivo dele quando eles choram ou até durante a respiração. Os gases podem fazer com que o bebê se sinta satisfeito antes de tomar a quantidade necessária de leite, e provocam desconforto e dor.

Como posso saber se meu filho precisa arrotar?

Há bebês que sempre arrotam depois de mamar, sem falha. Outros quase nunca arrotam. Durante a mamada, o bebê pode parar de tomar o leite e chorar, ou se recusar a pegar o segundo seio. As caretas são facilmente reconhecíveis, principalmente quando se coloca o bebê deitado logo depois de mamar.

Bebês que mamam na mamadeira têm mais gases?

Sim, normalmente os bebês que usam mamadeira em vez de mamar no peito sofrem com mais gases. Crianças amamentadas conseguem controlar melhor a saída de leite e determinam um ritmo mais lento à mamada, engolindo menos ar. Também tendem a mamar numa posição mais ereta, com mais frequência e em quantidades menores, o que ajuda a reduzir os gases.
Mas é sempre bom colocar o bebê para arrotar, seja depois do peito ou da mamadeira.

Meu filho usa mamadeira.
O que posso fazer para ele ter menos gases?

Dê a mamadeira na posição mais ereta possível, mantendo a cabeça da criança bem mais elevada que o resto do corpo, e incline bem a mamadeira, para que o bico fique sempre completamente cheio de leite.

Não use bicos com furos muito largos, nem alargue por conta própria o buraquinho para o leite sair mais rápido, por mais que aconselhem você a fazer isso. Você pode experimentar tipos diferentes de bico para ver se algum faz com que a criança tenha menos gases (já existem bicos especiais para reduzir ao mínimo a deglutição de ar).

Coloque sempre o bebê para arrotar numa posição vertical depois da mamada, por cerca de cinco minutos.

Preciso colocar o bebê para arrotar no meio da mamada?

Se o bebê está mamando feliz da vida, não interrompa para colocá-lo para arrotar. Isso só vai fazer com que ele chore, e aí é que ele vai engolir ar. Aproveite paradas naturais para pôr a criança para arrotar (quando for passar de uma mama para outra, ou quando o bebê soltar o bico da mamadeira). Coloque-o para arrotar de novo depois que terminar.
Dê leves tapinhas nas costas do bebê para que o ar saia mais fácil.

Lembre-se: com o arroto pode vir um pouco de leite também, portanto tenha sempre um paninho ou fralda de pano no ombro para proteger sua roupa.

São três as posições mais usadas para colocar a criança para arrotar. Vá experimentando, porque cada criança reage de um jeito.

No ombro: coloque o bebê no seu ombro, apoiando o bumbum com seu braço, no mesmo lado. Com a outra mão, dê tapinhas nas costas dele ou faça uma leve massagem.

Sentado: Sente o bebê no seu colo e incline o tronco dele para a frente, apoiando-o pelo ombro e no queixo. Dê tapinhas nas costas ou faça uma leve massagem.

No colo, de frente para você: coloque o bebê no seu colo, de frente para você, mas sem erguê-lo até o ombro. Dê tapinhas ou faça massagem nas costas dele.

Meu filho não arrota. O que faço?

Se você colocou o bebê para arrotar por cinco minutos e nada aconteceu, provavelmente ele não precisa arrotar. Há crianças, no entanto, que parecem ter dificuldade para expelir o ar, e ficam claramente desconfortáveis, e nesse caso é preciso insistir.

Talvez o sistema digestivo ainda imaturo do bebê esteja levando o ar muito longe, o que impede sua saída. Experimente várias posições até conseguir um belo e sonoro arroto.

Certos bebês só conseguem se livrar do ar no estômago quando soluçam. É normal o recém-nascido soluçar várias vezes por dia.

Posso usar remédio contra os gases?

Caso seu filho esteja sofrendo muito com os gases, o pediatra pode receitar algum remédio que contenha dimeticona ou simeticona (dimeticona ativada), uma substância que faz com que o ar seja expelido em grandes bolhas, em vez de ficar espalhado em bolhinhas pelo sistema digestivo.

É bom já perguntar na primeira consulta do bebê se o médico libera esse tipo de medicamento, e como usá-lo.

Para saber mais veja o vídeo abaixo:

 – Estou com dor de barriga

Como o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo, ele pode chorar de cólica, devido a gases ou porque está com dificuldade de fazer cocô. Em alguns casos, o bebê chora porque sofre de refluxo, ou seja, o leite fica voltando mais do que o normal e provoca dor e desconforto.
 Normalmente os pais conseguem distinguir a causa da dor quando se trata de dor de barriga.
O bebê fica vermelho, ou chora logo depois de mamar.
 Consulte o pediatra para ver o que pode fazer para aliviar a dor, como o uso de gotas antigases.

Você pode fazer uma massagem, colocar bolsa de água quente na barriguinha do bebê, fazer movimentos de bicicleta com a perninha ou dar alguma coisa para ele sugar (a chupeta ou o seio), pois o movimento de sucção relaxa e alivia a dor. Só atenção para não usar esse expediente o tempo todo, para o bebê não começar a usar seu peito só como chupeta.

