7 coisas que toda grávida deve saber

Os testes de gravidez vendidos nas farmácias detectam a presença do hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (hCG) na urina. Você fez o teste e deu positivo.
E agora?  O que comer? Como evitar o enjoo? O que devo evitar? Muitas dúvidas surgem! A alimentação de uma grávida deve ser da mesma forma que nós comemos ou deveríamos comer todos os dias: café da manhã, almoço e jantar.
Além disso, tentar fazer uma refeição nos intervalos entre o café da manhã e o almoço, e entre o almoço e o jantar e especialmente antes de dormir.
A grávida quando fica 4 ou 5 horas sem comer ela sofre de uma hipoglicemia muito maior do que em um estado não gravídico.
Dessa forma ela sofre de tonturas, tremores e mal-estar.
Por isso, é importante ter sempre na bolsa uma barrinha energética, uma fruta e se possível uma gelatina, um iogurte, um pedacinho de queijo, que em termo calórico não é nada importante, mas em termo glicêmico é bem interessante.

 – Alimentação saudável na gravidez

Grávida precisa mudar a alimentação?

Agora que você está grávida, é importante tentar aumentar a ingestão de determinados nutrientes, como proteínas, vitaminas e ferro, para ter certeza de que você está consumindo tudo o que o seu corpo e o do bebê em desenvolvimento precisam.
 E não, não precisa seguir aquela antiga mentalidade de que grávida tem que “comer por dois”: comer melhor não quer dizer comer mais, na maior parte dos casos.
 Se você não era de se preocupar muito com a comida, agora vale a pena passar a fazer refeições mais pensadas e equilibradas.
Limite a quantidade de guloseimas e invista em uma alimentação variada.

Durante a gestação, seu corpo trabalha de forma ainda mais eficiente, tirando o máximo de energia do que você come. Por isso, nos primeiros seis meses de gravidez a maioria das mulheres nem precisa comer mais do que já comia.
Só nos últimos três é que é aconselhável comer 200 a 300 calorias a mais, mas isso não quer dizer quase nada, já que 200 calorias equivale a meras duas torradas com manteiga, por exemplo.
 Guie-se pelo seu apetite, que pode variar dependendo da fase da gravidez.
Nas primeiras semanas ele pode sumir, por causa do enjoo.
Mas às vezes, em especial à noite (ou no meio da madrugada), é provável que você sinta a necessidade súbita de comer alguma coisa para preencher um buraco no estômago.

No segundo trimestre, seu apetite deve ficar igual ao que era, ou um pouco maior. No terceiro, você deve ficar com mais fome, mas precisa tomar cuidado porque serão mais frequentes a azia e a má digestão.

Quais comidas grávida tem que evitar?

Grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos. São eles:

  • Peixes e frutos do mar crus, como ostras e sushi (o sushi pode ser ingerido se o peixe tiver sido congelado antes).
  • Queijos de casca branca, como brie e camembert, e queijos com fungos, como roquefort e gorgonzola.
    Evite também queijos do tipo frescal (ou “minas”), que podem ser feitos com leite não-pasteurizado.
    O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebê.
  • Carne bovina malpassada ou crua (como carpaccio), carne de porco malpassada e ovos crus (como massa de bolo, gemada, ovo frito com gema mole e algumas sobremesas — musses, por exemplo).
    A precaução é para evitar bactérias que possam afetar o bebê.
  • Bife de fígado e miúdos, para evitar a sobrecarga da forma retinoica da vitamina A, que pode ser prejudicial ao feto.
  • Cação, peixe-espada e tubarão, que podem conter níveis perigosos de mercúrio.
    O atum deve ser limitado a uma lata por semana ou dois filés frescos por semana, pelo mesmo motivo.
    Outros peixes são seguros e fazem bem ao bebê e a você.
    As recomendações quanto ao mercúrio valem também para quem está pensando em engravidar e para o período de amamentação.
  • Se você tiver na família pessoas com alergias (a nozes, castanhas ou amendoim, por exemplo), é bom evitar esses alimentos na gravidez.
  • Bebidas alcoólicas.
    O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoólicas na gravidez.
  • Bebidas e alimentos com cafeína.
    Não tome mais que duas xícaras de café por dia, e, se possível, prefira bebidas descafeinadas.

É importante tomar suplementos de vitamina?

Num mundo ideal – em que não existisse enjoo, por exemplo, não seria tão difícil manter uma alimentação equilibrada. Mas, no mundo real, é mais garantido recorrer a um suplemento vitamínico pré-natal para ter certeza de que seu corpo receberá todos os nutrientes de que precisa. Converse com seu obstetra.

O ácido fólico é um suplemento especialmente importante, que deve ser tomado até antes de engravidar, e durante os três primeiros meses da gestação. A deficiência desse tipo de vitamina B está ligada a problemas na formação neurológica do bebê, como a espinha bífida. A recomendação mínima é de 400 mcg de ácido fólico ao dia.
 Os médicos costumam receitar um suplemento mais completo, com várias vitaminas e ferro, a partir do terceiro mês, quando os enjoos melhoram e a vitamina é mais bem tolerada pelo estômago.

Se você for vegetariana ou tiver algum problema de saúde como diabete, diabete gestacional, pré-eclâmpsia ou anemia, ou se no passado já teve um bebê de baixo peso, o médico provavelmente terá orientações especiais para a sua alimentação, ou ele pode encaminhá-la para um nutricionista. Lembre-se, porém, de que nem sempre a vitamina é boa.
Suplementos de vitamina A contêm retinol, por exemplo, que pode ser tóxico ao bebê em grandes quantidades.
Somente tome aquilo que o médico recomendar para você.

Grávida pode fazer regime?

