Dez incômodos comuns no final da gravidez. Como evitá-los?

Nas últimas semanas de gestação, os pés incham, a dor nas costas se torna insuportável e você não encontra posição nem para dormir. Isso sem contar a azia, os desconfortos intestinais e a dificuldade para evacuar. Essas reações são absolutamente normais nesse período. Mas não se explicam, apenas, pelo aumento de peso do bebê.
Conheça suas causas e saiba o que fazer em cada situação

 – Inchaço nos pés

Também chamado de “edema”, algum tipo de inchaço – como das mãos e dos pés – costuma aparecer até o final da gravidez. Você está com uma quantidade maior de sangue circulando e há modificações no sistema circulatório durante esse período, o que pode levar à retenção de água nos tecidos, e isso nada mais é que o edema.
Os pequenos vasos sanguíneos (capilares) tendem a se tornar “frágeis” na gravidez, e isso também pode causar o extravasamento de líquidos.
 Os pés podem inchar porque o útero, que está crescendo, exerce pressão sobre as veias da pélvis pélvicas, e isso faz aumenta a resistência ao retorno venoso das pernas, fazendo o sangue ficar represado.
O inchaço costuma piorar se você ficar de pé durante muito tempo, se passar muito calor e à noite.
Isso não é perigoso por si só, quer para você ou para o bebê, embora às vezes possa ser um sinal de hipertensão da gravidez (pré-eclâmpsia).
 Você está mais propensa a ter edema se:

  • Estiver acima do peso ou ganhar peso muito rápido na gravidez.
  • Não fizer pouco atividade física exercício.
  • Desenvolver pré-eclâmpsia.

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Caso você tenha edema, seguem algumas dicas para contorná-los:

  • Beba muita água. Pode parecer estranho, mas manter-se hidratada faz com que seu organismo elimine água mais facilmente.
  • Faça exercícios regularmente: caminhada, natação ou bicicleta ergométrica são todos ótimos durante a gravidez.
  • Coma uma grande variedade de alimentos, mas evite as comidas salgadas como azeitonas, embutidos e nozes/amendoins salgados.
  • Coloque malha de ginástica ou meia de compressão antes de se levantar da cama pela manhã, conforme orientação de seu médico.
    Deixe-as por perto, bem como uma calça comprida, para que você possa colocá-las antes de ficar de pé pela primeira vez.
  • Descanse com os pés e pernas acima do nível do coração, sempre que possível;
  • Tente deitar preferencialmente sobre o lado esquerdo.
    Deitar de costas comprime as grandes veias que drenam o sangue da parte inferior do corpo.

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O crescimento do útero comprime os vasos sanguíneos e congestiona o retorno da circulação dos membros inferiores para o coração, levando a uma dilatação do sistema vascular periférico. Isso faz com que pernas e pés extravasem líquido para a camada subcutânea, provocando inchaços. No final da gravidez, esse processo atinge seu auge.
Durante a gestação, a mulher tende a reter líquido, o que também contribui para o inchaço nos pés.
Para diminuir os edemas, é importante caminhar, ativando a panturrilha e garantindo o bombeamento do sangue.
O controle do peso é igualmente recomendável, assim como o uso de meias elásticas, que estimulam a circulação.