Cólica no bebê

Meu bebê chora demais.
Como vou saber se é cólica ?

Cólica é um termo geralmente usado para descrever choro incontrolável em bebês saudáveis. Se o seu filho tem menos que 5 meses, chora mais que três horas seguidas mais que três vezes por semana, e isso já dura ao menos três semanas, há boas chances de ser cólica.

A cólica costuma aparecer por volta de duas a três semanas após o nascimento (no caso de crianças prematuras, de duas a três semanas após a data prevista para o parto).

É normal que bebês chorem quando estão com fome, molhados, assustados ou cansados, mas crianças com cólica choram sem parar e nada consegue lhes dar conforto ou consolo.

Quais são os principais sintomas da cólica?

Num bebê com cólica, você pode notar o seguinte:

  • Ele tem crises de choro intenso, e é difícil acalmá-lo
  • Ele encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora
  • Ele solta puns quando chora

A cólica normalmente ataca no final da tarde e à noite. Em casos mais difíceis, o bebê chora a qualquer hora do dia. Pode ficar difícil dar de mamar para o bebê quando ele está tão desconfortável.

Quando é que a cólica vai embora?

A cólica pode mesmo ser desesperadora para a família, principalmente porque todos estão se adaptando à nova vida com o bebê. O alento é que ela não é grave, não é uma doença e costuma melhorar bastante entre os 3 ou 4 meses. O pico geralmente ocorre por volta de 6 semanas.

Por que o bebê fica com cólica?

Ainda não se sabe exatamente o que provoca a cólica. Cerca de 20% dos bebês apresentam cólica, e ela aparece tanto em meninos quanto em meninas, crianças amamentadas no peito ou na mamadeira, e tanto em primeiros filhos como em segundos, terceiros etc.

A realidade é que ainda não se sabe ao certo por que algumas crianças são mais suscetíveis às cólicas que outras.

Uma das hipóteses mais fortes é a de que o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo, o que faz a barriga doer em reação a algumas substâncias do leite materno ou do leite artificial. As contrações intestinais do bebê estariam “desorganizadas”.

Outras possíveis explicações são:

  • O sistema nervoso do bebê ainda não amadureceu e fica sensível demais
  • O bebê sente dor porque tem dificuldade de expelir gases

Outra indicação é que o fumo durante a gravidez ou o convívio com alguém que fuma podem predispor a criança a ter cólica.

Há algum risco para o bebê?

Não, o bebê não corre nenhum risco. Mas é preciso sempre consultar o médico para ter certeza de que se trata de cólica mesmo e não de algum outro problema que esteja causando dor ou desconforto, como uma hérnia ou uma infecção.

O ruim é que, conforme o bebê chora, ele pode engolir mais ar, o que só provoca mais gases e cólica.

E é muito difícil conviver com um bebê que chora tanto. Ainda mais quando a mãe está sensível por causa de tantas mudanças hormonais, que já são motivo suficiente para ela chorar por horas e horas também.

Quanto mais tenso ficar quem está cuidando do bebê, mais difícil será acalmá-lo.

O que posso fazer para tentar consolar o bebê com cólica?

As estratégias para tranquilizar o bebê dependem da possível causa da cólica. Veja as possibilidades:

Reação ao leite materno ou fórmula

Pode ser que o sistema digestivo do bebê ainda seja imaturo, e que algumas substâncias provoquem dor e desconforto. O que fazer:

  • Se você está amamentando, pode experimentar fazer algumas mudanças na sua alimentação para ver se o bebê chora menos. Uma regra simples é a seguinte: procure eliminar os alimentos que causam gases em você.
    Entre os alimentos que se imagina que possam causar cólica estão: leite, chocolate, brócolis, couve-flor, repolho, feijão, cebola e comidas apimentadas.
    Mas lembre-se de que uma mãe que amamenta precisa se alimentar bem, e que o leite materno é o melhor para o bebê (bebês que tomam fórmula também têm cólica!).
  • Se seu bebê toma fórmula, pode ser que ele tenha alguma alergia ou intolerância a um componente do leite artificial.
    O pediatra pode prescrever uma fórmula especial.

Sistema nervoso imaturo ou sensível demais

Pode ser que o bebê ainda não esteja pronto para tantos estímulos que o mundo joga sobre ele. Se o choro do bebê não parecer estar relacionado com dor de barriga, experimente as seguintes táticas:

  • Segure o bebê no colo bem apertadinho, use um sling ou experimente enrolá-lo numa manta.
  • Experimente mantê-lo num ambiente sem muitos estímulos, com pouca luz e pouco barulho.
    Se você achar que segurá-lo no colo não está adiantando, tente colocá-lo por alguns minutos no berço.
  • Como você já deve ter descoberto, o bebê chora menos quando está em movimento.
    Carregue-o com você num canguru ou sling, deite na rede com ele, passeie bastante ou balance o carrinho.
    No caso do choro desesperador da cólica, não adianta ficar se preocupando em acostumar mal o bebê.
  • Barulhos constantes ou rítmicos, como o do ventilador, acalmam alguns bebês.
  • Chupar o dedo ou a chupeta podem acalmar o bebê.
    Você também pode fazer uma massagem leve.
Veja também:   Entenda a relação entre cesariana marcada e o risco de prematuridade

Dor causada por gases

Você vai notar que o bebê se “espreme” e se contorce, e parece ter alívio quando solta um pum ou quando consegue fazer cocô. Ele também pode começar a chorar no meio de uma mamada.