Fazer dieta durante a gravidez pode prejudicar o bebê e você também. Dependendo do tipo de regime, você pode ficar com deficiência de ferro, de ácido fólico e de outras vitaminas e sais minerais importantes. Lembre-se de que engordar faz parte da gravidez. Comer bem e na quantidade certa é especialmente importante para grávidas de menos de 20 anos.
 Mulheres que comem bem e que engordam o recomendável têm mais probabilidade de ter bebês saudáveis.
Se você está comendo alimentos saudáveis e está engordando, relaxe: é isso que tem de acontecer! Quem era bem magra antes de engravidar tem mais “tolerância” para engordar.
 Se você já estava acima do peso antes de engravidar, pode melhorar a qualidade da sua alimentação e investir numa atividade física (sempre consultando o médico antes).

Qual é o melhor jeito de ganhar peso?

O ganho de peso na gravidez varia de mulher para mulher, e depende de vários fatores, entre eles o quanto cada uma pesava antes de engravidar.
 A média de ganho de peso geralmente é de 8 a 15 kg, mas, em vez de pensar na balança, concentre-se na qualidade do que come: muita fruta, legumes e verduras, boas quantidades de proteína, de cálcio e de ferro.
 Tenha em mente que você vai engordar gradativamente no decorrer da gestação, com menor ganho no primeiro trimestre e maior ganho no último.

Quantas refeições precisa fazer por dia?

Mesmo que não esteja com fome, é melhor não deixar o estômago muito tempo vazio. É aconselhável fazer cinco ou seis pequenas refeições em vez das três grandes refeições tradicionais, principalmente se você estiver sofrendo muito com enjoos, azia ou má digestão. Não há por que abrir mão de tudo o que você gosta só porque está grávida.
Mas também não é bom deixar que alimentos industrializados, salgadinhos e doces formem a base da sua alimentação.

Na hora da vontade de comer aquela guloseima, experimente colocar uma banana no microondas com um pouco de mel e suco de meia laranja, ou tome uma vitamina batida de iogurte com frutas. Você só tem a ganhar se conseguir achar uma guloseima mais saudável.
 E, de vez em quando, por que não mergulhar naquele maravilhoso bolo de chocolate ou num brigadeiro? Aproveite cada pedacinho, você merece!

 – Existe alguma coisa que alivie o enjoo na gravidez?

7 coisas que toda grávida deve saberInfelizmente, não existe uma fórmula mágica para acabar com todo o enjoo da gravidez, mas há sim alguns truques para minimizá-lo o máximo possível e melhorar a sua vida enquanto não chega aquele dia incrível em que você não sentirá mais nada.

Nesse meio tempo, para prevenir — ou pelo menos amenizar — o enjoo, você pode tentar:

  • Ficar longe de comidas e odores que façam você sentir náusea.
    Se, por um acaso, tudo o que vir pela frente provocar enjoo, não se preocupe muito neste momento com a “alimentação ideal da grávida” e coma somente aquilo que apetecer.
    É melhor se alimentar com algo que fique no estômago do que comer o almoço perfeito e depois vomitar.
    Quando estiver mais disposta, você poderá se concentrar em uma dieta saudável e balanceada.
  • Consumir alimentos mais frios ou em temperatura ambiente.
    Geralmente, quanto menos aquecidas, menos cheiro exalam as comidas.
    E, em geral, comidas e bebidas frias têm mais chance de parar no estômago.
  • Deixar um lanchinho, como bolachas cream cracker ou de água e sal, no criado-mudo.
    Antes de levantar, de manhã, coma um pouco das bolachas, sem água, e espere uns 20 a 30 minutos para sair da cama.
    Se você enjoa à noite, experimente também comer algumas bolachas salgadas.
  • Fazer refeições frequentes e pequenas.
    O estômago vazio piora a náusea.
    Tente comer alimentos menos condimentados e ricos em proteínas, bons para combater o enjoo.
    Tudo bem comer o que você tem vontade, mas fique longe de comidas muito fortes (especialmente se você não estiver acostumada), ácidas ou gordurosas, porque podem irritar mais ainda o seu estômago.
  • Restringir temporariamente os líquidos.
    Embora seja importantíssimo se manter hidratada, nos dias em que o enjoo estiver pior tente limitar a ingestão de líquidos durante as refeições para que sobre um espaço no estômago para as comidas que podem combater a náusea.
  • Tomar vitamina B6, se o médico sugerir.
    Ainda não se sabe exatamente a razão, mas a vitamina B6 ajuda a combater a náusea mais severa de algumas mulheres.
    Vale lembrar: nunca tome nenhum remédio sem falar antes com o obstetra.
  • Experimentar um suplemento vitamínico sem ferro.
    Como o ferro é mais pesado para o sistema digestivo, pergunte para o médico se você pode tomar um suplemento vitamínico sem ou com menos ferro, desde que não esteja anêmica.
    Os médicos costumam receitar vitaminas que contenham ferro só depois do primeiro trimestre, quando os enjoos estão melhorando.
    Além disso, vale a pena experimentar uma marca diferente de vitamina para ver se a náusea diminui e também mudar o horário de tomar da manhã para a noite, antes de dormir.
  • Manter alguma coisa para comer sempre à mão.
    Pode até ser dentro da bolsa ou da gaveta do trabalho.
    Bolachas simples, barras de cereal e torradas são boas opções que não exigem geladeira.
  • Cheirar limão.
    O cheiro de um limão cortado pode ajudar a amenizar a náusea.
    Você também pode tomar chá gelado com limão ou colocar rodelas de limão na água com gás.
  • Incluir gengibre na alimentação.
    Pesquisas mostram que o gengibre ajuda a acalmar o estômago.
    Você pode cortar fatias ou ralar o gengibre para fazer um chá.
    Balas de gengibre também servem.
    Cuidado para não exagerar na dose, porque os efeitos de excesso de gengibre não gravidez ainda não são conhecidos.
    Ou seja, nada de ficar com bala de gengibre o dia todo na boca.
  • Comprar uma pulseira anti-enjoo.
    Trata-se de um tipo de pulseira de algodão encontrada em farmácias e, muitas vezes, em lojas de produtos náuticos.
    Colocada no pulso, ela tem um botão de plástico no meio que exerce suave pressão em um ponto de acupuntura do corpo responsável por produzir a náusea no cérebro.
    É também conhecida como pulseira de acupressão (veja abaixo).
  • Se estiver vomitando muito, não deixe de falar com o médico.
    Existe uma condição chamada hiperemese gravídica, quando os vômitos acabam causando desidratação.
    Há medicamentos e tratamento para garantir a sua saúde e a do seu bebê.
Veja também:   Aborto espontâneo: Tem como evitar? Por que acontece?

