Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho

Diabetes gestacional, enfermidade considerada uma das complicações mais comuns da gravidez. O diabetes é uma condição de saúde em que os níveis de açúcar (glicose) no sangue é muito alto. Um hormônio produzido pelo pâncreas, denominado insulina, ajuda o organismo a transformar a glicose obtida por meio da alimentação em energia.
Durante a gestação, o corpo pode não ser capaz de produzi-la em quantidade extra para atender às demandas desse período, situação que desencadeia o problema que, devidamente controlado, desaparecerá após o parto.
As mulheres com maior risco para a patologia são as que estão acima do peso, possuem histórico familiar ou já foram diagnosticadas em gestações anteriores.
Cada caso deve sempre ser avaliado por um especialista, mas há formas de prevenir e controlar tal situação e elas incluem mudanças na dieta e práticas corporais.

O diabetes, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue, é uma doença silenciosa que atinge 327 milhões de pessoas no mundo, segundo a International Diabetes Federation. O agravante é a estimativa de que 179 milhões dessas pessoas ainda não foram diagnosticadas com o problema, pois a ausência de sintomas é uma de suas características.

No Brasil estão 14 milhões de pessoas com a doença e 1/3 desta população não sabe de sua existência, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Enquanto ela age sem chamar a atenção, danos podem ser causados a partes vitais do corpo, como o coração, os rins, as artérias, os nervos e os olhos.

Durante a gravidez, que é um dos períodos mais emblemáticos na vida de uma mulher, o diabete também pode surgir e, por isso, diversos cuidados devem ser tomados para que ele não faça estragos na saúde da futura mamãe e do bebê que está para chegar ao mundo.

O endocrinologista e diabetólogo  Luiz Antônio Granja, do Instituto do Coração (Incor), da Universidade de São paulo (USP), esclarece que qualquer mulher pode desenvolver o diabetes gestacional, entretanto, existem fatores que potencializam o risco.
“Entre eles estão a obesidade, a gravidez tardia (acima dos 35 anos) ou com ovário policístico não tratado, diabetes em gestação anteriores ou quando há histórico em familiares de primeiro grau”, cita.

Recursos para reverter o quadro

O Ministério da saúde informa que a patologia em grávidas no Brasil gira em torno de 7%. Segunda Lenita Zajdenverg, médica coordenadora do Departamento de Diabetes e Gravidez da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), um estudo de década de 1990 constatou, também, que cerca de 7% das mulheres brasileiras desenvolviam diabetes gestacional.
“Este número deve ter se elevado ao longo destes anos, seguindo uma tendência mundial, devido ao aumento do peso da população femininas e às gestações tardias”, avalia.

Como alerta Belmiro Gonçalves Pereira, diretor da Divisão de Obstetrícia do Hospital da Mulher Prof. José aristodemo Pinotti, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é importante rastrear o problema e, uma vez diagnosticado, são urgentes medidas como dieta e exercícios controlados.
“Caso não se consiga o controle metabólico ideal com estes recursos, é preciso intervenção medicamentos”, completa.

Afinal, o que é a diabetes gestacional?

Durante a gestação, diversas transformações acontecem naturalmente no corpo da mulher. Fica visível, por exemplo, o aumento dos seios e do quadril, mas nem tudo o que acontece pode ser percebido por quem observa de fora a futura mamãe. As vezes, nem mesmo a gestante se dá conta de alterações que podem afetá-la.

Neste período tão especial, também ocorrem adaptações na produção hormonal para permitir que o bebê se desenvolva. É da placenta que surgem hormônios capazes de reduzir a ação da insulina, o líquido que tem função de distribuir a glicose, que é o açúcar, pelo sangue de todo o corpo.
“Em alguns casos, a mãe não consegue produzir insulina suficiente para compensar a produção de hormônios da placenta, que fazem aumentar a glicemia”, explica Jean Carl Silva, médico coordenador do serviço de gestação de alto risco da Maternidade Darcy vargas, de Joinville (SC), e professor de obstetrícia da Universidade da Região de Joinville.