Algumas sugestões:

  • Ponha o bebê para arrotar depois de cada mamada. Veja mais detalhes sobre como colocar o bebê para arrotar.
  • Procure manter o bebê com a cabeça levantada na hora de dar de mamar. Se você amamenta o bebê, confira se ele está pegando o peito direitinho e experimente variar as posições de amamentar.
  • Se você dá mamadeira para o bebê, tenha certeza de que ele não está engolindo ar.
    Veja se o furo do bico não está muito grande, e mantenha a mamadeira sempre bem levantada, com o bico totalmente preenchido de leite.
    Procure os bicos anatômicos e elaborados exatamente para diminuir a entrada de ar enquanto a criança mama.
  • O pediatra pode receitar uma medicação (gotas de dimeticona ou simeticona) para ajudar o bebê a aliviar o acúmulo de gás na barriguinha.
    Atenção para o uso de funchicória, um pó feito a partir do funcho ou erva-doce: este fitoterápico que muitos pais colocavam na chupeta para acalmar a criança foi proibido pelo governo, pois sua segurança e eficácia não foram comprovadas.
    Fale sempre com o médico antes de usar qualquer truque que envolva dar alguma substância para a criança, mesmo que seja só molhar a chupeta.
  • Tente colocar uma bolsa de água quente na barriga do bebê (sempre envolta numa toalha e com muito cuidado para não queimar o bebê, que tem a pele extra-sensível).
  • Procure fazer movimentos de bicicleta com as pernas dele ou massagear a barriga com delicadeza para estimular a evacuação, o que também pode ajudar.

Não aguento mais tanto choro! O que fazer?

As primeiras semanas com o bebê em casa podem ser muito estressantes, tanto para a mãe, que tende a ter uma vontade de chorar permanente, quanto para o pai, que também pode ficar abalado.

Quando você achar que não aguenta mais, peça ajuda. Reveze-se nos cuidados com o bebê e, se precisar, dê uma saída de casa para arejar a cabeça e parar de ouvir o choro, enquanto outra pessoa fica com o bebê.

Procure se lembrar de que o choro do bebê não é culpa sua, e que a cólica vai passar com o tempo.

Ou siga a orientação do vídeo abaixo:

 – Preciso de colo

A velha teoria de que colo deixa a criança mimada está perdendo adeptos, para sorte dos bebês. Entre os argumentos a favor, estão a segurança e o afeto transmitidos a eles, sentimentos que mesmo em excesso não fazem mal a ninguém.

Há bebês que precisam de mais colo para se sentir seguros. Crianças um pouco mais velhas já se acalmam só de ver você no quarto ou ouvir sua voz, mas os pequenininhos precisam do contato físico. Se seu filho está alimentado, de fralda trocada, e continua chorando, pode ser que só esteja querendo colo mesmo.

Se seu filho for da turma do colinho, você pode usar outras estratégias, como o canguru ou o sling (uma espécie de rede), que mantêm o bebê perto de você mas liberam suas mãos para fazer outras coisas. Recém-nascidos também estranham ficar “soltos” num espaço muito grande.
Você pode ter mais sucesso se deixá-lo enrolado numa manta leve ou colocá-lo num local mais aconchegante que o berço, como um moisés ou o carrinho.

Terreno conhecido

Por que o bebê chora tanto? Como identificar o choro? O que fazer?Pertinho da mãe, os bebês sentem-se “em casa”, pois reconhecem seu cheiro e batimentos cardíacos. “É o que dá segurança e tranqüilidade à criança, além do toque, da voz e do olhar afetuoso da mãe.
Por isso, não raro o bebê pára de chorar quando está em seus braços”, diz a pediatra Maria Esther Ceccon, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Para Maria Esther, a crença de que o colo pode “estragar” o bebê está ultrapassada.
“Se a criança chora sem motivo evidente, como fome ou fralda molhada, está apenas pedindo aconchego.
Chora para chamar a atenção, porque é essa a única maneira que o bebê tem de se comunicar”, esclarece.

Só benefícios

Segundo a pediatra, estudos comprovam que o bebê também se beneficia de estímulos físicos no colo da mãe. “Os movimentos intestinais da criança são impulsionados, e o calor do corpo materno faz com que ela fique mais relaxada. Essa combinação alivia as cólicas”, explica Maria Esther.
Outro benefício vem da proximidade sonora e visual que a criança tem com os pais quando está em seus braços.
“É um estímulo para o desenvolvimento dos sentidos do bebê”, diz a pediatra.
E lembra que nesse contato a criança também desperta o amor dos pais, garantindo que a peguem mais e com carinho.
“O colo é tão importante quanto a amamentação.
O bebê requer toda a atenção.
Não importa quem o segure, se a mãe ou pai, e sim o olhar amoroso que ele recebe nesse momento”, conclui Maria Esther.