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Será que o enjoo vai afetar o bebê?

Os enjoos não ameaçam o bem-estar do bebê, desde que você consiga se alimentar de forma balanceada e tome bastante líquido. A maioria das mulheres que sofrem de enjoos percebe bem rápido o que lhes faz mal para o estômago, e sente qual é o melhor momento para tentar comer.
 Caso o suplemento vitamínico prescrito pelo médico dê enjoo, tente tomá-lo junto com a comida ou à noite.
Se mesmo assim você não aguentar, fale com o médico.
Sempre ajuda comer alimentos que tenham as vitaminas de que você e o bebê precisam.

Por que tenho que passar o dia inteiro enjoada?

Não existe uma explicação isolada para a náusea da gravidez. O mais provável é que a culpa seja a combinação de todas as mudanças físicas que estão acontecendo ao mesmo tempo no seu corpo. Entre essas mudanças estão a rápida elevação nos seus níveis de estrogênio, o olfato mais apurado, a maior acidez do estômago e o cansaço.
 Não serve muito de consolo, mas saiba que entre 75 e 80 por cento de todas as grávidas passam as primeiras semanas de gestação com a sensação de que podem vomitar a qualquer momento.
E não é só ao acordar — pode ser de manhã, à tarde e à noite.

Quanto tempo o enjoo vai durar?

Uma gestação nunca é igual à outra, e a mesma coisa vale para o enjoo — para cada pessoa é diferente. A sensação de náusea pode durar algumas semanas ou alguns meses; só em casos raros persiste por mais tempo. No final do terceiro mês, a maioria das mulheres pára de se sentir enjoada o tempo todo.
Mas o enjoo pode ir e vir durante a gestação, muitas vezes deflagrado por determinados cheiros, que variam de pessoa para pessoa.

E se eu não conseguir segurar nada no estômago?

Fale com o médico. É uma síndrome chamada hiperemese gravídica, o excesso de vômito na gravidez, que é bem rara, mas tem tratamento. Você também deve pedir ajuda se não estiver conseguindo comer. Se não for tratado, o vômito excessivo pode levar à desnutrição, à desidratação e outras complicações para você e para o bebê.
O médico pode ajudar, durante uma crise de vômitos, prescrevendo uma dieta especial, sugerindo repouso ou até internando você no hospital.

Se você estiver desidratada, pode ter que tomar soro na veia, para repor líquidos, glicose e eletrólitos. Também pode receber medicamentos para aliviar a náusea e os vômitos.

 – Sexo na gravidez

Posso ter relações sexuais grávida?

Claro que sim. Numa gravidez normal, você pode manter sua vida sexual até a bolsa estourar. No entanto, converse com seu médico se você tiver algum problema durante a gravidez, como placenta prévia, sangramentos, descolamento de placenta, ou se já sofreu abortos espontâneos.
 Se tudo estiver correndo bem, sexo durante a gestação é até positivo, porque fará você se sentir bonita e valorizada, além de contribuir para um relacionamento saudável entre você e seu parceiro.
 Pesquisas mostraram inclusive que não há ligação entre sexo em uma gravidez normal e o nascimento de crianças prematuras.

O sexo pode prejudicar o bebê?

7 coisas que toda grávida deve saberNão, você não vai machucar o bebê com as relações sexuais, mesmo que seu parceiro fique por cima. O espesso tampão de muco que fecha o colo do útero ajuda a protegê-lo contra infecções. O saco amniótico e os fortes músculos do útero também protegem o bebê.
 Pode ser que depois do orgasmo o bebê fique meio agitado, mas é porque seu coração está batendo mais rápido, e não porque ele saiba o que está acontecendo ou sinta algum tipo de dor.
Em algumas circunstâncias, porém, é possível que o médico a oriente a não manter relações sexuais com penetração.
 Entre elas estão:

  • Ter sangramentos
  • Sentir dores abdominais ou cólicas
  • Ter histórico de insuficiência no colo do útero
  • Estar com a placenta baixa, especialmente se tiver tido sangramento
  • O obstetra também poderá recomendar que você evite sexo se o seu parceiro tiver herpes genital.

Terei as mesmas sensações de sempre?

Para algumas mulheres, fica melhor ainda; para outras, nem tanto. O aumento do fluxo sanguíneo na região da pelve pode fazer os órgãos genitais ficarem mais irrigados, o que intensifica a sensibilidade e até o orgasmo. Mas essa mesma irrigação provoca em algumas mulheres uma sensação meio desagradável depois da relação sexual.
Além disso, algumas grávidas sentem cólicas durante o ato sexual ou depois do orgasmo.

