Pré-eclâmpsia: O que você precisa saber

A pré-eclâmpsia é a doença do aumento da pressão arterial na gestação. Um mal que está ligado ao aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço, entre outros sintomas. Conhecida também como toxiquemia gravídica, isto é, algo que a placenta passa a liberar a partir da  20ª semana (5º mês).
Paciente que não é hipertensa e começa a desenvolver a pressão alta a partir do quinto mês, requer uma frequência maior das consultas, ao invés de ser mensal e dependendo dos níveis da pressão arterial, poderá ser quinzenal, semanal, diário ou até mesmo internar, para que aquela pressão alta não venha gerar uma convulsão colocando em risco a mãe e o feto.

O que é pré-eclâmpsia

Pré-eclâmpsia é um distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas. O diagnóstico de pré-eclâmpsia é normalmente feito no pré-natal quando há aumento de pressão arterial e presença de proteína na urina após 20 semanas de gestação.
 O mais comum é que apareça depois da 37ª semana, mas, na realidade, pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez, incluindo durante o parto ou depois (geralmente nas primeiras 48 horas).
A pré-eclâmpsia pode progredir de maneira lenta ou rápida.
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É possível ter sintomas de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas, mas somente em casos mais raros, como nos de uma gravidez molar – trata-se de uma rara complicação da gestação que ocorre quando algo dá errado durante o processo de fertilização na concepção, gerando anormalidades nas células que formarão a placenta.
A gravidez molar (também conhecida como mola hidatiforme: é uma massa tumoral formada por tecido da placenta ou das membranas) faz parte de um grupo de condições chamado tumores trofoblásticos gestacionais.
Eles costumam ser benignos (não-cancerígenos) e, embora possam se espalhar para além do útero, são tratáveis com sucesso.

Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia?

A única maneira de controlar a pré-eclâmpsia e evitar que evolua para eclâmpsia é o acompanhamento pré-natal criterioso e sistemático da gestação. Pacientes com pré-eclâmpsia leve devem fazer repouso, medir com frequência a pressão arterial e adotar uma dieta com pouco sal.

Medicamentos anti-hipertensivos e anticonvulsivantes são indicados para o controle dos quadros mais graves, que podem exigir a antecipação do parto. A doença regride espontaneamente com a retirada da placenta.

Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.
 Se sua pressão subir muito, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê).
 O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.

O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto, mesmo que antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal.

A única “cura” para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê. Mas a mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque ainda há algum risco nos dias seguintes.

Ao contrário da tensão arterial elevada (hipertensão), a pré-eclampsia e a eclampsia não respondem aos diuréticos (fármacos que eliminam o excesso de líquido) nem às dietas de baixo teor em sal. Aconselha-se a mulher a que consuma uma quantidade normal de sal e que beba mais água. O repouso na cama é importante.
Em geral, também é aconselhada a virar-se sobre o lado esquerdo, visto que assim é exercida menor pressão sobre a grande veia do abdómen (veia cava inferior), que devolve o sangue ao coração, e melhora o fluxo sanguíneo.
Em certos casos, pode ser administrado sulfato de magnésio por via endovenosa para fazer descer a tensão arterial e evitar as convulsões.

Em caso de pré-eclampsia ligeira, acamamento pode ser suficiente, mas a mulher deverá consultar o seu médico de 2 em 2 dias. Se não melhorar com rapidez, deve ser hospitalizada e, se o problema continuar, o parto deve ser provocado quanto antes.

Uma mulher que sofra de pré-eclampsia grave deve ser hospitalizada e permanecer na cama. O fato de administrar líquidos e sulfato de magnésio por via endovenosa muitas vezes alivia os sintomas. Em 4 a 6 horas a tensão arterial costuma baixar até atingir valores normais e pode-se proceder ao parto sem correr nenhum risco.
Se a tensão arterial continuar alta, são administrados mais fármacos antes de se tentar provocar o parto.