Colos preferidos

Na vertical: 

Após a mamada, é o colo ideal. O bebê aninha-se todo no ombro da mãe, enquanto expulsa o ar engolido com o leite.

De costas: 

Seu corpo funciona como uma cadeirinha para o bebê. De costas para você, ele fica apoiado num de seus braços, enquanto o outro o contorna como um cinto de segurança. A criança adora passear pela casa assim.

Cara a cara: 

Com o bebê de frente para você, segure-o por baixo dos braços com os polegares, usando os outros dedos para sustentar suas costas e sua nuca. Levante-o um pouco, e ele vai brincar de alpinista, escalando sua barriga.

De bruços:  Sustente o bebê virado para o chão, passando uma das mãos entre as pernas dele. O tórax e a cabecinha, levemente elevados, ficam apoiados em seu braço e junto ao seu corpo. É um colo especial para diminuir a dor das cólicas.

 – Estou com frio! Estou com calor!

Certos recém-nascidos detestam ficar pelados para a troca ou para o banho. Não estão acostumados a sentir o contato do ar com a pele e preferem ficar de roupa. Se seu bebê for um desses, você logo vai aprender a trocar a fralda em velocidade recorde, para acabar com as reclamações.

Por outro lado, tome cuidado para não exagerar nas roupas, senão a criança vai ficar com calor. Um bom jeito de verificar a temperatura do bebê é sentir a barriga dele. Se ela estiver quente e suando, tire um pouco de roupa. Se ela estiver fria, agasalhe-o mais.
Não vá pelas mãos e pelos pés, porque eles tendem a ficar mais frios que o resto do corpo.

Qual é o melhor jeito de saber se o bebê está com frio ou calor?

Os bebês não sentem muito mais frio ou calor do que as crianças maiores ou os adultos. Como dica prática, procure vestir seu filho com uma camada de roupa a mais em relação àquela que estiver usando. Por exemplo, se você estiver de camiseta de manga curta, coloque nele uma de manga comprida; se estiver de manga comprida, acrescente então um casaco.

Sentir a temperatura no tronco (barriga, peito e costas) e na cabeça da criança é o jeito mais adequado de perceber se ela está com frio, e não através do toque nas mãos e pezinhos. As extremidades são quase sempre mais frias que o resto do corpo.

É muito mais comum bebês serem superagasalhados e ficarem irritados com o calor, do que se mostrarem incomodados por estarem passando frio. Dá para perceber se uma criança está acalorada porque ela vai suar e até ter aumento da temperatura corporal (você pode medir com um termômetro).
Se a pele do seu filho estiver úmida, ele está suando, portanto está com calor.

Se você mora numa região quente, saiba que o calor pode atrapalhar o sono do seu filho.

O que fazer para o bebê dormir fresquinho nos dias mais quentes

Como no calor é difícil manter o ambiente em que a criança dorme ameno (isso, claro, para quem não tem ar condicionado em casa), veja abaixo algumas sugestões de como procurar deixar o bebê em uma temperatura mais agradável:

  • Retire do berço todos os acessórios que não sejam necessários, inclusive os protetores (assim o ar circula).
    A dica vale não só pelo calor, mas pela segurança.
    Tire do alcance do bebê qualquer coisa que possa ser engolida ou sugada.
  • Se o bebê estiver acalorado (suando ou com as bochechas vermelhas), deixe-o só com um body ou até de fralda.
  • Abra as janelas de outros aposentos da casa para criar uma brisa.
  • Use ventiladores, mas não os deixe direcionados para a criança; ligue-os um pouco antes da hora de dormir para já arejar o quarto.
  • Deixe toalhas molhadas em uma cadeira ou na janela para resfriar o ar (a evaporação da água ajuda a abaixar a temperatura).
  • Mantenha as cortinas fechadas durante o dia para impedir que o sol aqueça o quarto mais ainda.
  • Fique de olho caso o bebê adormeça no carrinho – mantenha-o sempre à sombra.
  • Nunca deixe seu bebê sozinho dormindo na cadeirinha dentro do carro.
    Mesmo com as janelas abertas, a temperatura dentro de um carro estacionado pode subir extremamente rápido, levando à hipertermia, condição que pode ser até fatal.
    Por outro lado, bebês com frio podem apresentar tremor, certa palidez e até apatia.
    Ao contrário do que diz a sabedoria popular, soluços não são um bom parâmetro para medir frio, porque são comuns de ocorrer nesta fase em que o diafragma ainda é imaturo.

.

 – Tem uma coisinha me incomodando

Bebês pequenininhos podem ficar incomodados fácil, com um elástico muito apertado da roupa, uma dobra na fralda ou um fio de cabelo seu que se enrolou no dedo do pé ou da mão.

Dê uma boa inspecionada no bebê para ver se não tem nada incomodando. Troque a posição dele, tire a meia, olhe dentro da fralda, veja se não há uma etiqueta ou algo áspero na roupinha.

