Câncer de pele- Aprenda a fazer o autoexame do câncer de pele

O verão está chegando! Cuidado com o sol. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados na população.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – Inca, estima-se que surjam 520 mil novos casos de câncer por ano no Brasil. As estatísticas não devem alarmar, mas fazer com que as instituições de saúde e a população se voltem para a prevenção. A Rede Mater Dei de Saúde implantou, desde 2013, um serviço de check-up voltado ao rastreamento da doença.
O serviço consiste em avaliações e testes de rastreamento periódicos, criteriosamente aplicados com o objetivo de detectar o risco de determinadas doenças, antes do aparecimento de sintomas.
O rastreamento funciona por meio do check-up oncológico e do check-up máster.
No oncológico, o objetivo é rastrear alguns tipos de câncer, como o de mama, pulmão, cavidade oral, próstata, colo do útero, intestino e de pele.
A triagem é feita em um período de cerca de seis horas.
Após a coleta de dados do histórico de saúde do paciente, são realizados exames físicos, consultas com especialistas e uma sequência de exames individualizada de acordo com idade, sexo, hábitos de vida, histórico familiar de câncer e características pessoais.
A prevenção ao câncer de pele, que corresponde a 25% dos tumores registrados no país, começa pela dermatologia e, de acordo com Bernardo Gontijo, dermatologista da Rede Mater Dei de Saúde, os tumores malignos da pele são sempre multifatoriais, ou seja, são várias as condições que envolvem seu surgimento, como a cor da pele, a predisposição genética, dermatoses pré-existentes, o estado de imunossupressão e a intensidade e frequência de exposição à radiação ultravioleta do sol.
Segundo o médico, os pacientes devem se submeter a um exame dermatológico anual, pois a avaliação é fundamentalmente clínica, que inclui a inspeção visual de toda a superfície cutânea e mucosa, além do exame dermatoscópico de lesões suspeitas, que passam por biópsias e submetidas a exame anatomopatológico para um diagnóstico definitivo.

De acordo com Gontijo, os tumores malignos cutâneos são extremamente polimorfos. Não existe uma aparência clínica que seja comum a todos eles que leva o especialista a diagnosticar a doença de imediato. As suspeitas mais claras recaem sobre as lesões ulceradas que não cicatrizam e as que apresentam sangramento aos mínimos traumas.
Entretanto, várias outras características podem estar presentes, o que torna imprescindível a avaliação pelo dermatologista.
“Em relação ao melanoma, constituem importantes sinais de alerta as mudanças na forma (assimetria), borda, cor e diâmetro de lesões pigmentadas pré-existentes ou o aparecimento de lesões pigmentadas em áreas anteriormente normais.
Como o melanoma é um tumor agressivo, a melhor arma disponível para seu tratamento é o diagnóstico precoce por meio do exame periódico e sistematizado da pele”, garante.

Técnicas já mostram lesões pré-malignas e até malignas sem que a pessoa tivesse notado nada de diferente. Daí, a importância de procurar o dermatologista anualmente

Autoexame

Por isso, os exames dermatológicos para diagnosticar ou prevenir doenças da pele são primordiais.
O médico revela algumas dicas podem ajudar no autoexame, como atenção às pintas pigmentadas que surgem no corpo, às feridinhas que não cicatrizam, às casquinhas que desaparecem e aparecem sem motivo, às lesões muito vermelhas ou de aspecto estranho, a caroços que não existiam antes e tudo que chame a atenção no que se refere à cor, relevo e textura cutâneos (veja arte).
Porém, antes mesmo disso, há tecnologias especializadas que ajudam o médico a diagnosticar problemas ainda não descobertos.
“Algumas técnicas mostram lesões pré-malignas e até malignas sem que a pessoa tivesse notado nada de diferente.
Daí, a importância de procurar o dermatologista anualmente.

O cirurgião geral da Rede Mater Dei de Saúde, Alberto Wainstein, explica que a maioria dos tumores de pele diagnosticada precocemente pode ser curada via cirurgia com margens livres. Apenas no caso do melanoma é que pode ser necessário algum tratamento após a operação para evitar uma recidiva.
Assim mesmo, nos casos em que o diagnóstico e cirurgia não ocorram em fase inicial.