 – Dores nas costas

São inevitáveis e crônicas. De 50% a 75% das mulheres sentem dores nas costas, especialmente na região lombar, em algum momento da gravidez. A razão é simples: o aumento de peso e, em conseqüência, a modificação da postura, com a mudança do centro de gravidade para a frente do corpo.
“Também existe a hipótese de os hormônios atuarem nas articulações, relaxando os ligamentos e causando maior sobrecarga na coluna”, diz o ortopedista Cícero Stahnke.
Além disso, o crescimento dos seios também pode alterar a postura da gestante À medida que o momento do parto se aproxima, o bebê começa a se encaixar na arcada estrutural da região pélvica e força uma abertura na ligação entre os ossos.
As contrações intensificam esse processo e a dor irradia principalmente para as costas.
A única forma de amenizar a dor é preparar melhor o corpo para essa situação.
Como? Dando a ele mais flexibilidade, o que significa fazer fisioterapia e atividades como hidroginástica e mesmo ioga e pilates.
Claro, sempre com aval do médico e a supervisão de profissionais habilitados para isso.
 O que fazer: Corrigir a postura e fazer massagens ameniza os sintomas.
A maioria das grávidas assume uma posição incorreta: barriga para a frente, ombros para trás e pescoço arqueado’, observa Gonçalves.
Sempre que possível, mude de posição, seja deitada, seja sentada.
Use sutiãs de alças largas, para manter os seios firmes, e sapatos confortáveis, pois os de salto alto e fino são prejudiciais para a coluna.
Exercícios físicos, desde que liberados pelo seu obstetra, fortalecem a musculatura, mas o ideal é que a mulher se prepare antes de engravidar.
Os grupos musculares que mais protegem a coluna são os abdominais, mas os das costas e da parte posterior das coxas também devem ser trabalhados.
Vale lembrar que o ganho de peso excessivo também agrava a situação.
 Dicas básicas:

  • Evite usar salto alto.
  • Se dormir de barriga para cima, coloque um travesseiro debaixo dos joelhos.
    Se dormir de lado, coloque entre as pernas.
  • Cuidado ao se abaixar para pegar um objeto: mantenha a coluna reta e use a força dos joelhos e das pernas.

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Dez incômodos comuns no final da gravidez. Como evitá-los?

 – Dificuldade para dormir

Com a proximidade do parto, encontrar uma posição confortável na hora dormir se torna uma tarefa inglória para a mulher. O barrigão atrapalha o sono e a gestante acaba perdendo um tempo precioso de descanso, principalmente quando aguarda filhos gêmeos.
A primeira dica dos especialistas é dormir sempre de lado, com um travesseiro entre os joelhos e a barriga bem apoiada na cama, de preferência virada para o lado esquerdo, o que facilita o bombeamento do sangue do coração da mãe para a placenta, evitando o estresse do bebê.
Apoiar um travesseiro nas costas também pode melhorar o incômodo.
Mas, se ele prosseguir, vale a pena adquirir um travesseiro triangular, em forma de rampa, que apoia a mulher desde o dorso até a cabeça.
Ele melhora a sensação de falta de posição.
 Normalmente, até o quinto mês de gestação, as mulheres não têm dificuldade em achar uma posição confortável para dormir.
Com a barriga ainda pequena, até mesmo a posição de bruços é possível, sem nenhum risco de apertar o bebê ou causar desconforto.
 O problema começa a aparecer depois do sexto mês de gestação, quando a barriga já está bem grandinha.
Nessa fase, o mais indicado é dormir virada para o lado esquerdo, o lado do coração.
Isso porque essa posição favorece a circulação sanguínea e, consequentemente, o sangue flui melhor pelo cordão umbilical, enviando mais oxigênio e nutrientes para o bebê.
 Conforme a gravidez avança e o bebê cresce, a posição de barriga para cima pode ser muito desconfortável para a gestante.
Com o peso do útero, a veia cava fica comprimida causando mal estar e falta de ar.
Mas basta mudar de posição e esses sintomas desaparecem.
 Dormir virada para o lado direito pode dificultar um pouco a circulação do sangue deixando o bebê mais agitado, mas não oferece nenhum risco, além do desconforto momentâneo.
Se a gestante acordar no meio da noite e perceber que está de bruços (de barriga para baixo), apesar do tamanho da barriga, também não há com que se preocupar, pois o bebê está bem protegido dentro do útero.
 O final da gestação é marcado pelas constantes azias, falta de ar e congestão nasal.
Para aliviar esses sintomas e ter uma noite de sono com mais conforto, uma boa dica é dormir ligeiramente sentada, usando muitos travesseiros para elevar a cabeça.
Os travesseiros também podem ser um bom aliado para evitar dores nas costas.
A dica é colocar um no meio das pernas ao deitar de lado, o que deixa a coluna mais reta.
Também vale colocar um no meio da barriga, outro para abraçar.
Teste diversos tamanhos e formatos e veja o que melhor se encaixa no seu corpo.
 O importante é a gestante buscar a sua posição preferida e tentar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono.