Como o pâncreas, que tem a função de ativar a produção de insulina, não consegue aumentar seu trabalho, os níveis de glicose ficam elevados.
Eis, então, o diabetes gestacional, uma doença que afeta pelo menos 7,6% das grávidas, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), que contabilizou casos ocorridos com mulheres com mais de 20 anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Mas a prevalência do problema pode ser maior. Isso porque, segundo o MS a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostrou aumento no percentual de pessoas que declararam ter recebido diagnóstico de diabetes, passando de 5,5% em 2006 para 6,9% em 2013.
Especialista acreditam que a incidência da doença na versão gestacional também cresceu.

Doença assintomática

Para as mulheres que não desenvolvem a patologia, o pâncreas reage ao aumento de hormônio, sintetizando mais insulina, e tudo se normaliza. Quando o órgão não dá conta do recado, os níveis de glicose ficam elevados, porém, sem fazer alarde.

Segundo Lenita Zajdenverg, geralmente os sintomas da patologia e de suas complicações só aparecem quando os níveis de glicose estão muito altos ou se este aumento de açúcar no sangue permanecer por períodos prolongados.
“Níveis de glicose não tão elevados não provocam qualquer sintoma, mas já fazem aumentar o risco de complicações para o bebê e para a gestante”, explica.

O endocrinologista e diabetólogo Luiz Antônio Granja, do Instituto do coração (Incor – SP), explica que no período que vai mais ou menos da 24ª a 30ª semana de gestação, que acontece na placenta a produção de hormônios que atuam também no metabolismo da glicose.
É nessa fase que precisa ser feito o exame de sangue para constatar se há hiperglicemia, o excesso de glicose.
“Se a mãe já apresenta hiperglicemia antes dessa fase é porque ela já era diabética antes da gravidez, mesmo que não soubesse disso”, alerta.

Consequências perigosas

A constatação de diabetes durante a gravidez requer uma série de cuidados com a alimentação e, em alguns casos, medicações são necessárias para reverter ou controlar o quadro. Na mulher, os níveis elevados de açúcar no sangue podem levar ao aparecimento de infecções urinárias, hipertensão e o crescimento exagerado do abdome.
“Há o risco destas mulheres se tornarem diabéticas ao longo dos anos subsequentes à gestação”, explica Lenita.

Os bebês também não passam imunes. Como se desenvolve sob o regime de grande quantidade de açúcar no sangue, que passa pela placenta, o crescimento é acelerado sem o correspondente amadurecimento. São recém-nascidos grandes, com imaturidade dos órgãos e que podem vir ao mundo prematuros.
Há chances de desenvolverem outras complicações do metabolismo como a icterícia neonatal precoce (é a coloração amarelada da pele e mucosas causada pela deposição de um pigmento existente no sangue, chamado bilirrubina), a hipoglicemia (níveis muito baixos de açúcar no sangue) e hipocalcemia, que é a deficiência de cálcio”, esclarece Belmiro Gonçalves Pereira da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“A hipoglicemia  nos primeiros dias de vida pode deixar sequelas neurológicas se não tratada rapidamente”, completa Lenita Zajdenverg, da SBD.

A importância do acompanhamento médico

Para que a gestação se transcorra de maneira segura, o acompanhamento médico é essencial. Logo que se tenha em mãos o exame Beta HCG, que confirma a gravidez, deve acontecer a primeira visita ao obstetra para começar o pré-natal.
Muitos exames são pedidos, como hemograma, tipagem sanguínea, sorologia para hepatites e sífilis, HIV, urina, ultrassonografias e glicemia de jejum, que verifica o diabetes.
“A dosagem da taxa de glicose no sangue já deve ser solicitada na primeira consulta para todas as gestantes, com ou sem fatores de risco, como obesidade e histórico familiar”, ressalta o médico Belmiro.