O câncer de pele pode ser dividido em dois tipos, os não melanomas e o melanoma. Entre os não melanomas, os principais tipos são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. “Esses dois são passíveis de cirurgia e a quase totalidade dos pacientes é curada assim.
O melanoma também é tratado com cirurgia, sendo essa a principal e única chance de cura desde que diagnosticado em fase inicial.
A grande gravidade e preocupação quanto ao melanoma é que trata-se de um dos tumores mais agressivos e com maior capacidade de se disseminar e estabelecer metástases em diversos órgãos”, afirma Wainstein.
O cirurgião esclarece ainda que a maioria das cirurgias para os tumores diagnosticados em fase inicial são realizadas com anestesia local, sem necessidade de internação.
Wainstein explica também que o melanoma é um dos cânceres de mais fácil suspeição.
“É preciso enfatizar que a grande maioria das lesões não é melanoma, e que a maior parte das pintas e verrugas é benigna.
Entretanto, o paciente deve estar atento para todas as mudanças visando um diagnóstico precoce”.

Calculadora de risco

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) disponibiliza gratuitamente, em seu site, uma calculadora de riscos para câncer da pele. Por meio dessa ferramenta, os usuários, respondendo a um questionário desenvolvido por especialistas da associação, recebem informações sobre as chances de virem a desenvolver a doença no futuro.
É importante ressaltar que a ferramenta tem apenas caráter informativo.
Os dados obtidos a partir dela não constituem diagnóstico e não substituem, em nenhuma hipótese, a consulta a um dermatologista.
Para usar, acesse clique aqui. Outra ferramenta preventiva contra o câncer de pele é o teste de risco ao Melanoma, oferecido pelo Centro de Genomas – laboratório de estudos genético, que oferece ao médico, ao lado de outros exames, auxílio na avaliação de risco e, sobretudo, atuar na prevenção do problema.

Tratamento complementar

O oncologista Enaldo Lima confirma que a maioria dos casos de câncer de pele demanda procedimentos cirúrgicos, mas que há outros tratamentos complementares.
“O melanoma, por exemplo, requer a ressecção do tumor primário e, em casos selecionados, a utilização de técnica cirúrgica específica, chamada de pesquisa de linfonodo sentinela, que utiliza inclusive a medicina nuclear para detecção de células tumorais nos gânglios linfáticos da região do tumor primário”, diz ele, ressaltando que o tratamento por meio de radioterapia pode ser indicado posteriormente à cirurgia e, em casos muito específicos, podem ser realizados tratamentos paliativos de quimioterapia.

Segundo Lima, existem novas tecnologias de tratamento sistêmico, tanto para o carcinoma basocelular quanto para o melanoma. “Para o primeiro caso, há como utilizar o bloqueio específico de via celular de crescimento tumoral, chamada via de Hedgehog.
Esse tipo de tratamento pode ser feito nos casos de tumores irressecáveis ou que haja grande probabilidade de mutilação do paciente.
Também no caso do melanoma, há possibilidades de bloqueios específicos de sítios de mutação e sinalização tumoral, como a via BRAF e a via c-Kit.
A classe de medicação de bloqueio dessas vias é oral, o que possibilita o tratamento domiciliar”, explica.

O médico acrescenta que a maior inovação recente de tratamento específico de câncer ocorreu no melanoma, com a introdução de uma imunoterapia com estimuladores do sistema imune, que pode alcançar extensa sobrevida e, em até 20% desses pacientes, em longo prazo com sugestão de que parte desses pacientes podem ser curados.
Segundo Enaldo Lima, quando operados em fase inicial, os cânceres de pele apresentam altas taxas de cura, com índices acima de 90%, e em alguns casos próximos de 100% de eficácia cirúrgica.