Seus seios podem também estar mais sensíveis ou doloridos ao toque, especialmente no primeiro trimestre. O desconforto geralmente melhora, mas é possível que a sensibilidade permaneça. Para certas gestantes a mudança é ótima, enquanto para outras é desagradável e leva a nem quererem ser tocadas na região.
 Avise o seu parceiro se alguma coisa incomodar, mesmo que seja algo que vocês sempre faziam juntos.
Às vezes é preciso ajustar suas atividades eróticas e tentar outras formas de estimulação que sejam prazerosas para os dois.

Não tenho estado a fim de sexo desde que engravidei.
Isso é normal?

Sim, é bem normal. É inevitável que as grandes mudanças por que seu corpo está passando afetem sua vida sexual em algum momento. Algumas mulheres se sentem mais poderosas que nunca, ajudadas pelo fato de não ter de se preocupar com a contracepção – nem com a concepção, como na época das “tentativas”.
Mas outras ficam simplesmente cansadas ou enjoadas demais, principalmente no primeiro trimestre.

O segundo trimestre costuma ser marcado pelo reacendimento da libido. O desejo pode voltar a diminuir no terceiro trimestre, pelo desconforto da barriga ou pela ansiedade com a aproximação do parto.

O desejo dos homens muda durante a gestação das mulheres?

A maioria dos homens gosta das mudanças trazidas pela gravidez. Seus seios ficam maiores e surgem novas curvas.
 Mas o desejo do seu parceiro pode ser prejudicado pela preocupação dele com sua saúde e com a do bebê, pela apreensão com a mudança que vai acontecer na vida de vocês, pelo medo de que o sexo machuque o bebê ou pelo desconforto de ter relações sexuais na presença do filho, mesmo que ele ainda não tenha nascido.

Caso o temor seja machucar o bebê, experimente levá-lo com você para conversar com o médico na próxima consulta, assim ele terá chances de tirar todas as dúvidas sobre a segurança do sexo na gravidez.

O sexo oral é seguro?

Na maior parte das vezes, o sexo oral não prejudica nem você nem o bebê, e muitos o consideram uma boa opção para quando a relação sexual não é recomendada por razões médicas. É preciso só um pouco de atenção para não receber sexo oral durante a gravidez se seu parceiro estiver com um surto ativo de herpes labial ou se achar que tem um se formando.
E se seu parceiro já teve qualquer manifestação de herpes no passado, o sexo oral deve ser evitado completamente no terceiro trimestre de gravidez, mesmo que não haja nenhum sintoma atual.

Que posições sexuais são mais confortáveis?

Vocês provavelmente vão ter que experimentar um pouco mais para encontrar as posições que melhor se adaptam aos dois. Achar um jeito confortável de transar com penetração vai ficando mais difícil à medida que sua barriga cresce.
 Mas muitos casais acabam encarando a gravidez como uma oportunidade de aumentar a criatividade sexual e testar novas posições.
Veja abaixo algumas dicas:

  • Fique de lado.
    A posição papai-e-mamãe, com o homem por cima, exige cada vez mais acrobacias e criatividade devido à barriga maior.
    Se você ficar meio de lado, com um travesseiro apoiando suas costas, seu parceiro conseguirá manter o peso dele longe do seu útero.
  • A barriga não ficará no meio do caminho se você se deitar com o bumbum bem na beirada da cama, os joelhos flexionados e os pés no colchão, e seu parceiro ficar fora, ligeiramente ajoelhado ou de pé, de frente para você.
  • Adote a posição da “colher”, deitada de lado com o homem deitado também de lado, por trás de você.
    Essa posição só permite uma penetração superficial.
    Penetrações muito profundas podem ir ficando desconfortáveis conforme os meses vão passando.
  • Fique por cima, “montando” o parceiro.
    Sua barriga não vai atrapalhar e você poderá controlar a profundidade e a intensidade da penetração.
  • Experimente a posição sentada, que também deixa sua barriga livre.
    Tente se sentar no colo do seu parceiro, com ele colocado numa cadeira firme.
  • A posição “cachorrinho”, com você de quatro em cima da cama e a penetração vaginal por trás, também tira a barriga do caminho.

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Leia também: Sexo e gravidez: por que esse assunto ainda é tabu?

 – Atividades que devem ser evitadas na gravidez

Com o avanço da gravidez, a regra geral é que você evite qualquer atividade que envolva um risco de queda, ou de você sofrer alguma batida na barriga. As pesquisas são controversas quanto aos efeitos do aumento da temperatura do corpo na gravidez, mas os especialistas preferem adotar a cautela, especialmente no primeiro trimestre.
 O mesmo acontece com a elevação dos batimentos cardíacos durante atividades físicas.
O limite mais conservador é de 140 batimentos por minuto, mas cada caso deve ser analisado individualmente.

As atividades para as quais há indicações concretas de risco à gravidez são:

Parques de diversão e parques aquáticos: Movimentos bruscos e paradas súbitas podem prejudicar o bebê, por isso não vá a brinquedos de parques de diversão ou escorregue em tobogãs de parques aquáticos. Esses locais normalmente têm avisos alertando mulheres grávidas.

Bicicleta: Se você não está acostumada a andar de bicicleta, não experimente agora que está grávida. Para mulheres que andam de bicicleta com frequência, dá para continuar pedalando até o segundo trimestre. Depois disso, o centro de gravidade muda e o equilíbrio vai embora, o que pode causar quedas.
A bicicleta ergométrica, porém, está liberada, sempre com moderação, como todos os outros exercícios.

Esportes de contato: Futebol e basquete são os mais perigosos, porque, além do risco de queda ou de choque com outra jogadora, a bola pode bater na barriga. Antes de praticar qualquer esporte com bola, converse com seu médico.

Tênis e vôlei: Se você já está acostumada a jogar, pode ser que o médico libere uma partida mais tranquila — no entanto, só jogue se ele liberar. Mesmo assim, é preciso prestar atenção, porque a falta de equilíbrio torna mais fácil tropeçar ou simplesmente não conseguir parar ao buscar uma bola.
Além disso, há o risco de impacto da bola com a barriga.