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 – Azia

O crescimento do volume da placenta eleva o músculo do diafragma e diminui a capacidade de reserva do estômago. Paralelamente, as alterações hormonais da gravidez provocam o relaxamento da válvula que controla a passagem de alimentos entre o esôfago e o estômago.
O resultado é o aumento do refluxo do conteúdo estomacal para o esôfago, a famigerada azia.
Para evitar essa queimação, a principal dica é comer menos e com mais frequência, o que significa pelo menos seis vezes por dia.
É recomendável ainda mastigar muito bem os alimentos, evitar misturar líquido enquanto come e nunca deitar após as refeições.
Fuja também de frituras e doces – prefira alimentos frescos e integrais.
Se o refluxo noturno for muito intenso, providencie um apoio para permanecer com o corpo reclinado e a cabeça levemente suspensa durante o sono.
 Caso a azia seja constante durante a gravidez, e cause muito desconforto recomenda-se fazer algumas mudanças na alimentação.
As frituras e alimentos muito gordurosos, assim como alimentos cítricos, saladas cruas ou frutas muito fibrosas, refrigerantes e bebidas alcoólicas ficam proibidas.
Coma frutas cozidas e prefira as verduras cozidas ao invés das cruas.
 A grávida que sofre com azia deve evitar também fazer grandes refeições especialmente ao jantar ou mesmo refeições líquidas como a sopa, não usar roupas justas na região do abdômen e deitar apenas após 2 horas depois de cada refeição.
Uma caminhada leve também pode ajudar.
 Se a azia for muito intensa de noite recomenda-se deitar-se na cama com a parte superior do corpo mais levantada e muitas vezes modificar a cabeceira da cama, colocando um pedaço de madeira nos pés da cabeceira ou simplesmente dormir com um travesseiro mais alto, para impedir o refluxo do líquido do estômago e a azia.
 Embora não haja comprovação científica, crê-se popularmente que quando a grávida tem muita azia, seu bebê nascerá cabeludo.

 – Câimbras

A ação hormonal e a compressão do sistema vascular por onde retorna o sangue das partes baixas favorecem o surgimento das câimbras, principalmente pela manhã. A dilatação dos vasos periféricos e a diminuição do fluxo sanguíneo comprometem a oxigenação dos músculos das pernas, e isso leva a dormências e câimbras.
Além de meias elásticas, os exercícios físicos melhoram o fluxo de sangue.
Outras dicas:

  • Não fique em pé por muito tempo.
  • Não fique sentada por longos períodos com as pernas penduradas ou os joelhos cruzados.
  • Quando dormindo, coloque uma almofada sob os pés para que fiquem mais altos;
  • Meias elásticas ou meias-calça com suporte, podem ajudar mas procure orientação com seu médico.
  • Nunca use ligas ou meias que tendem a descer pela perna e se acumulam em cordões apertados logo abaixo dos joelhos ou nos tornozelos.
  • Não use roupas apertadas, cintos justos, ou meias que apertem de alguma maneira a circulação.
  • Procure não usar sapatos que apertem.
  • Fumar jamais, e pratique alguma atividades física com frequência desde que seja liberada por seu médico.
  • A alimentação deverá ser rica em vitamina C; ela ajuda a manter a elasticidade das veias.