Radioterapia

Caso seja necessária a aplicação de radioterapia, em geral, se faz de forma local para tratamento de pacientes com margens cirúrgicas acometidas e extensão da doença para os gânglios linfáticos.
“Para o melanoma existe a possibilidade de se utilizar a radioterapia associada à imunoterapia, combinada e com efeito em sítios a distância da radioterapia aplicada, efeito conhecido como abscopal”, diz o oncologista.
Quanto aos tratamentos sistêmicos, segundo Lima, pode ser utilizado em melanoma o uso de medicamentos alvo celular e de imunoterapia, tanto por via oral quanto venoso.
“Cuidados devem ser tomados para a administração dessas medicações, assim como o manejo dos efeitos colaterais”, explica.

O que é Câncer de pele?

O câncer da pele é o tipo de tumor mais incidente na população – cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele. O câncer de pele é definido pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele.
O dermatologista está na linha de frente na prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento do problema.

Os cânceres de pele podem ser divididos em câncer de pele não melanoma e câncer de pele melanoma. Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC) que é o mais frequente e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC), mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular.
Aproximadamente 80% dos cânceres de pele não melanoma são CBC e 20% são CEC.
Já o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele, tem a capacidade invadir qualquer órgão e espalhar pelo corpo.
O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro.

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Tipos

Os cânceres são separados conforme as estruturas do corpo que eles acometem:

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, constituindo 70% dos casos – mas, felizmente, é o tipo menos agressivo. Ele leva esse nome por ser um tumor constituído de células basais, comuns da pele. Essas células começam a se multiplicar de forma desordenada, dando origem ao tumor.
O carcinoma basocelular apresenta crescimento muito lento, que dificilmente invade outros tecidos e causa metástase.
Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto e pescoço.
O nariz é a localização mais frequente (70% dos casos), mas também pode ocorrer na orelha, canto interno do olho e outras partes da face.
Quando o tumor é retirado precocemente, as chances de cura são altas.
O tipo mais encontrado é o nódulo-ulcerativo, que se traduz como uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade.

Certas manifestações do CBC podem se assemelhar a lesões não cancerígenas, como eczema ou psoríase. Somente um médico especializado pode diagnosticar e prescrever a opção de tratamento mais indicada.

Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, sendo responsável por cerca de 20% dos tumores cutâneos não melanoma. Frequentemente, o carcinoma espinocelular cresce nas áreas mais expostas ao sol, como couro cabeludo, rosto, pescoço e orelha, sendo mais predominante em pacientes a partir da sexta ou sétima década de vida.
Mas também pode se desenvolver em todas as partes do corpo.
A pele nessas regiões normalmente apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.

O carcinoma espinocelular se forma a partir das células epiteliais (ou células escamosas) e do tegumento (todas as camadas da pele e mucosa), ocorrendo em todas as etnias e com maior frequência no sexo masculino. Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos, caso não seja retirado com rapidez.
Ele apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular.

O CEC é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Assim como outros tipos de câncer da pele, a exposição excessiva ao sol é a principal causa do CEC, mas não a única.
Alguns casos da doença estão associados a feridas crônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou à radiação.

Normalmente, os CEC têm coloração avermelhada, e apresentam-se na forma de machucados ou feridas espessos e descamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Podem ter aparência similar a das verrugas também. Somente um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto.

Melanoma

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive cérebro e coração.
Portanto, é um câncer com grande letalidade.
O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro.
Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

Tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, com 6.130 casos/ano no Brasil segundo o INCA, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há deteção precoce da doença.

O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, quando se trata de melanoma, a “pinta” ou o “sinal” em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento.
Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita.

Alias, mesmo sem nenhum sinal suspeito, uma visita ao dermatologista ao menos uma vez por ano deve ser feita. essas lesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente. Além disso, uma lesão considerada “normal” pra você, pode ser suspeita para o médico.

Pessoas de pele clara, com fototipos I e II, têm mais risco de desenvolverem a doença, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que mais raramente. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele.
Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar.

Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de metástase para outros órgãos e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.
Casos de melanoma metastático, em geral, apresentam pior prognóstico e dispõem de um número reduzido de opções terapêuticas.

A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.