Uma nova pesquisa da doença se faz necessária no sexto mês. “A partir da 24ª semana todas as mulheres devem realizar um teste de tolerância à glicose. Com ele, são obtidas as medidas do açúcar no sangue em jejum e com sobrecarga de glicose por via oral após a ingestão de um líquido açucarado”, esclarece a médica Lenita.

Composto por três coletas de sangue, sendo a primeira em jejum de oito horas e as duas seguintes, uma e duas horas após a tomada da glicose, o que pode causar enjoo e um pouco de fraqueza. Este exame não é dos mais fáceis, mas jamais deve ser ignorado.
Segundo Lenita, caso se confirme o diabetes, a gestante precisa fazer o controle da glicose no sangue antes e após as refeições, monitorar o ganho de peso e, através de ultrassonografia, o médico irá avaliar o crescimento do bebê.

Prevenção e controle do diabetes na gravidez

Ao engravidar a mulher é aconselhada a fazer alguns ajustes em seu estilo de vida para que tenha uma gestação tranquila e para o perfeito desenvolvimento de seu bebê.
Da mesma forma como se faz necessário ingerir alimentos leves a cada três horas, deixar de lado, cigarro, bebidas alcoólicas, energéticos e evitar frituras, refrigerantes e carnes e peixes crus, é preciso acompanhar de perto todas as mudanças no organismo recorrentes deste período.

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O rastreamento do diabetes gestacional é um dos cuidados fundamentais, mas tão importante quanto a atenção para seu possível aparecimento é agir preventivamente, mantendo alimentação saudável e balanceada e praticando atividades físicas com moderação, respeitando as restrições que a fase impõe.
“A prevenção deveria fazer parte de todo atendimento em saúde.
Sabe-se que a redução do peso, a melhora nos hábitos alimentares e a eliminação do tabagismo, assim como a consulta pré-concepcional direcionada aos distúrbios alimentares e ao controle do peso, podem reduzir os riscos inerentes à associação do diabetes à gestação”, afirma o ginecologista Belmiro Gonçalves, da Unicamp.

Ele ressalta ainda que uma vez diagnosticada a doença, é preciso intervir para amenizar os efeitos indesejáveis. “Antes da gravidez estas intervenções podem ser mais lentas e programadas sem interferir no desenvolvimento fetal”, diz. Por isso, dar mais atenção ao peso vai além de questões estéticas.

Como lembra o endocrinologista e diabetólogo Luiz Antônio Granja, Incor – SP, enquanto alguns fatos são incontornáveis quando a gestação já está em curso, como a genética, a gravidez acima de 35 anos,  parentesco de primeiro grau com a doença  e a presença da diabete em gestação anterior, outros, como a maior atenção à obesidade, podem ser mudados imediatamente.
“A grávida obesa tem de ter controle máximo sobre o peso.
Não pode ganhar mais de sete quilos durante toda a gestação (o recomendável para mulheres de condição metabólica normal é de 10 a 12 quilos).
Se aumentar o peso acima disso, terá maior risco de ter diabete gestacional, mesmo sem os fatores que não podem ser mudados, como a genética”, esclarece.

O peso da hereditariedade

Qualquer mulher pode ser acometida pela diabetes enquanto estiver gerando um filho. No entanto a hereditariedade pesa de forma expressiva.
”Isso significa que histórico familiar da doença, principalmente nos pais e irmãos, faz aumentar na futura mamãe o risco de apresentar diabetes gestacional”, diz a endocrinologista Lenita Zajdenverg.

Quando a mulher teve o problema na primeira gravidez também ampliam as chances de ter novamente em futuras gestações. “Entretanto, o risco pode ser reduzido desde que as condições predisponentes como a obesidade, sedentarismo, maus hábitos alimentares e de fumar  sejam corrigidas”, diz o médico Pereira.
Segundo ele, é importante lembrar que a gravidez produz hormônio que podem estar relacionados ao desenvolvimento da doença e que vão ser produzidos em todas as gestações.
“Daí a probabilidade de ocorrência em gestações futuras ser grande”, explica.