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 – Falta de ar

Além do estômago, o aumento do tamanho do bebê também comprime o pulmão e reduz a capacidade respiratória da mulher, o que pode levar a eventuais crises de falta de ar.
No final da gravidez, o segredo é coordenar a respiração diante de esforços maiores, inspirando e expirando com mais frequência e menos profundidade.
O controle de peso também é fundamental.
Treinos de respiração em aulas de ioga, meditação e similares também podem ser muito proveitosos.
 Isso depende de como o seu bebê está posicionado dentro de seu útero.
Algumas mulheres têm a barriga alta, o que causa essa falta de ar e já outras mulheres têm a barriga mais baixa e não sentem nenhuma falta de ar.
 Essa falta de ar sentida durante a gravidez é perfeitamente normal e comum mas, se você notar outros sintomas como dor no tórax, palpitações, pulso acelerado ou dormência em seus dedos das mãos e pés, você deve ver o seu médico.
Se você tem asma, converse com o seu médico sobre a possibilidade de tomar algum remédio em caso de agravamento.
 Embora às vezes você possa sentir como se estivesse privando o seu bebê de oxigênio, relaxe e saiba que ele está recebendo o que ele precisa.
O seu sistema respiratório se adapta durante a gravidez de forma que seu corpo processa oxigênio de forma mais eficiente.

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 – Hemorroida

As hemorroidas são varizes no ânus, que podem causar desde coceira e queimação até inchaço e dor.
E a dilatação de veias nessa região é mais frequente no final da gestação.
Algumas mulheres têm predisposição, anunciada pelas varizes em suas pernas ou nas de sua mãe.
Mas a gravidez contribui para o aparecimento de hemorroidas também por motivos anatômicos e hormonais.
A compressão circulatória causada pela expansão do útero favorece a dilatação dos vasos, enquanto a descarga hormonal pode levar à prisão de ventre.
Essa situação cria dificuldades de evacuação e precipita dilatações vasculares no chamado plexo hemorroidário.
Para amenizar seus efeitos, não se deve nunca forçar a evacuação.
Também é importante fazer atividade física para melhorar a circulação e se alimentar de forma equilibrada, bebendo bastante líquido e ingerindo produtos ricos em fibras, como vegetais.
Coma alimentos laxativos, como mamão e ameixa.
 Deve-se evitar a higiene da região anal através da fricção de papel higiênico ou qualquer tipo de papel seco no local, preferindo a lavagem com água e sabão ou lenços umedecidos.
Recomenda-se uma dieta rica em fibras alimentares e a ingestão de, pelo menos, dois litros de água ou sucos para proporcionar uma boa regulação do hábito intestinal, com evacuações diárias.
Seguindo essas orientações, a chance de haver alguma crise por doença homorroidária durante a gravidez diminui muito.
 Em casos mais graves, o médico pode tratar tanto a prisão de ventre como as hemorroidas em si.

 – Prisão de ventre

É um problema que acompanha a mulher principalmente na reta final da gestação.
A descarga hormonal deixa o intestino preguiçoso por causa do relaxamento muscular, o que desfavorece o chamado movimento peristáltico.
O crescimento do útero também pode reduzir a velocidade do fluxo do alimento no intestino.
O resultado é que as fezes demoram mais até chegarem a seu destino e acabam se ressecando, o que caracteriza a prisão de ventre.
O segredo para evitá-la é ingerir bastante líquido e alimentos ricos em fibras.
O exercício físico também é altamente recomendável.
É bom evitar os alimentos que propiciam alta fermentação, como repolho, feijão e lentilha.
 Para acabar com a prisão de ventre na gravidez recomenda-se fazer uma vitamina de iogurte natural com mamão papaia e mel e tomar diariamente no café da manhã.
Um outro ótimo remédio para prisão de ventre na gravidez é comer ameixa preta seca diariamente.
 Deve-se investir ainda no consumo de alimentos ricos em fibras como manga, laranja, kiwi, abóbora, chuchu, espinafre, aveia, granola, arroz e massas integrais em todas as refeições do dia.
 E além disso é recomendado beber mais de 2 litros de água por dia, que pode ser consumida ainda em forma de sopas ou de sucos, embora um copo de água não tenha nenhuma caloria e seria o mais indicado para evitar o excesso de peso na gravidez.
 Para quem tem dificuldade em beber água, uma boa dica é colocar uma rodela de limão ou de laranja numa jarra com água e ir bebendo aos poucos, no intervalo entre as refeições.
 Outra dica importante é fazer algum tipo de atividade física, mas devido ao peso da barriga, os mais indicados são os exercícios de alongamento muscular e as caminhadas leves.
 Os supositórios não devem ser utilizados na gravidez pois não há informações científicas suficientes que comprovem a sua segurança.
Contudo esta pode ser uma hipótese de tratamento quando a situação está muito grave, mas eles só devem ser utilizados sob orientação médica após avaliação do risco/benefício.
 Optar pela toma de medicamentos laxantes ou supositórios para acabar com a prisão de ventre não é o melhor caminho a seguir, visto que é possível regularizar a função intestinal com medidas simples como alimentação correta e uma boa hidratação.
 Em situações mais críticas, seu médico pode prescrever alimentos ou medicamentos laxativos.