Outros

Há ainda outros tipos de câncer de pele mais raros que atingem outras células, como:

  • Tumor de células de Merkel
  • Sarcoma de Kaposi
  • Linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele)
  • Carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas)
  • Carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).

Fatores de risco

O câncer de pele tem como principais fatores de risco:

Exposição solar

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para câncer de pele. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco dela ter um câncer de pele.

Idade e sexo

O câncer de pele incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

Características da pele

Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco.
Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem.
Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

Histórico familiar

O câncer de pele é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

Histórico pessoal

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o tumor. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.

Imunidade enfraquecida

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Sintomas de Câncer de pele

Carcinoma basocelular: O carcinoma basocelular pode apresentar apenas uma aparência levemente diferente da pele normal, sendo mais comum no rosto, pescoço e outras partes que ficam muito expostas ao sol.
Ele se parece com uma protuberância (nódulo) que:

  • Tem aparência perolada, como se fosse recoberto de cera
  • Pode ser branca, rosa claro, bege ou marrom
  • Sangra com facilidade
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza
  • Pode formar crosta e vazar algum líquido.

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Carcinoma espinocelular: As localizações mais comuns para o aparecimento do carcinoma espinocelular são as áreas expostas ao sol, sendo que 70% dos casos ocorrem sobre a cabeça (couro cabeludo e orelha), pescoço e dorso das mãos, e 15% desses tumores acometem os membros superiores.
É comum na boca e pode ocorrer também nas membranas mucosas e genitais.
Ele apresenta como uma mancha ou caroço (nódulo) que:

  • Mostra sinais de dano solar na pele, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade
  • Tem cor avermelhada
  • Tem aparência mais endurecida, com descamação e crostas no local, podendo vazar algum líquido
  • Tem crescimento rápido (em geral meses)
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza.
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Melanoma: O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres.
Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são frequentemente:

  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área.

Fique atento

O câncer de pele varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns. Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista.
É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação.
Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCD, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:.

Assimetria: imagine uma divisão no meio da pinta e verifique se os dois lados são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado

Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme

Cor: verificar se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha

Diâmetro: veja se a pinta ou mancha está crescendo progressivamente.

diagnóstico e exames

Na consulta médica

Quando você for ao médico dermatologista, pode dizer a ele quais são as pintas que mais te preocupam. Ele fará uma análise em todos os sinais da sua pele usando um dermatoscópio (aparelho portátil que funciona como uma lente de aumento).
Caso ele encontre uma lesão suspeita, poderá coletar um pouco de tecido para pedir uma biópsia ou então encaminhará você para um exame de dermatoscopia digital.
Se o dermatologista não encontrar nada suspeito, você deverá continuar fazendo o acompanhamento anualmente, principalmente se tiver algum fator de risco.

O dermatologista provavelmente fará uma série de perguntas. Estar pronto para respondê-las pode otimizar a consulta e sobrará tempo para você tirar outras dúvidas.
O médico pode perguntar:

  • Quando você começou a notar este crescimento da pele ou lesão?
  • Tem crescido significativamente desde que você o encontrou pela primeira vez?
  • É uma lesão dolorosa?
  • Você tem outros crescimentos ou lesões parecidas?
  • Você já teve um câncer de pele anteriormente?
  • Você foi muito exposto ao sol quando era criança?
  • Você se expõe muito ao sol agora?
  • Você está tomando ou já tomou algum medicamento?
  • Alguma vez você já recebeu radioterapia para outra condição médica?
  • Você já tomou medicamentos que afetam o sistema imunológico?
  • Há condições médicas significantes para as quais você foi tratado para, inclusive na sua infância?
  • Você fuma ou já fumou? Por quanto tempo?
  • Você toma precauções para se manter seguro do sol, tais como evitar horários de picos e usar protetor solar?
  • Você examina sua própria pele com que frequência?.