Esqui e patinação: O risco de queda aumenta muito conforme a barriga cresce, por isso a maioria dos especialistas é contra essas modalidades na gravidez, a não ser quando se trata de uma mulher muito experiente na atividade. Mesmo se for esse o caso, a descida livre no esqui é vetada em qualquer momento da gestação.
O mesmo vale para o esqui aquático.

Veja também:   Placenta prévia: Como acontece? O que fazer? Quais os riscos?

Ginástica olímpica: A falta de equilíbrio predispõe a mulher a quedas e a traumas na barriga.

Andar a cavalo: Mesmo que você seja uma excelente amazona, não vale a pena correr o risco de sofrer uma queda, coisa que pode acontecer com os melhores cavaleiros.
Além disso, pode haver algum outro problema por mera coincidência, como um pequeno sangramento vaginal, e aí é provável que você acabe ficando toda encucada por ter andado a cavalo.

Sauna e banheira de hidromassagem muito quente: Há indicações de que o aumento excessivo da temperatura do corpo esteja ligado a malformações no bebê. Além disso, sua pressão pode cair e você pode se sentir mal ou desmaiar.

Abusar da corrida: Se você não corria antes de engravidar, este não é o momento de começar. Mas, se você é viciada em correr, pode continuar, desde que com moderação. A partir do segundo trimestre, quando aumenta o risco de queda, corra com mais cuidado. Leia nossas orientações para a prática de corrida na gravidez.

Mergulho: Você não vai poder mergulhar durante a gestação. Atenha-se ao snorkel e fique na superfície. O perigo do mergulho é a formação de bolhas de ar no sangue, na subida, o que pode ser muito arriscado tanto para você quanto para o bebê.

Surfe: Atividade vetada devido ao risco de queda e à possibilidade de traumas na barriga.

Atividade física na altitude: Os médicos recomendam que as grávidas não façam atividade física a altitudes acima de 1.800 m, para que não falte oxigenação ao bebê. A cidade de maior altitude no Brasil não chega a isso: é Campos do Jordão (SP), com cerca de 1. Superam os 1.
800 m cidades como Cidade do México, La Paz (Bolívia), Bogotá (Colômbia) e Cuzco (Peru), além de estações de esqui como Aspen (EUA), Las Leñas (Argentina), Valle Nevado (Chile) — mas não Bariloche (Argentina) e Chillán (Chile), que são mais baixas.

O melhor mesmo é você pecar pelo excesso de cautela e adotar as atividades físicas mais seguras para a gravidez, como caminhada, pilates, ioga e hidroginástica.
Mesmo que antes da gravidez você fosse muito ativa, se estiver com risco de parto prematuro ou restrição do crescimento fetal (quando o bebê não cresce à taxa normal), é preciso reduzir a atividade física no segundo e no terceiro trimestre.

Converse com o obstetra para chegar a uma rotina de condicionamento físico adequada para suas condições específicas e para o bebê.

Pare imediatamente de se exercitar e procure ajuda médica se tiver qualquer um dos seguintes sintomas:

  • Sangramento vaginal
  • Visão embaçada
  • Náusea
  • Tontura
  • Sensação de desmaio
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Aumento do inchaço nas mãos, pés e tornozelos
  • Forte dor no abdome ou no peito
  • Perda de líquido pela vagina
  • Mal-estar
  • Ameaça de parto prematuro

Orientações gerais

Corridas são o jeito mais rápido e eficiente de exercitar seu corpo e o coração, além de se encaixarem bem na confusão do dia-a-dia quando sobra tempo. Porém, não são uma atividade recomendada para mulheres que não eram ativas antes de engravidar. Independentemente da gestação, corridas podem sobrecarregar e machucar os joelhos.
Como na gravidez o corpo produz hormônios que afrouxam as articulações, você pode ficar ainda mais suscetível a lesões.

Na esteira, conforme sua barriga cresce, é preciso tomar muitíssimo cuidado para não perder o equilíbrio. Só corra na esteira se se sentir bem equilibrada. Evite ver TV enquanto corre, e pare ao menor sinal de tontura.

O resumo é: a menos que você seja corredora de longa data ou que o obstetra tenha claramente autorizado, o melhor a fazer é evitar essa atividade enquanto estiver grávida. Em vez de correr, opte por caminhadas, mesmo que mais vigorosas.

 – Sintomas da gravidez que nunca devem ser ignorados

Por mais que você leia sobre gravidez ou converse com outras mães, às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é normal ou não. Veja abaixo uma lista de sintomas que nunca devem passar em branco. Se você sentir um deles, não hesite em procurar o médico.

Você sabe que tem algo errado: Se você não tem certeza sobre algum sintoma, se está se sentindo estranha ou inquieta, confie nos seus instintos e ligue para o médico. Se houver algum problema, você receberá ajuda. Se não houver nada de errado, você ficará mais calma.
 Os médicos estão acostumados a esse tipo de situação, e não devem se incomodar em tranquilizá-la.
Seu corpo está mudando tão rápido que às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é “normal”.

Dor forte na parte superior ou no meio da barriga, com ou sem náusea: Esse sintoma pode indicar má-digestão, gastroenterite causada por vírus ou pré-eclâmpsia – um problema grave que precisa ser avaliado rápido.

Dor forte no baixo ventre ou dos lados: Pode ser que você só tenha distendido um ligamento, mas também pode ser sinal de gravidez ectópica, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, mioma ou descolamento de placenta, por isso é importante falar com o médico.