 – Tem dente nascendo

O nascimento dos dentes é um longo processo que incomoda bastante alguns bebês. Se seu filho está chorando mais do que o normal, experimente sentir a gengiva dele com seus dedos. Você pode se surpreender. Os primeiros dentinhos costumam surgir entre os 4 e os 7 meses, mas podem chegar bem antes ou bem depois. Leia mais sobre o nascimento dos dentes.

Etapas do desenvolvimento: Nascimento dos dentes

Por que o bebê chora tanto? Como identificar o choro? O que fazer?O aparecimento dos dentes não é um daqueles marcos que acontecem de uma só vez. A mudança do sorriso desdentado para uma boca cheia de dentinhos é um rito de passagem que pode se estender pelos três primeiros anos de vida do seu filho.

A história começa dentro do útero. Durante a gravidez, o bebê adquiriu os chamados botões dentários, as fundações dos dentes-de-leite (ou dentes decíduos, no termo técnico). Esses botões começam a romper a superfície da gengiva em algum momento entre os 3 e os 12 meses.
O mais comum é o primeiro dentinho — um sinal inegável de que seu bebê está crescendo — por volta dos 6 meses, que é também o momento em que a dieta dele passa a incluir alimentos sólidos.

Quando tiver 3 anos, a criança terá muitos dentes, e já poderá escová-los sozinho de vez em quando (com um pouco de ajuda) – um passo importante no caminho da independência.

Quando acontece

Talvez você não saiba, mas um em cada 2.000 bebês já nasce com um dente – ou até dois! Mas a grande maioria das crianças tem o primeiro dentinho aos 6 ou 7 meses de idade. Os mais precoces podem romper o primeiro dente (normalmente o incisivo central inferior) já com três meses, enquanto outros podem ter de esperar até quase 1 ano.
Os últimos dentes (os segundos molares, no fundo da boca) costumam já ter nascido no segundo ano de vida.
Com 3 anos, seu filho deve ter o conjunto completo: 20 dentes-de-leite.

Como acontece

Para muitos bebês (e seus pais), a chegada do primeiro dentinho não é lá muito divertida. Pode ser um processo longo e exaustivo. Os primeiros sintomas – entre eles muita babação e uma boa dose de dor — começam um mês ou dois antes do grande evento. Isso pode representar noites e noites em claro consolando a criança.
Para aliviar o sofrimento, seu bebê pode começar a morder, mas não por hostilidade.
Para melhorar o incômodo, você pode dar a ele alguma coisa para morder, como mordedores ou coisas geladas, ou massagear a gengiva dele com seu dedo.

As gengivas também podem ficar inchadas quando os dentes vão romper, e as bochechas do seu filho parecerão um pouco maiores. Embora os especialistas afirmem categoricamente que o nascimento dos dentes não causa febre nem diarreia, a maioria dos pais diz observar esse tipo de sintoma.
Como nessa fase também são comuns resfriados, gripes ou desarranjos intestinais, é melhor ficar de olho nos sintomas e levar a criança ao médico se ela não melhorar.

Para os mais sortudos (que não são tão poucos assim, felizmente), o nascimento dos dentes pode ser uma experiência quase indolor. Mas não deixa de ser uma transformação radical: numa semana seu neném tem um sorrisão desdentado, e na seguinte o branquinho já desponta na gengiva.
Comemore o primeiro dentinho tirando muitas fotos, e anote a data do aparecimento como recordação.

A partir daí, os dentes vão surgindo um atrás do outro: primeiro os dois incisivos centrais de baixo, depois os dois de cima, em seguida os que ficam ao lado, e dali para o fundo. O desenvolvimento dos dentes é hereditário, por isso se você teve dentes cedo é provável que a mesma coisa aconteça com seu filho.

O que vem pela frente

Os dentes-de-leite só vão cair quando os permanentes estiverem prontos para irromper, por volta dos 6 anos de idade.

O que você pode fazer

Não há nada que se possa fazer para apressar o surgimento dos dentes, mas dá para aliviar o incômodo do bebê. Primeiro, dê à criança alguma coisa para morder, como um mordedor. Se ele estiver gelado, o alívio será maior. Alimentos frios também podem ser benéficos, como frutas e iogurte direto da geladeira.

Se a dor for evidente, você pode dar ao seu filho a dose indicada de um analgésico infantil como o paracetamol, sempre seguindo as orientações prévias do pediatra. Caso seu filho esteja com febre, ou não consiga se acalmar, é melhor levá-lo ao médico – ele pode estar com alguma outra coisa, como por exemplo uma otite.

Quando os dentes aparecem, é preciso mantê-los limpos. Durante o primeiro ano de vida do seu filho, você não vai escovar de verdade os dentes dele, mas tente passar uma fraldinha limpa ou uma gaze neles pelo menos uma vez por dia – uma sugestão é incluir o hábito na rotina de antes de dormir.
Existem também dispositivos para encaixar no dedo, exclusivamente para essa operação.