Diagnóstico de Câncer de pele

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e exame anátomo patológico (biópsia) do tecido suspeito. Veja os exames que podem ser pedidos para o diagnóstico de câncer de pele:

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame complementar importante para o diagnóstico de câncer de pele. Na dermatoscopia manual, o dermatologista olha as pintas que tem relevância com o próprio dermatoscópio e avalia naquele momento o risco de cada lesão.
Já a dermatoscopia digital permite a análise de uma fotografia ampliada das pintas na pele, para que o profissional possa identificar lesões de risco muito antes do olho nu.
No mapeamento digital da pele há o registro das fotos do corpo todo e a documentação das lesões, para que os resultados possam ser acompanhados com o passar do tempo.
Isso aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes.

Microscopia confocal

A microscopia confocal é um método de diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avaliação das camadas da pele em um tecido ainda vivo e a observação de lesões alteradas.
O exame é feito com um laser de diodo que serve como fonte de luz, tornando possível a visualização de detalhes da estrutura celular da pele, com resolução próxima a de um exame microscópico, sem que seja necessário causar dano ao tecido.

Biópsia

Todo tecido coletado para biópsia é enviado para uma avaliação histológica – é isso que irá dizer se aquele tecido é mesmo canceroso, qual o tipo de câncer de pele, qual seu grau de malignidade e outras informações importantes.
O exame histopatológico da pele com tumor e suas classificações são de grande importância para os pacientes, pois é o que faz a confirmação final do câncer.

No caso do melanoma a biópsia é o único modo de se obter um diagnóstico definitivo de câncer. Os exames de imagem são utilizados para detectar se o câncer se espalhou para outros órgãos (metástases).

Perguntas frequentes

Fontes artificiais de luz aumentam o risco para câncer de pele?

Dificilmente. A exposição solar é a verdadeira preocupação para o câncer de pele. Ainda que existam algumas pesquisas mostrando que as luzes artificiais podem oferecer algum tipo de risco, ele é mínimo se comparado ao dano que os raios UVA e UVB podem causar.

O câncer de pele não melanoma pode se tornar um melanoma?

Não. Os cânceres são divididos em tipos justamente porque surgem de estruturas diferentes do corpo. O carcinoma espinocelular tem origem nas células epiteliais, o carcinoma basocelular tem origem nas células basais e o melanoma dos melanócitos (células que formam o pigmento).

O autoexame, deverá ser feito a sós ou com a ajuda de uma outra pessoa

Pode autoexaminar-se a sós com a ajuda de um espelho de mão e um espelho de chão; para as zonas dificilmente acessíveis como as costas e o couro cabeludo pode pedir a ajuda de outra pessoa.

É necessário controlar os sinais nas crianças?

Os melanomas são muito raros em crianças. No entanto, alguns sinais, presentes desde a nascença (“nevos congênitos”) devem ser examinados por um dermatologista e controlados. A maioria dos sinais começa por aparecer durante a infância. Aumentam em tamanho e tornam-se mais numerosos no momento da puberdade.

Os UVA são mais perigosos que os UVB ?

Os UVA constituem mais de 90% da radiação solar. Têm um comprimento de onda superior ao dos UVB e penetram mais profundamente na pele. Favorecem o envelhecimento cutâneo e desempenham um papel importante no desenvolvimento dos cânceres da pele.

Os UVB penetram menos profundamente: provocam queimaduras solares e desempenham igualmente um papel muito importante no desenvolvimento de câncer da pele.

Ambas as radiações ultravioleta são perigosas, embora com níveis diferentes.

Podemos expor-nos ao sol sem proteção, quando a pele estiver bronzeada?

O bronzeado é um sinal de sofrimento cutâneo. É o resultado dos mecanismos de autodefesa da pele contra o sol. O seu poder protetor é fraco relativamente a um protetor solar. A exposição solar repetida aumenta a espessura da camada córnea da epiderme, o que favorece a fotoproteção.
Pode reduzir-se o coeficiente de proteção dos produtos de proteção solar utilizados, sem risco de queimadura.

Se aplicar um protetor solar em todo o corpo,  posso expor-me ao sol sem hesitar?