Febre: Se sua temperatura está acima de 37,5ºC, ligue para o médico no mesmo dia. Se a febre passar de 39ºC, procure o médico imediatamente. Você provavelmente está com uma infecção. O médico pode prescrever antibióticos ou repouso. A manutenção da temperatura a níveis elevados por muito tempo pode ser prejudicial para o bebê.

Ausência ou forte redução nos movimentos do bebê depois da 22ª semana: Se você não tiver sentido o bebê em 24 horas, ele pode estar em sofrimento, portanto procure o médico.

Problemas de visão que durem mais de duas horas: Visão dupla, visão embaçada, pontos brilhantes ou luzes – esses sintomas podem indicar pré-eclâmpsia.

Inchaço nas mãos, no rosto e nos olhos: Se o inchaço estiver acompanhado de dor de cabeça ou problemas de visão, pode ser sinal de pré-eclâmpsia.

Dor de cabeça forte que dure mais de duas horas: Se você estiver com problemas de visão e inchaço nas mãos, nos olhos e no rosto, pode estar com pré-eclâmpsia.

Ganho rápido de peso de mais de 1 quilo, com inchaço, dor de cabeça e perturbações visuais: O ganho de peso repentino, sem relação com a alimentação, também pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, especialmente se acompanhado de inchaço nas mãos e nos pés, dor de cabeça ou perturbações visuais.

Sangramento vaginal, leve ou intenso: Leves sangramentos, sem dor, podem ser um sinal normal da implantação, quando o embrião vai se aninhando no útero, no comecinho da gravidez. Mas você deve procurar o médico mesmo assim, porque o sangramento pode indicar problemas na placenta, por exemplo.

O sangramento mais intenso, principalmente se acompanhado de dor nas costas ou dor abdominal, pode estar ligado a uma ameaça de aborto ou ao próprio aborto espontâneo, uma gravidez ectópica ou à chamada placenta prévia, que pode causar hemorragia.
Nos estágios mais avançados da gravidez, o sangramento pode indicar ainda outros distúrbios na placenta ou trabalho de parto prematuro (antes das 37 semanas).

A perda de líquido pela vagina antes das 37 semanas de gravidez significa que sua bolsa estourou antes do tempo. O médico pode preferir que você seja internada, para evitar uma infecção.
Se o líquido começar a sair depois das 37 semanas, você deve estar prestes a entrar em trabalho de parto, por isso deve ligar para o médico ou para a maternidade para saber quando ir para lá.

Aumento súbito na sede e diminuição na urina: Esses sintomas podem ser sinal de desidratação ou de diabete gestacional, um problema que pode ser perigoso para a mãe e para o bebê.

Dor ou queimação na hora de fazer xixi, com febre, calafrios e dor nas costas: Esses sinais podem indicar uma infecção no trato urinário, que tem de ser tratada com antibióticos.

Vômitos severos: Vomitar mais que uma ou duas vezes por dia pode deixar você desidratada e fraca, mas não vai prejudicar o bebê. Você precisará conversar com o médico, porque o excesso de vômitos na gravidez é uma complicação que pode ser tratada.
Se você começar a vomitar de repente e estiver com febre, pode estar com alguma infecção.

Desmaio e tontura: Pode ser sinal de que você não se alimentou bem naquele dia, mas também pode significar que você está com a pressão baixa. Muitas mulheres sentem vertigem durante a gravidez. Se você desmaiar, fale com o médico para que outras causas sejam descartadas.

Coceira no corpo todo no final da gravidez, urina escura e fezes claras: Esses sintomas podem indicar hepatite ou outro problema no fígado, como a colestase obstétrica. Um pouco de coceira é normal, porque a pele está se esticando para acomodar o bebê, mas é melhor verificar.

Você caiu ou levou uma pancada na barriga: Quedas nem sempre são perigosas, mas fale com o médico no mesmo dia e explique o que aconteceu. Se você escorregou na escada e bateu o cóccix, provavelmente não tem com o que se preocupar; o bebê está protegido pelo útero e pelo líquido amniótico.
 Em casos raros, porém, pode haver complicações.
Se você sentir contrações, perda de líquido ou sangramento, ligue para o médico na hora ou vá para o pronto-socorro mais próximo.

 – Os movimentos do bebê na gravidez

Quando vou sentir meu bebê mexer?

Se esta é sua primeira gravidez, talvez demore um pouco mais para você perceber os movimentos do bebê, porque é uma sensação totalmente nova – algumas mulheres a descrevem como uma cosquinha bem de leve, por dentro, como uma borboleta batendo asas.
 No caso de primeira gravidez, você provavelmente sentirá os primeiros movimentos entre 18 e 20 semanas.
Quem não é marinheira de primeira viagem e já conhece a sensação costuma senti-la pela primeira vez entre 15 e 18 semanas.

Para tentar sentir, você pode comer alguma coisa e se deitar de barriga para cima, bem parada, prestando atenção. Talvez a sensação apareça. A primeira vez que você sentir o bebê será um marco na sua gravidez. E depois aqueles movimentos tão levinhos viram chutes vigorosos, ótimos para mostrar que tudo vai bem dentro da sua barriga.

O que o bebê fica fazendo lá dentro?

Ultrassons conseguem mostrar o que os bebês fazem em cada fase da gravidez, já que a maioria dos movimentos começa bem antes de você perceber:

  • Entre sete e oito semanas, os movimentos gerais se iniciam, como viradas de lado e aqueles movimentos involuntários que parecem sustos
  • Com cerca de nove semanas, o bebê já tem soluços, balança uma perna ou um braço por conta própria, consegue chupar e engolir
  • Com 10 semanas, ele flexiona e vira a cabeça, traz as mãos até o rosto, abre a boca e se estica
  • Com 11 semanas, a graça é bocejar
  • Com 14 semanas, o bebê movimenta os olhos

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Depois dos primeiros movimentos, que parecem asinhas de borboleta batendo, o mexe-mexe fica mais intenso e mais frequente. Conforme o bebê vai crescendo, a sensação muda, e você começa a sentir trancos e chutes, que vão ficando cada vez mais fortes.