O especialista granja acrescenta que cerca de 90% das mulheres que já tiveram diabetes gestacional têm chance de ter o distúrbio novamente numa próxima gravidez. Além disso, 40% dessas mulheres – ou seja, quatro entre 10 – tornam-se diabéticas  no prazo de cinco a 20 anos depois do parto.
“Como essa incidência é alta, a mulher deve continuar o acompanhamento após o parto, mesmo que já não apresente mais a doença”, aconselha.

Ele explica também que, mesmo depois da cessação da doença, que acontece sempre após 24 horas após o parto, aproximadamente seis meses depois do nascimento do bebê, a mãe deve se submeter novamente ao teste de tolerância de glicose.
“Se tudo estiver normal, menores são as chances  de ela vir a desenvolver o diabetes nesse prazo de cinco a 20 anos após o parto”, completa.

Gestação de alto risco

A hiperglicemia faz aumentar a chance de a mãe desenvolver cetose, ou seja, o organismo começa a consumir a gordura do corpo para produzir energia. Eleva-se também o risco de descompensação da glicemia com picos e baixas preocupantes e recorrentes no nível da glicose no sangue.
“Esse desbalanço do metabolismo da glicose leva à perda de peso importante na grávida e ao alto risco de complicações tanto para a mãe quanto para o bebê”, enfatiza o diabetólogo do Incor.

De acordo com ele, para a mulher aumenta a probabilidade  de ter as complicações vasculares do diabetes, além de ser maior as chances de ter hipertensão, tanto na sua forma convencional, quanto aquela mais grave, que ocorre a partir da 20ª semana de gravidez e é conhecida como eclâmpsia.
“Cerca de 10% a 15% das gestantes com diabetes gestacional desenvolvem esse tipo de hipertensão mais grave, que pode levar à morte e ao acidente vascular cerebral”, alerta.

O diagnóstico da doença faz com que a gestação seja considerada de alto risco e, por isso, a futura mamãe precisará ter um acompanhamento médico mais cauteloso. Outro perigo é quando o problema não é descoberto.
“Quando não tratado, está associado ao risco maior de complicações, como traumatismo na hora do parto por ter peso excessivo, partos prematuros e, mais tardiamente, obesidade e diabetes ao longo da vida”, comenta a endocrinologista Lenita.

Mulher já diabética

Na mulher que já tinha o diabetes antes de engravidar e que desconhecia a sua condição ou que mantinha a doença descontrolada, o risco de complicações é ainda maior, de acordo com o diabetólogo Luiz Antônio Granja, do Incor.
“Isso porque o organismo que está mais desgastado pelo diabetes não tratado ou tratado de forma inadequada, sofre ainda mais com a sobrecarga da gestação”, esclarece.

Cuidados com o bebê

Além de poder nascer com peso e tamanho acima da média, que é a chamada macrossomia, o bebê pode ter hipoglicemia, a queda brusca dos níveis de açúcar no sangue, nos primeiros dias de vida. “Em casos extremos pode levar à morte do recém-nascido”, afirma Luiz antônio Granja, do Incor.
Porém, no momento do parto não é preciso nenhum cuidado extra com a criança, segundo a pediatra Renata Araújo Monteiro Yoshida, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).
“O recém-nascido deve fazer a transição para a vida extrauterina de forma natural, mas como ele tem maior chance de apresentar hipoglicemia, o aleitamento materno precisa ser estimulado e iniciado preferencialmente na primeira hora de vida”, afirma.
Outro procedimento necessário é o monitoramento da glicemia capilar nas primeiras 48 horas de vida, depois é vida normal.
“Os cuidados após a alta hospitalar são os mesmos que devem ser dispensado para qualquer recém-nascido”, reforça Renata de Araújo.