Não. Aplicar um protetor não deverá, por si só, incentivar a exposição solar. Deverá evitar-se a exposição durante as horas de intensidade solar máxima e utilizar vestuário protetor. Recomenda-se a aplicação de protetor nas zonas expostas, em quantidade suficiente e deverá renovar-se a aplicação a cada duas horas, para garantir uma proteção eficaz.

Uma pele rosada ou leitosa pode bronzear-se?

Se tiver a pele rosada ou muito clara, não obterá um efeito bronzeado, mas sim “queimado”. Recomenda-se uma proteção solar com um índice elevado (FPS 50+) e evitar exposições solares não justificadas.

O suplemento alimentar substitui o produto de proteção solar?

Não. O suplemento alimentar não substitui em caso algum a proteção solar cutânea. No entanto, não é nocivo e pode reforçar os mecanismos de defesa celular perante o sol.

O autobronzeador substitui um produto de proteção solar.

Não. Atua na cor da pele, mas não a protege.

As sessões de UV artificiais permitem um bronzeado seguro?

O bronzeado é um mecanismo de autodefesa da pele contra os UVB. As cabines de UV difundem os UVA, em doses mais intensas que o sol: insidiosos e indolores, desencadeiam apenas um bronzeado superficial e favorecem a produção de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento cutâneo e a alteração do sistema celular.
As cabines de UV aceleram o envelhecimento prematuro da pele e aumentam os riscos de desenvolvimento de um câncer da pele.

O risco de desenvolver um câncer da pele aumenta com a idade?

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A resposta varia de acordo com o tipo de câncer:

O carcinoma espinocelular é mais frequente em indivíduos idosos.

O carcinoma basocelular é mais frequente que o carcinoma espinocelular e a sua frequência aumenta com a idade.

O melanoma pode surgir em qualquer idade. No entanto, é muito raro em crianças.

Um estudo americano prova que 80% dos danos cutâneos provocados pelo sol ocorrem até aos 18 anos, o que prova a inconsciência dos jovens face ao risco solar. Os pais, cada vez mais atentos, devem iniciar os filhos durante o seu crescimento, à auto-responsabilização.

Tratamento de Câncer de pele

Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes. O tratamento mais indicado para o câncer de pele é a cirurgia para retirada do tumor.
Entretanto, algumas pessoas podem não ter indicação para cirurgia – no geral idosos com alguma comorbidade ou pessoas acamadas, que tem dificuldade de locomoção.
Há outras situações em que a cirurgia somente pode não ser suficiente para a retirada total do tumor, ou que o comportamento deste possa pedir outras medidas.
Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos para erradicação do câncer de pele, que variam conforme o tipo.

Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma. A modalidade escolhida varia conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ou espinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns:

Cirurgia excisional: Remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Os tecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram removidas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura,e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes.

Curetagem e eletrodissecção: Usadas em tumores menores, promovem a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas. Para não deixar vestígios de células tumorais, repete-se o procedimento algumas vezes. Não recomendáveis para tumores mais invasivos.

Criocirurgia: Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. A técnica tem taxa de cura menor do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não há cortes ou sangramentos. Também não é recomendável para tumores mais invasivos.

Cirurgia a laser: Remove as células tumorais usando o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Por não causar sangramentos, é uma opção eficiente para aqueles que têm desordens sanguíneas.

Cirurgia Micrográfica de Mohs: O cirurgião retira o tumor e um fragmento de pele ao redor com uma cureta. Em seguida, esse material é analisado ao microscópio. Tal procedimento é repetido sucessivamente, até não restarem vestígios de células tumorais.
A técnica preserva boa parte dos tecidos sadios, e é indicada para casos de tumores mal delimitados ou em áreas críticas.

Terapia Fotodinâmica (PDT): O médico aplica um agente fotossensibilizante, como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) nas células anormais. No dia seguinte,as áreas tratadas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com mínimos danos aos tecidos sadios.

Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções de tratamento para os carcinomas. Somente um médico especializado em câncer da pele pode avaliar e prescrever o tipo mais adequado de terapia.