Uma importante complicação da pré-eclampsia e da eclampsia grave é a síndrome HELLP, que consiste no seguinte:

  • Hemólise (destruição de glóbulos vermelhos);
  • Aumento dos enzimas hepáticos (liver), que indicam lesão hepática;
  • Baixa contagem de plaquetas (LP, low platelet count, em inglês) o que indica uma deficiente capacidade de coagulação do sangue (um problema potencialmente grave durante e depois do parto).
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A síndrome HELLP é mais provável que apareça quando se atrasa a instituição do tratamento da pré-eclampsia. Se surgir a síndroma, deve-se fazer uma cesariana, o método disponível mais rápido, a não ser que o colo uterino esteja suficientemente dilatado para permitir um rápido nascimento pela vagina.

Depois do nascimento, controla-se exaustivamente a mulher para detectar sinais de eclampsia. Uma quarta parte dos casos de eclampsia acontece depois do parto, em geral nos primeiros 2 a 4 dias. À medida que o estado da mulher melhora de forma gradual, é incentivada a caminhar um pouco.
Mesmo assim, pode ser-lhe administrado um sedativo suave para controlar a tensão arterial.
A hospitalização pode durar de poucos dias a algumas semanas, conforme a gravidade da doença e suas complicações.
Mesmo depois de ter sido dada alta, é possível que a mulher tenha que tomar medicamentos para reduzir a tensão arterial.
Em geral, deve consultar o médico, pelos menos de 2 em 2 semanas durante os primeiros meses depois do parto.
A sua tensão arterial pode, no entanto, manter-se elevada durante 6 a 8 semanas, mas, se se mantiver alta durante mais tempo, talvez a sua causa se deva a outro problema e não à pré-eclampsia.

O que vai acontecer depois que o bebê nascer?

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer, e o inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo.
Nas primeiras 48 horas depois do parto sua pressão será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à questão da pressão por algum tempo depois que você for para casa.

Quais são os riscos?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave. Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele.

Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco. A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto.
Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue.

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia? Quais os fatores de riscos?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações.
Também elevam o risco:

  • Idade acima de 35 anos ou abaixo de 20 anos
  • Primeira gravidez
  • Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
  • Gravidez de gêmeos ou mais
  • Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
  • Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia – uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
  • Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

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Possíveis sinais de pré-eclâmpsia:

  • Pressão arterial alta
  • Excesso de proteína na urina (causada por estresse nos rins)
  • Edema (ou inchaço) no rosto e nas mãos
  • Ganho de peso rápido e repentino
  • Dores de cabeça, visão embaçada e dor abdominal

O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia?

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. O melhor jeito é fazer direitinho o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial.
 Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no final da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer.
 O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico.

Recomendações:

  • Vá ao ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica e início da administração de ácido fólico
  • Compareça a todas as consultas previstas no pré-natal e siga rigorosamente as recomendações médicas durante a gestação
  • Lembre que a hipertensão é uma doença insidiosa, que pode ser assintomática.
    Qualquer descuido e a ausência de sintomas podem fazer com que uma forma leve de pré-eclâmpsia evolua com complicações
  • Faça exercícios físicos compatíveis com a fase da gestação e suas condições orgânicas no momento
  • Reduza a quantidade de sal nas refeições, não fume e suspenda a ingestão de álcool durante a gravidez.

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Se você já recebeu o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou têm histórico da doença, o médico irá pedir exames para determinar se a pré-eclâmpsia piorou ou tem chances de acontecer novamente.
Se você não recebeu esse diagnóstico, mas está preocupada com o risco, o médico irá pedir exames relacionados com a pré-eclâmpsia:

  • Pressão arterial
  • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e funcionamento do fígado e rins
  • Exames de urina, para identificar altos níveis de proteína
  • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê
  • Verificar a frequência cardíaca do bebê.
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De olho na pressão arterial

Medir a pressão é um dos exames mais importantes do pré-natal. A gestante que apresenta várias vezes a pressão mais elevada do que antes da gravidez, ou que sempre teve pressão alta, inspira cuidados.
Sem um controle rigoroso, fica sujeita a duas complicações: a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, que é o agravamento do problema, com a ocorrência de convulsões.
Os médicos não sabem explicar essa relação de causa e efeito, nem por que uma pessoa com níveis normais de pressão, ao ficar grávida, passe a sofrer de hipertensão.
Mulheres acima de 35 anos, com sobrepeso, problemas renais e fumantes estão entre o grupo de maior risco.