 – Tontura e sonolência

A compressão provocada pelo útero impede o retorno venoso das partes baixas e os hormônios favorecem a dilatação periférica vascular.
Isso derruba a pressão sanguínea e pode causar falta de oxigenação em várias regiões.
Se o prejudicado for o sistema nervoso central, a gestante pode sofrer tonturas.
Para prevenir essa situação, a recomendação é usar meias elásticas e ingerir muito líquido.
 No comecinho da gravidez, você pode sentir vertigem e ondas de náusea, porque seu fluxo sanguíneo está se adaptando ao aumento do volume de sangue no sistema circulatório.
No segundo trimestre, o útero pode pressionar os vasos sanguíneos, o que também pode provocar sensação de tontura.
E é bem comum sentir vertigem uma vez ou outra ao longo de toda a gravidez, por vários motivos:

  • Você está há muito tempo sem comer e sua taxa de glicemia no sangue fica baixa (principalmente no fim da tarde).
  • Você está com muito calor.
  • Você se levanta muito rápido (hipotensão postural).
    Quando isso acontece, o sangue não tem tempo suficiente para chegar ao cérebro, provocando a tontura.
    Quem tem pressão baixa tende mais a ter esse problema.
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A primeira providência é se sentar. Além de fazer a tontura melhorar, você evita o risco de cair e se ferir. Se você estiver num escritório cheio de gente e abafado, tente tomar um pouco de ar. Caso esteja dentro do ônibus lotado, procure uma janela.
Se você estiver sem comer, uma beliscada rápida vai ajudar a aumentar os níveis de açúcar no seu sangue.
Tente beber água ou suco.
(E não se esqueça de se manter sempre hidratada tomando cerca de oito copos de água por dia.
) Faça tudo mais devagar — especialmente levantar da cama, da cadeira ou do sofá.
 Em alguns casos, não há nada que você possa fazer senão se sentar ou deitar e esperar a tontura passar.
A sensação de vertigem pode afetá-la em qualquer ponto da gravidez.
 Essas ondas de tontura são perigosas? É raro que sejam.
O maior perigo é desmaiar, cair e se machucar.
Se você se sentir prestes a perder os sentidos, deite-se sobre o lado esquerdo do corpo ou sente-se colocando a cabeça entre as pernas.
Nessas posições aumenta o fluxo de sangue para o cérebro, o que deve afastar a sensação de desmaio.
 Uma tontura que não passa ou que venha acompanhada de visão embaçada, dores de cabeça ou palpitações pode ser sintoma de anemia severa ou de outra doença grave que pode afetar sua gravidez.
Entre em contato com o médico o mais rápido que puder.
A tontura também pode se dever a alergias, à falta de ar e a outras causas independentes da gravidez.