Veja também:   Pré-natal: novos testes permitem avanço na detecção de síndromes

Por falar em dormir, muitas vezes as crianças se acostumam a adormecer mamando. Tente evitar esse costume, porque os açúcares do leite (mesmo no leite materno ou no leite em pó sem adição de açúcar) podem fermentar, corroendo o esmalte dos dentes. Adiante a última mamada da noite um pouco, a fim de desvincular o leite do ritual de dormir.

A água do sistema público de abastecimento, ou seja, a água tratada que sai da torneira, já contém flúor. O bebê vai ingerir esse flúor nos alimentos que você preparar.
Como a quantidade de flúor nas águas minerais não é regulamentada, é preferível dar água filtrada e fervida ao seu filho, seja para beber pura ou para preparar a fórmula láctea em pó.
No caso de você só ter acesso a água de poço, pode ser necessário administrar flúor ao bebê.
Pergunte ao médico se é o caso.

Quando tiver 1 ano e meio, seu filho pode começar a aprender a escovar os dentes. Você ainda terá que acompanhá-lo nessa operação por vários anos, mas é bom ele ir adquirindo o hábito. Você pode até dar uma escova extra para ele “brincar” de escovar enquanto você escova de verdade.

Use uma escova macia e uma quantidade bem pequena de pasta de dente (mais ou menos equivalente a um grão de arroz). Não é preciso escovar em uma direção específica, já que a criança nem sempre colabora. Só tente retirar fragmentos de alimentos e limpar a superfície dos dentes e das gengivas.

Se seu filho não gostar do creme dental, tente outra marca. É importante que a quantidade do creme dental seja mínima, para evitar que a criança engula o flúor, o que pode provocar uma condição chamada fluorose, que causa manchas nos dentes. Os cremes dentais infantis já têm menos flúor que os adultos.

Quando a criança exagerar nos doces, como numa festa de aniversário, por exemplo, tente fazê-la escovar os dentes logo depois de comer, ou então a incentive a comer alguma coisa salgada por último. Especialistas sugerem que a primeira consulta no dentista aconteça perto do primeiro aniversário, para orientação.
O importante, no entanto, é encarar a ida ao dentista como uma prevenção, e não como solução quando os problemas já tiverem aparecido.

Quando se preocupar

Os dentes de bebês prematuros podem demorar alguns meses a mais para nascer. Se seu filho fez 1 ano e não há nenhum sinal de dente, fale com o pediatra na próxima consulta.
Caso seu bebê esteja com todos os sinais de que os dentinhos estão vindo – babando, com a gengiva inchada -, mas parece estar com uma dor excessiva (chorando inconsolavelmente, por exemplo), leve-o ao médico.

 – Preciso de menos estímulo

Pais de bebês maiorzinhos conhecem a situação: o bebê tem um ataque de riso e emenda com um ataque de choro! Os estímulos do mundo às vezes são demais para os bebês. Um dia cheio de visitas e atividades pode deixar o recém-nascido muito excitado, e ele tem dificuldade para “desligar”.
O excesso de estímulo –  luzes, barulho, passar de colo em colo — pode deixar o recém-nascido inquieto.

O bebê fica difícil no fim do dia, ou quando a casa está cheia. Talvez o bebê esteja só dizendo: “Chega”. Experimente levá-lo para um lugar calmo, reduzindo o nível de estímulo. Pode ser que ele ainda chore mais um pouco, mas que depois finalmente se tranquilize e durma.

 – Preciso de mais estímulo

Há bebês que não gostam de silêncio. Ficam mais calmos em meio a muita gente, observando a movimentação. Também não gostam de escuro. Experimente ligar música no quarto do bebê, ou levá-lo para um passeio no carrinho, e estacionar num lugar onde ele possa ver as pessoas.
 Para esses bebês, o sling ou canguru é uma boa saída, pois a criança fica exposta ao seu movimento e aos barulhos que cercam você.

 – Não estou me sentindo nada bem

Se nada deu certo, é inevitável começar a pensar que talvez o bebê esteja com alguma dor. Quando o bebê está com dor, ele chora num tom diferente do choro normal – pode ser um choro mais desesperado, ou mais gritado. Por outro lado, para um bebê que chora bastante por natureza, o silêncio é que pode ser o sinal de que há algo errado.

O mais importante é lembrar que você conhece o seu filho melhor que qualquer outra pessoa. Se você sentir que há alguma coisa errada, verifique a temperatura para ver se ele não está com febre e observe-o bem. Se não passar, converse com o médico.

Profissionais de saúde podem tranquilizar você sobre o choro, para que você tenha certeza de que a causa não é física.

Sinais de alerta para doenças mais graves (0 a 1 ano)

Quando se tem um bebê, não tem jeito: as visitas ao médico são frequentes, tanto as programadas quanto as fora do programa, por causa de doenças imprevistas.

Um dos motivos para o bebê ficar doente a toda hora é a imaturidade do sistema imunológico. Por isso, ele fica suscetível a pegar pequenos problemas de saúde como tosse, resfriado e indisposições estomacais.

Bebês novinhos também podem piorar rápido quando ficam doentes – mais um bom motivo para levar seu filho logo ao médico se ele estiver claramente se sentindo mal.