Já no caso do melanoma, o tratamento varia conforme a extensão, agressividade e localização do tumor, bem como a idade e o estado geral de saúde do paciente. As modalidades mais utilizadas são a cirurgia excisional e a Cirurgia Micrográfica de Mohs.

Na maioria dos casos, o melanoma metastático não tem cura, por isso é importante detectar e tratar a doença o quanto antes.
A partir de 2010, após décadas sem novidades nesse segmento, surgiram novos medicamentos orais que aumentaram significativamente a sobrevida de pacientes com doença disseminada, e vêm sendo apontada com uma alternativa promissora para os casos de melanoma avançado.

Prevenção: Cuidado com a exposição solar

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:

  • Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente.
    Reapliqueo pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol
  • Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que você puder.
    O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos.
    Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte.
    Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco
  • Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas

Conheça sua pele

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar.
É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor.
O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

Vá ao dermatologista

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista. Em casos mais arriscados, a recomendação do médico pode ser a prevenção absoluta contra exposição solar.
Nessas situações, pode ser que o especialista receite suplementação de vitamina D, para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol.

Para pacientes que já sofreram como câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento. Uma vez tratado, o paciente com câncer de pele não deve ser abandonado nunca.
O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

Saiba identificar pintas que podem indicar câncer de pele

Aprenda a diferenciar manchinhas comuns das que surgem pela doença.

O mais frequente tipo de câncer entre brasileiros é o que surge na pele. Ele se manifesta principalmente por pintas e manchas que podem ser encontradas pelo corpo. Contudo, podem ser confundidas com as que são naturais à pele e acabar passando despercebidas.
Diferenciá-las é possível: algumas características próprias podem indicar quando uma pinta é mais do que uma simples marca.

A avaliação deve levar em conta alguns aspectos como assimetria, bordas irregulares, cores múltiplas, diâmetro maior que 6 mm e tempo de evolução. Pintas que coçam, doem e sangram regularmente, por exemplo, exigem maior atenção, assim como aquelas que surgem e crescem rapidamente.

Notando qualquer uma dessas alterações, é importantíssimo procurar um médico. Isso porque, quanto mais cedo o problema for descoberto, maiores são as chances de cura.
Atualmente, com a tecnologia dando passos largos, é possível ter um diagnóstico muito mais preciso e certeiro que garanta o tratamento certo, graças às imagens em alta definição fornecidas por aparelhos de última geração.

Segundo a dermatologista Tatiana Steiner, essas máquinas computadorizadas têm capacidade de ampliar a visualização de lesões cutâneas de 20 a 70 vezes, possibilitando análise, diagnóstico e laudos detalhados sobre cada problema. “A análise de pintas é determinante no diagnóstico de lesões atípicas e do câncer de pele.
Com o equipamento, o médico consegue obter detalhes e informações que, unidos ao seu conhecimento técnico, contribuem para uma avaliação ainda mais precisa e precoce”, explica a médica, diretora técnica da DSkin Laser e Novas Tecnologias.

Exames para diagnosticar câncer de pele

Esses equipamentos ultramodernos realizam dois tipos de exames: a Dermatoscopia Digital e o Mapeamento Corporal Total. O primeiro facilita ao médico observar detalhadamente as características das pintas que podem indicar a doença e é imprescindível para quem tem histórico familiar e pessoal de câncer de pele.
Identificando o problema, o médico indica uma biópsia de pele.

Já o Mapeamento uso as imagens em alta definição para apresentar um levantamento completo de pintas e manchas no corpo do paciente, podendo armazenar as informações a atualizá-las periodicamente. “O mapeamento é a documentação fotográfica em alta resolução de toda superfície corporal.
Repetindo o exame, conseguimos identificar com bastante segurança a evolução de uma mancha específica, o surgimento de outras pintas ou qualquer outra lesão preocupante”, relata a Dra.
Tatiana.

De acordo com a especialista, esses exames podem evitar intervenções desnecessárias. “Tendo certeza de que uma pinta é benigna, por exemplo, não há necessidade de retirá-la”. A frequência com que uma pessoa deve fazer o acompanhamento de pintas e manchas na pele vai depender sempre da avaliação de um médico.

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