Já a sonolência tem a ver também com questões hormonais próprias da gravidez, mas principalmente com a privação das oito horas recomendadas de sono por noite. A dica aqui é fazer o possível para dormir mais, o que inclui atividade física regular.
 Cada pessoa é diferente, mas nas grávidas o cansaço costuma ser maior no primeiro trimestre e no começo do segundo trimestre.
O bom é que lá pela metade do segundo trimestre você deve sentir uma injeção de energia, suficiente para durar até o terceiro trimestre.
É o momento ideal para aproveitar a gravidez e tomar conta de todos os preparativos para a chegada do bebê.
Depois do sétimo mês, seu nível de energia deve começar a cair novamente.
 Ouça o que seu corpo está pedindo.
Tente tirar sonecas sempre que puder, e faça de tudo para ir para a cama cedo.
No trabalho, fechar os olhos por alguns minutos já faz diferença — se você tiver a sorte de ter algum lugar onde possa descansar um pouco, aproveite.
Algumas grávidas apelam até para um descanso rápido dentro do carro, se ele estiver num estacionamento seguro, ou para um descanso instantâneo de cinco minutos no banheiro mesmo.
Outras dicas:

  • Tente adaptar seu cotidiano.
    Veja se existe a possibilidade de mudar seu horário para escapar do trânsito mais pesado ou do calor.
    Se já tem filhos, aceite ajuda de outras pessoas para tomar conta deles, para que você possa descansar um pouco e dormir.
  • Tome cuidado com a alimentação.
    Você vai precisar de cerca de 300 calorias extras por dia — e não estamos falando de chocolate.
    Uma dieta saudável, composta de legumes, verduras, frutas, grãos integrais, leite desnatado e carnes magras vai lhe dar a energia de que você tanto precisa; comidas gordurosas e doces demais, por outro lado, acabam sabotando sua disposição.
  • Aguente firme e tenha paciência.
    Logo você estará no segundo trimestre e voltará a ter energia.
    A maioria das mulheres acha o período entre o quarto e o sétimo mês o melhor de toda a gravidez, em que se sentem ótimas.
    Não se esqueça de que fabricar um bebê é um trabalho e tanto, portanto, se achar que precisa dormir, faça de tudo para arranjar tempo e fechar os olhos, nem que só por alguns minutos.

 – Incontinência urinária

No final da gravidez, o útero invade parte do espaço da bexiga e diminui sua capacidade de armazenamento de urina.
Resultado: a mulher tende a ir mais frequentemente ao banheiro e, muitas vezes, nem consegue segurar.
Ações hormonais também podem tanto reduzir a capacidade funcional da bexiga como levar à frouxidão muscular na região pélvica, causando uma perda urinária involuntária.
Em geral, é um problema que costuma sumir semanas após o parto.
 Para prevenir e tratar a incontinência urinária, você deve evitar o ganho excessivo de peso e realizar treinamento dos músculos do assoalho pélvico.
Mesmo se você não tem incontinência urinária, é importante que você faça exercícios de fortalecimento como forma de prevenção dessa disfunção.
A correta contração desses músculos envolve o movimento de apertar para dento a vagina e o ânus, como se fosse “prender o xixi” ou “prender um gás”, sem movimentação excessiva do abdome e glúteos e mantendo-se a respiração.
O controle e coordenação da contração podem ser difíceis para algumas mulheres, principalmente aquelas que apresentam fraqueza muscular.
Nesses casos, é importante a orientação de um profissional de saúde.
Uma dica para prevenir é fazer fisioterapia, que fortalece os músculos pélvicos, sob a orientação de uma especialista.
 Se os incidentes começarem a ser demasiado frequentes e experienciar dor ou ardência quando urina, deve transmitir isso ao seu médico, pois pode estar a sofrer de uma infeção da bexiga ou do trato urinário.

Resumidamente, é isso:

Dez incômodos comuns no final da gravidez. Como evitá-los?

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