Quando procurar ajuda

Certos problemas de saúde precisam de atenção imediata, e a criança deve ser levada na hora ao médico. Já outros podem esperar um dia ou dois.

Leve ao médico assim que puder se o bebê:

  • Estiver com diarreia há mais de 12 horas.
  • Tiver colocado algum corpo estranho no nariz, ouvido, boca ou vagina – nunca tente remover o objeto sozinha. Tosse repentina sem nenhum outro sintoma também pode ser sinal de aspiração de algum corpo estranho.
  • Sofrer uma queimadura de superfície maior que a de um polegar de adulto, principalmente se houver formação de bolhas (isso inclui queimaduras de sol).
  • Estiver com febre – sempre leve o bebê ao médico se a febre for alta (acima de 39 graus), ou se persistir por mais de dois dias, ou se o bebê apresentar algum outro sintoma preocupante, como erupções de pele ou choro constante.
  • Estiver vomitando há mais de 12 horas, ou se tiver algum outro sintoma junto com o vômito, como febre ou erupções na pele.
  • Estiver com a moleira funda – junto com outros sintomas, como lábios secos, diminuição na quantidade de xixi, urina muito amarela, ausência de lágrimas.
    Tudo isso pode indicar desidratação, uma consequência de vômitos, diarreias ou febre.
  • Estiver chorando sem parar – você conhece o padrão de choro do seu filho, melhor que qualquer outra pessoa (mesmo que não acredite nisso).
    Se acha que ele está chorando muito mais que o normal, ou de um jeito diferente, siga seus instintos e procure o médico.
  • Apresentar sangue no vômito ou nas fezes.
    É importante falar imediatamente com o médico.
    Muitas vezes não é nada de grave, mas outras causas precisam ser descartadas.
    Lembre-se de que, se seus bicos do seio estiverem rachados e sangrando, pode ser que apareça sangue na regurgitação do seu filho.
  • Estiver com a pele vermelha ou irritada, com algum tipo de alteração, especialmente se também tiver febre.
  • Estiver com “tosse de cachorro” e chiado ao inspirar – certos tipos de laringite podem obstruir a passagem do ar na garganta.

.

Apresentar algum sintoma de meningite, como:

  • Moleira estufada (mais levantada que o normal)
  • A criança não reage a estímulos
  • Moleza excessiva
  • Prostração, letargia
  • Erupção vermelho vivo ou arroxeada na pele, que não desaparece quando se pressiona um vidro transparente contra ela
  • Aversão à luz
  • Rigidez no pescoço.

.

Marque uma consulta se seu bebê apresentar qualquer um dos seguintes sintomas por mais de 24 horas:

  • Irritação fora do comum, sem nenhum motivo aparente.
  • Olhos vermelhos, lacrimejantes ou com secreção – pode ser uma infecção como a conjuntivite, que é altamente contagiosa e em alguns casos precisa de tratamento imediato.
  • Secreção no ouvido, nos olhos, no umbigo, no pênis ou na vagina.
  • Inapetência – o bebê perde o apetite e passa duas refeições ou mamadas sem se alimentar.

Quando correr para o pronto-socorro

Leve a criança imediatamente para o hospital ou chame uma ambulância se ela:

  • Estiver inconsciente ou semiconsciente.
  • Estiver com dificuldade para respirar ou estiver respirando rápido demais, principalmente se a pele, a ponta dos dedos e os lábios começarem a ficar roxos ou azulados.
    Isso significa que ela não está recebendo oxigênio suficiente.
  • Tiver uma convulsão pela primeira vez na vida ou tiver uma convulsão que dure mais de quatro minutos – os olhos reviram, ela não responde a chamados e os lábios podem tremer ou fazer movimentos estranhos.
  • As convulsões costumam ser causadas por febre, mas também podem ter outras causas.
  • Passar mal depois de engolir alguma substância venenosa ou prejudicial, como medicamentos para adultos (leve a embalagem do remédio para o hospital com você).
    Leia mais no nosso artigo sobre intoxicação.

.

Os problemas abaixo também exigem uma ida rápida ao pronto-socorro, mas não é necessário sair correndo. Manter a calma vai ajudar você e a criança a passarem melhor pela situação:

  • Um corte que esteja sangrando muito ou que seja muito profundo, que possa precisar de pontos (especialmente no rosto).
    Para conter o sangramento, mantenha pressão constante com um pano limpo e tente manter o local afetado elevado.
  • Uma queda séria, e você desconfiar que ela possa ter quebrado algum osso ou sofrido uma torção.
  • Bater a cabeça muito forte, chegar a perder momentaneamente a consciência ou vomitar mais de uma vez depois da batida.
  • Engolir ou comer alguma coisa que possa ser prejudicial, como remédios, produtos de limpeza ou objetos, mas estiver aparentemente bem.

O choro parece não ter motivo.
E agora?

Por que o bebê chora tanto? Como identificar o choro? O que fazer?Existem crianças que simplesmente choram muito (assim como há as que dormem muito, falam muito, se movimentam muito). Também é questão de temperamento.