A eclâmpsia coloca em risco a oxigenação de órgãos da mãe e da criança e pode levá-los à morte, obrigando muitas vezes ao parto prematuro. “Por isso é tão importante o médico conhecer o histórico da pressão. A gravidez pode desencadear a hipertensão em mulheres com tendência ao problema”, diz o obstetra Wladimir Taborda.

Cuidados básicos e alimentação equilibrada

A grávida com pressão alta deve passar mais vezes ao médico do que a quantidade de consultas realizadas em um pré-natal. É preciso fazer exercícios físicos e repousos em cada período do dia, que contribuem para a melhor oxigenação e circulação sanguínea.
Em alguns casos, é necessário o uso de medicamentos, situação mais comum entre as gestantes com hipertensão crônica.
“Elas têm quatro a sete vezes mais chance de desenvolver a pré-eclâmpsia na gravidez”, diz o cardiologista Ivan Cordovil.
A soma das duas hipertensões – da crônica e da pré-eclâmpsia (que a elevação de pressão em qualquer gestante pode provocar) – compõe o quadro de maior risco.

O controle da alimentação é fundamental, diminuindo gorduras e sal da comida e incluindo fibras.
Além de ajudarem no bom funcionamento do intestino, evitando a prisão de ventre, um estudo realizado no Hospital de Seattle, nos Estados Unidos, sugere que consumir, no mínimo, 21 gramas de fibras (equivalente a três refeições) por dia, reduz em até 51% as chances de as grávidas desenvolverem a pré-eclâmpsia.

Para Ioná Zalcman, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), por controlar os níveis de açúcar no sangue, as fibras são curingas da alimentação saudável. “Elas ajudam a regularizar todo o organismo, mas agem principalmente no intestino.
O excesso de alimento não saudável no estômago, como as frituras, facilita o desenvolvimento da doença.
Por isso, ao eliminar as impurezas, a pré-eclâmpsia também pode ser evitada”, diz.
Para garantir que você está comendo a quantidade certa de fibras, o ideal é que as saladas, frutas e cereais integrais estejam presentes nas refeições diárias.
As fibras ajudam a evitar, ainda, o surgimento de outras complicações, como o diabetes gestacional e o aumento do colesterol.

O que é eclâmpsia?

Eclampsia é a forma mais grave da doença pré-eclampsia. A doença é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação).

Essa doença é responsável por cerca de 40% das mortes (687 mulheres) decorrentes da gestação e do parto no país que resultaram num total de 1.719 casos em 2010.
Estima-se que entre 5% e 7% das grávidas brasileiras desenvolvem a pré-eclampsia e que a eclampsia se manifesta em 1,3 caso para cada mil partos, variando de 0,6 nos países desenvolvidos a 4,5 nas nações em desenvolvimento.
Apesar da alta incidência na população, as causas dessas enfermidades ainda não foram bem estabelecidas e não existem medicamentos no mercado direcionados especificamente para seu tratamento porque os remédios tradicionais podem colocar em risco o desenvolvimento do feto.

A causa da pré-eclampsia ocorrer durante a gravidez é desconhecido. Sabe-se, no entanto, que a existência da placenta é obrigatória e que não precisa existir o feto. Alguns tumores placentários provocam pré-eclampsia sem que haja feto. A doença desaparece assim que a placenta sai do organismo da mulher.

A forma mais amena da doença é chamada de pré-eclampsia leve e a mulher pode até não notar sintomas. Por vezes, percebe-se um pequeno inchaço. A necessidade de se realizar um bom pré-natal é imensa durante toda a gravidez. O médico aferirá a pressão e fará frequentes exames de urina para identificar a doença.

Já na pré-eclampsia grave, além do aumento da pressão arterial e proteinúria, inchaço, pode-se notar cefaleia (dor de cabeça), cansaço, sensação de ardor no estômago e alterações visuais ligeiras. Quando a eclampsia estiver iminente acontecerá hemorragias vaginais e diminuição dos movimentos do seu bebê.