O bebê não se mexe o tempo inteiro porque, como todo mundo, tem horas em que ele só quer mesmo é descansar e dormir. Mais no finzinho da gravidez, ele passa a dormir por cerca de 45 minutos de cada vez. Pode parecer mais, porque você não necessariamente sente todos os movimentos dele.

Veja também:   Dúvidas na gravidez: de olho na balança

Veja a seguir um esquema do que esperar durante a gravidez em relação aos movimentos:

De 20 a 24 semanas: A atividade do bebê vai aumentando gradualmente. A partir de agora, o bebê terá um período mais agitado durante o dia, com muitos chutes e cambalhotas.

De 24 a 28 semanas: Pode ser que você note agora os soluços, que vão explicar os pulinhos que você vai sentir de vez em quando. O saco amniótico contém até 750 ml de líquido nessa fase, o que permite ao bebê se movimentar bastante. Ele consegue ouvir, por isso você pode perceber que ele reage a barulhos altos.

29 semanas: Seu bebê vai começar a fazer movimentos mais definidos e menos bruscos, já que está mais contido pelas paredes da sua barriga.

32 semanas: O nível de atividade chega ao auge. Depois desta semana, você vai notar uma diminuição de movimentos, algo bastante normal devido ao menor espaço dentro do útero para ele se mexer.

Cerca de 36 semanas: O bebê pode assumir sua posição definitiva no útero, normalmente de cabeça para baixo. Isso é mais provável de ocorrer se este é seu primeiro filho, já que os músculos do seu útero e do seu abdome vão ajudá-lo a ficar no lugar.
Se você já ficou grávida antes, seus músculos não serão tão firmes e o bebê pode ficar mudando de posição até a data do parto.

Os principais movimentos que você vai sentir são cotoveladas, chutes e joelhadas – às vezes dolorosos, quando acertam suas costelas.

De 36 a 40 semanas: Seu bebê vai crescendo e as cambalhotas vão ficando menos frequentes. Se ele estiver chupando o dedo e por acaso o dedo escapar da boca dele, você pode sentir movimentos rápidos da cabecinha virando de um lado para o outro em busca do dedo perdido.
Nas últimas duas semanas da gravidez, os movimentos diminuem um pouco, junto com o ritmo de crescimento do bebê.
Isso é absolutamente normal, mas se algo estiver preocupando você, é sempre bom conversar com o médico.

A esta altura, o bebê já deve estar acomodado na sua bacia, pronto para a jornada de vir ao mundo. A cabeça dele muitas vezes pode parecer como se um melão estivesse fazendo pressão nos músculos pélvicos, o que torna difícil o simples ato de se sentar.
 Talvez fique mais fácil respirar ou comer, já que seus pulmões e seu estômago estarão menos espremidos.
Se sua parede abdominal ficar bem fina, às vezes dá até para distinguir o pé do bebê.

Há momentos em que ele está dormindo e outros em que está acordado e ativo, justo quando você está tentando dormir. Esse padrão de sono da vida uterina pode acabar se mantendo nas primeiras semanas depois do nascimento, até que o bebê aprende a diferenciar o dia da noite.

Quantos chutes devo sentir por dia?

Não existe um número exato de chutes por dia para se ter certeza de que tudo vai bem, e mesmo que você resolvesse marcar para contar para o médico, os resultados não seriam precisos e poderiam causar preocupação sem necessidade.

O melhor a fazer é observar o padrão de movimentos do seu filho durante as horas ativas do dia. À medida que sua gestação progride, fica mais fácil entender o ritmo do bebê. Cada criança tem um padrão diferente de sono e atividade, mas você acaba percebendo o que é típico da sua.
 Caso note alguma mudança nesse padrão, converse com seu médico o mais rápido possível.

Ainda não senti meu bebê mexer hoje.
Devo ficar preocupada?

Se você estava envolvida com outras coisas, talvez não tenha percebido o movimento.
Mas, para se tranquilizar, veja abaixo alguns truques para fazer seu bebê se mexer:

  • Deite de lado (com uma almofada ou travesseiro debaixo da barriga) e fique parada
  • Coloque as pernas para cima e relaxe; os bebê muitas vezes acabam pegando no sono com a sua movimentação e acordam quando você para
  • Toque uma música ou faça um barulho inesperado
  • Tome alguma coisa gelada: a mudança de temperatura pode fazer com que o bebê tente “desviar” da onda fria
  • Feito tudo isso, se em duas horas você não sentir absolutamente nenhum movimento, procure o obstetra.
  • O preferível é confiar nos seus instintos: se você acha que há motivo para estar preocupada, tente falar com o médico.
    Um exame rápido pode tranquilizá-la.

 – Como vou ter certeza de que o trabalho de parto começou?

O trabalho de parto é diferente de mulher para mulher, e é impossível determinar exatamente quando ele começa. Não é algo repentino; são várias mudanças fisiológicas que acontecem ao mesmo tempo no seu corpo para fazer com que você dê à luz.