Como o diabetes gestacional pode afetar o bebê

– Com o diabetes gestacional não estabilizado, o bebê tem o peso e tamanho bem acima da média, o que costuma exigir o parto cesariana.

– Logo após o nascimento, por estar acostumado aos níveis elevados de insulina no organismo da mãe, o bebê também pode ter queda da glicemia em seu sangue o que, em casos extremos, pode levar à morte.

– A criança também tem maior propensão a desenvolver diabetes ainda na infância ou na adolescência e mais chance de ser obeso ou de ter síndrome metabólica quando adulto, elevando seu risco de doenças cardiovasculares.

Níveis glicêmicos aceitáveis

95 miligramas por decilitro é o nível glicêmico máximo que uma grávida com diabetes gestacional em tratamento pode apresentar em jejum.
Depois das refeições, o nível deve ser menor do que 120 miligramas por decilitro.
Em uma pessoa não diabética, os níveis são de 100 miligramas no jejum e de até 140 miligramas após a alimentação.

Os 5 vilões do diabetes gestacional

Além de colocar no cardápio alimentos ricos em nutrientes e pobres em gorduras, é imprescindível excluir itens que fazem disparar as taxas de açúcar no sangue.
A nutricionista Daniela Fagioli-Masson, consultora da associação Brasileira de Nutrição (Asbran) afirma que é de extrema importância fazer as escolha alimentares adequadas, deixando de lado, sobretudo, os doces, que elevam rapidamente a glicose.
Veja quais são os malfeitores que devem ser evitados:

 – Doces

O açúcar em si e os doces, sejam eles caseiros ou industrializados, que contém este ingrediente devem ser evitados, pois fazem com que a glicose se eleve rapidamente e entre na circulação sanguínea.
Além disso, tudo que leva açúcar contribui para um ganho de peso dispensável nesse período, quando o controle dos quilos adquiridos deve ser bastante severo.
Os adoçantes nem sempre são boas alternativas, pois aqueles à base de ciclamato ou sacarina possuem maior restrição de consumo para as gestantes, pelo fato de que podem atravessar a placenta e o feto não possuir a capacidade de eliminá-los.
Entretanto, o ideal é o consumo de alimentos sem açúcar e sem adoçantes.
Refrigerantes e sucos industrializados, por apresentarem alto teor de açúcar, também precisam ser retirados da dieta.

 – Alimentos com índice glicêmico elevados

Os alimentos que possuem carboidratos simples como pão preparado com farinha branca, macarrão, arroz branco, bolachas, biscoitos, batata, bolo e até mesmo algumas frutas como abacate devem ser evitados porque são rapidamente transformados em açúcar pelo organismo, exigindo maior atuação da insulina.
A preferência deve ser dada a alimentos de menor índice glicêmico, como arroz e pão integrais e frutas como pera, pois com eles o carboidrato é absorvido mais lentamente, evitando picos de glicose.

 – Frituras

Carne, frangos ou mesmo peixe fritos, assim como salgadinhos fritos ou outras delícias que ficam prontas depois de imersas no óleo não podem fazer parte da dieta de quem quer se ver livre do diabetes gestacional.
Isso porque suas gorduras “ruins” podem aderir às artérias, reduzindo a passagem do sangue que já se encontra saturado pelo excesso de açúcar.
Além disso, contribuem para o ganho de peso.

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 – Laticínios gordurosos

Queijos amarelos, requeijão, creme de leite e leite integral são ricos em gorduras saturadas, que se acumulam facilmente e obstruem as artérias. Outros motivos para deixá-los de lado são que eles contribuem para o aumento nos níveis de colesterol e também favorecem os processos inflamatórios em todo o organismo.
Cream cheese, ricota e queijo branco são boas substituições.
O leite deve ser desnatado ou pelo menos semidesnatado.

 – Sal

O sal ou os alimentos que o possuem em grande quantidades, como os embutidos e enlatados, devem ser evitados para que a mulher não corra o risco de adquirir o Distúrbio Específico da Gestação Hipertensiva ou pré-eclâmpsia, que pode ocorrer devido à hipertensão arterial sistêmica durante a gravidez.