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A eclampsia é caracterizada quando a mulher com pré-eclampsia grave convulsiona ou entra em coma. A mulher tem convulsões porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro. Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.

Em cerca de 10% das gestações há a incidência de hipertensão, em sua maioria, na forma de pré-eclampsia leve. Os casos de eclampsia e pré-eclampsia ocorrem geralmente no oitavo ou nono mês.

Possuem maiores riscos de adquirir a doença as mulheres que engravidam mais velhas ou muito novas, que estão grávidas pela primeira vez, que têm histórico de diabetes, pressão alta, pré-eclampsia ou eclampsia, se há alguém na família que já teve a pré-eclampsia, e obesas.
Porém, as mulheres que têm pressão normal e sem histórico também podem ser acometidas.

O que é Síndrome de Hellp?

Pouco se ouve falar da Síndrome Hellp. Ela é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no pós parto, podendo causar a morte da mãe.

Seu nome vem da abreviação de termos em inglês que querem dizer: hemólise (H, hemolytic anemia), enzimas hepáticas (EL, elevated liver enzymes) e baixa contagem de plaquetas (LP, low platelet count), que são as principais características da síndrome.

Normalmente, a Síndrome de Hellp ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia, ou seja, hipertensão gerada pela gravidez. Estima-se que 8% das gestantes que sofrem de pré-eclampsia desenvolvam a síndrome. Esse número indica, em porcentagem geral, que o problema atinge de 0.2% a 0.6% das gestações.

Os sinais e sintomas dessa complicação, em um primeiro momento, podem ser confundidos com o quadro de pré-eclampsia grave, ou seja, aumento da pressão arterial e inchaço. Quando o quadro se agrava, resulta em edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo levar a morte materna.

Quando a doença é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos, o tratamento indicado é interromper a gestação, independente da fase gestacional, para que o quadro geral da mãe seja corrigido. Muitas vezes, dependendo da idade gestacional do feto, ele não sobrevive.

As mulheres com maior predisposição para desenvolver a doença são as que sofrem de doenças crônicas do coração e rim, pacientes com diabetes ou lúpus. Infelizmente, não há nenhuma maneira de evitar a doença.
Apenas as pacientes que já tiveram a Síndrome de Hellp, ao engravidarem pela segunda vez, podem tomar algumas providências para diminuir o risco.

Em geral, ajuda manter o peso controlado, fazer uma dieta adequada e ter um estilo de vida saudável. O pré-natal bem assistido é importante para detectar qualquer alteração na saúde da mãe e do feto precocemente e tomar as medidas para evitar que o quadro evolua para um estado grave.

Novo exame pode prever casos de pré-eclâmpsia na gravidez

Um novo teste pode prever casos de hipertensão durante a gravidez através do nível de proteína na placenta, segundo estudo publicado na revista “Circulation”, da Associação Americana do Coração.
No período de gestação, a pressão alta pode levar à pré-eclâmpsia, uma forma mais complexa do problema, que afeta os rins, fígado e cérebro da gestante, causando complicações no feto, como nascimento prematuro, de baixo peso e natimortos.

No Brasil, segundo dados da última pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, feita por telefone em 26 capitais e DF em 2011, 22,7% dos adultos têm pressão alta, doença que causa 9,4 milhões de mortes por ano no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

O exame serve para diferenciar mulheres com pré-eclâmpsia daquelas que têm apenas pressão alta. Os testes atuais só detectam que está acontecendo, mas não preveem o problema, que pode ser diagnosticado quando já tiver afetado algum órgão – explica a clínica Lucy Chappell, PhD em Obstetrícia no King’s College em Londres.

O estudo foi feito com 625 pacientes de vários centros no Reino Unido e, dessas, 61% desenvolveram pré-eclâmpsia. Mulheres com níveis baixos da proteína do fator de crescimento placentário (P1GF) tiveram o problema: quando o nível de proteína é menor que 100 pg/mL com 35 semanas de gravidez, o bebê deve nascer em 14 dias, segundo os pesquisadores.
Em uma gestação normal, o nível da substância é de 100 a 3.
000 pg/mL e não diminui.

Assista ao vídeo abaixo para saber mais: Entrevista com Dr. Belarmino José da Silva.

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