Um bebê que passa o tempo todo chorando não está se prejudicando, mas com certeza está descabelando a família inteira (e os vizinhos também). Se seu filho continua infeliz, mesmo com todos os esforços para entender o porquê do choro, terá que ler isso:

O que fazer quando o bebê chora “sem motivo”?

Barriguinha cheia? Sim. Fralda limpa? Sim. Sem febre? Sim. Colinho de pai ou de mãe? Sim. Então por que o bebê ainda está chorando? A verdade é que os bebês têm lá os seus próprios motivos, e nem o mais sábio dos pais consegue ler suas mentes na falta de palavras.

Você vai ver que felizmente é possível oferecer conforto a seu filho mesmo sem saber a causa do choro. Confira a seguir alguns métodos testados e aprovados por outras famílias:

Algo para chupar

O ato de sugar tem o poder de estabilizar a frequência cardíaca do bebê, relaxar seu estômago e acalmar aqueles movimentos desordenados de braços e pernas. Ofereça uma chupeta ou seu dedo (bem limpinho) e deixe-o sugar.

Enrole

Recém-nascidos gostam de se sentir tão aquecidos e seguros quanto quando estavam dentro do útero. Experimente enrolar seu filho em um pano apropriado, colocá-lo em um canguru ou segurá-lo bem aconchegado no colo, para tentar recriar aquela atmosfera uterina.
Alguns bebês não gostam de ser enrolados porque se veem contidos demais e preferem outras maneiras de conforto, como ficarem em constante movimento.

Música e ritmo

Toque uma música suave, cante uma canção de ninar ou até a sua música favorita, e movimente-se pela casa. Varie os estilos musicais até encontrar aquele ao qual seu filho responde melhor.

Ruídos

O barulho de um aspirador de pó pode não parecer muito acolhedor, mas a maioria das crianças se acalma com o som contínuo do chamado ruído branco (aquele som de TV ou rádio fora do ar), que bloqueia outros sons e lembra o barulho constante dos líquidos dentro do corpo da mãe.

Ar fresco

Às vezes simplesmente abrir a porta da frente ou sair para o ar fresco por uns minutinhos faz o choro acabar imediatamente. Se der certo, aproveite sua chance: dê uma voltinha, olhe para o céu, converse com seu filho sobre o mundo ao redor de onde vocês vivem. Seja uma rua bem calma ou uma movimentada avenida de cidade grande.

Água morna

Assim como ar fresco, água morna muitas vezes faz milagres para relaxar e pôr fim às lágrimas do bebê. Você dar um banho de imersão na própria banheirinha de todos os dias, no balde, caso ele esteja acostumado, ou então experimentar levá-lo nos seu braços para debaixo do chuveiro (sem abrir demais a água).
Não force se seu filho não gostar do barulho ou da água espirrando.
Mas alguns bebês adoram a sensação.
Cuidado para você não escorregar.

Movimento

O vai-e-vem de ser carregado nos seus braços ou no carrinho muitas vezes já é suficiente para ninar o bebê.
Outras formas de mantê-lo em movimento são colocá-lo em uma cadeira de balanço (destas feitas especialmente para bebês, com cinto e proteção adequados), sair para passear pela rua de carrinho ou, em casos mais emergenciais, levá-lo para uma volta de carro, devidamente preso na cadeirinha do carro.
Há bebês que preferem o movimento de “tremer” ao do balanço.
Experimente tremer de leve o carrinho para ver se ajuda.
Cada criança gosta de um ritmo.
Descubra qual é o ritmo preferido da sua.

Massagem

A maioria dos bebês adora uma massagem. Não se preocupe com “técnicas”, já que o importante é massageá-lo de maneira delicada e sem pressa, para causar uma sensação bem gostosa no corpinho dele.

Pausa para você

Um bebê que chora o tempo todo acaba provocando grande estresse nos pais. A boa notícia é que, à medida que ele cresce, conseguirá se acalmar melhor sozinho e o choro finalmente ficará para trás. Mas até que esse dia chegue, não fique se culpando por querer um tempo para você também.
Pelo contrário, um intervalo para recobrar as forças fará de você um adulto mais paciente e pronto para amar o seu filho com toda a sua energia.
Quando sentir que está chegando ao seu limite, experimente seguir as seguintes sugestões:

  • Coloque o bebê em um local seguro e deixe-o chorar um pouquinho
  • Ligue para um parente ou amigo e peça ajuda
  • Deixe alguém que você confia cuidar do bebê por algumas horas
  • Toque uma música suave para distrair os seus pensamentos
  • Lembre-se de que o choro em si não fará mal para o bebê e que talvez ele só precise “desabafar”
  • Repita para si mesmo que um dia essa fase acabará

.

É importante saber que nunca se pode dar um chacoalhão no bebê, um que seja, porque o cérebro e o pescoço de uma criança pequena são muito frágeis e uma única sacudida brusca pode até matar.

Boa sorte, Respire fundo e tenha sempre muita calma, muita calma e muita calma…

Artigos Relacionados

Saúde Próspera