Variedade doce

Mel, melado, açúcar mascavo e cristal se equivalem quando o assunto é elevar as taxas de glicose no sangue. Todos devem ser evitados. Além disso, eles contêm calorias e não podem ser usados com a intenção de adoçar diversos preparos. Da mesma forma, a frutose, que é o açúcar originário das frutas, também precisa ser consumido com moderação.

Exercícios leves: na rotina da gestante

Da mesma forma que para um portador de diabetes, o exercício físico é fundamental porque torna mais eficiente a absorção de glicose pelos tecidos e contribui para aumentar os receptores de insulina nas células. Para a gestante que sofre com o problema, movimentar-se é uma conduta altamente recomendada para o controle da doença.

O ginecologista Belmiro Gonçalves Pereira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que a dieta e exercícios devem ser prescritos e controlados para as mulheres com diabetes gestacional, já que a redução de peso  não se recomenda neste período.
“Caso não se consiga o controle metabólico ideal com estes recursos é necessário a intervenção medicamentosa”, diz.
Mas a endocrinologista Lenita Zajdenverg, afirma que na maioria dos casos conseguem-se bons resultados com dieta adequada e prática de atividade física leve.

Os exercícios recomendados para a gestante com diabetes são os mesmos preconizados para as grávidas em geral, ou seja, de leves a moderados.
Como enfatiza o educador físico Alexandre Gabarra de Oliveira, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), de Rio Claro (SP), o Colégio Americano de obstetrícia e ginecologia indica que as grávidas pratiquem ao menos 30 minutos de atividade física por dia.
Já a Associação Americana de Diabetes dá a mesma recomendação desde que não existem contraindicações como sangramento ou hipertensão induzida pela gravidez.
“Além disso, não se deve ultrapassar a frequência cardíaca de 140 batimentos por minuto”, completa.

Mantendo a frequência

Entre as principais regras que devem ser seguidas pelas gestantes diabéticas para que os movimentos tragam benefícios à saúde e favoreçam o controle do problema está a prática frequente. “A mulher pode se exercitar de cinco a sete sessões por semana, atingindo um mínimo de 150 minutos de exercícios moderados semanalmente.
Cada sessão deve ter entre 20 e 45 minutos de atividade aeróbica e também de força”, orienta o educador físico Oliveira.

Segundo ele, os melhores tipos de exercícios são os aeróbicos de baixo impacto que trabalham grandes grupos musculares e que não oferecem grandes riscos à gestante. “Natação, hidroginástica e bicicleta ergométrica são alguns deles.
Além disso, as gestantes devem incluir duas sessões semanais de exercícios de força para potencializar o efeito benéfico na sensibilidade à insulina”, destaca.

Mude os hábitos: pensando no futuro

Alimentação saudável e prática regular de atividade física formam uma “dobradinha ” perfeita para quem quer ficar longe dos problemas de saúde. No caso do diabetes gestacional, não é diferente.
“O ideal é manter estes hábitos desde antes da gravidez”, aconselha o obstetra Jean Carl Silva, da Universidade da Região de Joinville (SC).

O endocrinologista e diabetólogo Luiz Antônio Granja, do Incor (SP), lembra que além do diabetes gestacional, que é aquele que surge por volta da 24ª a 30ª semana de gravidez, outros tipos da doença podem interferir na gestação. “São os diabetes tipo 1 e 2, preexistentes, ou seja, a mulher já possui o distúrbio antes de engravidar.
Nos casos de diabetes prévio, as malformações estão mais presentes, pois o aumento do açúcar atrapalha o desenvolvimento da criança”, reforça Jean.

Segundo Granja, para a mãe, aumenta a probabilidade de ter hipertensão, tanto na sua forma convencional, quanto aquela mais grave, que ocorre a partir da 20ª semana de gravidez e é conhecida como eclâmpsia.
“Entre 10% e 15% das gestantes com diabetes gestacional desenvolvem esse tipo de hipertensão grave, que pode levar ao acidente vascular cerebral (AVC) e à morte”, alerta.