Veja a seguir algumas coisas que podem ocorrer nas semanas ou dias que antecedem o trabalho de parto:

  • Seu colo do útero ficará cada vez mais fino e macio (ou “apagado”, como dizem os médicos) e dilatado — até 10 centímetros. Isso é determinado pelo exame de toque feito pelo obstetra ou pela enfermeira.
    Mas pode haver dilatação sem que o trabalho de parto comece de verdade.
  • As contrações acontecem em intervalos regulares e cada vez mais curtos, ficando mais intensas conforme o tempo passa.
    Muitas vezes, com a aproximação do trabalho de parto, as contrações podem ocorrer a cada 10 ou 20 minutos.
  • Você pode ter dor na região lombar das costas, muitas vezes acompanhada de uma cólica parecida com a pré-menstrual.
  • Você pode notar uma secreção de muco amarronzada ou com traços de sangue, o chamado “sinal”.
    Se seu tampão de muco, que cobre o colo do útero, sair, o trabalho de parto pode ser iminente — ou pode demorar mais uns bons dias.
    De qualquer jeito, é uma indicação de que as coisas estão caminhando.
  • Sua bolsa rompe.
    Mas você só estará em trabalho de parto se as contrações também estiverem presentes.
    Caso você não tenha contrações mesmo depois do rompimento da bolsa, você provavelmente terá que passar por uma indução ou uma cesariana depois de algumas horas, já que o bebê corre mais riscos de contrair uma infecção sem a proteção do saco amniótico contra germes.

Quando devo procurar o médico?

Você e seu médico já devem ter conversado sobre quando você deve avisá-lo se achar que está em trabalho de parto. Mesmo se você não tiver certeza, não fique com vergonha de ligar e perguntar.
Os médicos estão acostumados com esse tipo de telefonema por parte de mulheres que não sabem ao certo se a hora está chegando e precisam de orientação — faz parte do trabalho deles.
 O mesmo vale para os profissionais de um posto de saúde ou hospital público.
Saiba para onde deve ir na hora em que achar o bebê está para nascer.

E o fato é que o médico já consegue saber bastante coisa apenas pelo tom da sua voz, portanto esse tipo de comunicação só tem a acrescentar. Ele vai querer saber de quanto em quanto tempo as contrações estão acontecendo, se você consegue andar enquanto está tendo uma contração e todos os outros sintomas que você possa estar sentindo.

Alguns médicos pedem que a mulher tome um medicamento contra cólicas ou um banho morno, para ver se as contrações diminuem. No trabalho de parto verdadeiro, elas dificilmente diminuem com essas medidas. Se sua bolsa estourar, ou se você desconfiar que está perdendo líquido amniótico, fale com o médico.

Para saber se está ou não perdendo líquido amniótico, coloque um absorvente limpo e depois de meia hora observe se ele está seco, úmido ou encharcado. Essa informação será importante para o médico. Procure auxílio se começar a ter contrações regulares antes de 37 semanas de gestações.

Também não deixe de avisar se você acha que o bebê está se mexendo menos que de costume (se não der nenhuma mexidinha em duas horas) ou se tiver algum sangramento vaginal (que não seja um pouco de muco com traços bem pequenos de sangue), ou se tiver febre, dor de cabeça muito forte, perturbações de visão ou dor abdominal.

O que devo fazer no comecinho do trabalho de parto

Isso depende de você, da hora do dia e do que você estiver sentindo. Procure se manter calma e relaxada para ajudar na evolução do seu trabalho de parto e das contrações. Faça o que for mais gostoso para ficar tranquila. Alterne entre caminhadas e um pouco de descanso, ou tome uma chuveirada morna para aliviar o desconforto.
O descanso é bom para poupar o corpo do trabalho que o espera.
Coma ou beba alguma coisa leve se tiver fome, pois no hospital você pode ser colocada em jejum.

É possível ter contrações e não estar em trabalho de parto?

Sim. Você pode estar com o chamado falso trabalho de parto se seu colo do útero não estiver dilatando (o médico pode confirmar isso com um exame), se as contrações forem irregulares e não forem ficando cada vez mais fortes ou se a dor que você sente na barriga ou nas costas melhorar logo, com um banho morno ou uma massagem.

Não é nada impossível ter contrações por três dias seguidos e mesmo assim não estar oficialmente em trabalho de parto. Se as contrações vierem em intervalos de cinco minutos, depois sete, depois oito, depois cinco, depois oito de novo, é provável que o corpo esteja só treinando.
Arme-se de paciência e acompanhe as contrações, até elas pegarem ritmo e força.

Dá para saber se o trabalho de parto vai acontecer logo?

Às vezes. Embora você não saiba de nada, seu corpo começa a se preparar para o parto cerca de um mês antes de o bebê nascer. Quando o trabalho de parto de verdade começa, em muitas mulheres o colo do útero já tinha começado há tempos a dilatar e afinar.
Também são sinais da aproximação do trabalho de parto:

  • O bebê encaixa (a barriga fica mais baixa)
  • Aumento na secreção vaginal
  • Aparecimento de um “sinal” (uma secreção mucosa amarronzada ou com traços de sangue)
  • Contrações de treinamento mais frequentes e mais fáceis de notar

E se o bebê nascer antes da hora? O que acontece com ele?

Quando o bebê nasce entre 34 e 37 semanas de gestação, às vezes não precisa de nenhum tratamento especial. Pode ser até que nem precise ficar na incubadora e já possa ir direto para o quarto, para o alojamento conjunto. Ou talvez fique alguns dias na UTI, só para facilitar a respiração.

Quando o bebê nasce antes das 34 semanas de gestação, ele é levado imediatamente para o centro de tratamento intensivo (CTI ou UTI) neonatal. Os pediatras vão agir rápido, o que pode assustar os pais na sala de parto. É importante lembrar que os médicos têm experiência com esse tipo de caso.

A mãe também pode receber orientações no hospital sobre como manter a produção de leite para o bebê se ele ainda não puder mamar no peito. Ela poderá tirar o leite com uma bombinha ou com as mãos para continuar a fabricar o leite materno.
 Várias maternidades contam com bancos de leite, que são muito atuantes no caso de prematuros, tanto para receber leite doado como para fornecê-lo aos bebês que precisem.

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