Sem consequências para as crianças

No entanto, não há motivos para se desesperar se o exame confirmar a presença de diabetes enquanto o bebê é gerado. Seguir o tratamento à risca reduz significativamente os riscos para mãe e filho. Além disso, como reforça o ginecologista Belmiro Gonçalves, há evolução tanto no diagnóstico, como no tratamento da doença.
“Em relação ao diagnóstico, um dos principais avanços está relacionado à busca precoce mediante a realização de exames facilmente exequíveis em qualquer unidade de atendimento no pré-natal para todas as gestantes, com ou sem risco”.

Já se tratando do progresso no tratamento do diabetes na gestação, o especialista destaca as insulinas de diversos tipos, o desenvolvimento de drogas orais e até insulinas análogas.

Mesmo sabendo que o diabetes gestacional se cura no parto ou logo após a ele, o tratamento adequado é de extrema importância para o presente e o futuro da mãe e do bebê.

Um erro comum das mulheres é achar que a dieta alimentar para reverter a situação deve ser de emagrecimento. “O foco é o controle de peso, com alto valor nutritivo. Abaixo de 1.
200 calorias por dia, que é uma dieta de emagrecimento, há alto risco de cetose, que é a queima de gordura pelo organismo, ao invés da glicose, para obtenção de energia.
Essa condição é muito ruim para o feto e para a mãe”, esclarece Granja, diabetólogo do Incor.

Afinal, tudo o que acontece durante a gravidez pode afetar futuramente o novo ser que está sendo gerado. Como afirma a pediatra Renata de Araújo Monteiro Yoshida, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), o ambiente intrauterino pode influenciar na ocorrência de doenças no futuro.
“Não só os filhos de mãe com diabetes gestacional, mas também os recém-nascidos com restrição de crescimento intrauterino, têm maior probabilidade de apresentar doenças metabólicas”, relata.

Ela salienta, porém, que essa relação não é exata e que novos estudos serão necessários para confirmar a tese, por isso, não se deve criar um “estigma” nessa população, pois fatores ambientais e genéticos têm peso no surgimento desses problemas e também participam dessa influência.
“É o equilíbrio entre esses diversos fatores que vai determinar se a doença irá ou não acontecer”, conclui.

Priorize o sono

Quando a mulher começa a contar aos amigos a novidade de que será mamãe, uma das coisas que mais houve é para aproveitar para dormir o máximo possível durante os 9 meses, porque depois que a criança nascer, ela demorará muito para saber novamente o que é repousar durante uma noite inteira.

Mas não é só por isso que o conselho deve ser seguido. A privação de sono repercute mal sobre a glicemia. Estudos realizados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) concluíram que os adultos estão dormindo de cinco a seis horas por noite, quando o ideal seria de 7 a oito horas.

Minimamente, dormir pouco provoca sonolência e déficit de concentração no dia seguinte. Mas as consequências vão além.
Quando se posterga a hora de deitar, ocorre atraso na síntese de melatonina (que avisa os órgãos que está na hora de dormir), e cresce a produção de cortisol, o hormônio que nos torna alertas e também aumenta a resistência à insulina.

Por tudo isso, mesmo que o tamanho da barriga e a falta de posição na cama incomodem, a gestante deve procurar relaxar. Ela pode começar com um banho, uma música suave e cama!

Estresse sob controle

Outro fato comum na gravidez é encontrar maridos, familiares e amigos querendo poupar a gestante de assuntos delicados e aborrecidos por acharem que a preocupação e o estresse podem afetar a saúde da mãe e do filho.

Não há equívocos nesta intenção, já que os hormônios, em especial o cortisol, produzidos sob estado de tensão, favorecem perigosas oscilações na glicemia. Eles estimulam a conversão de proteínas e de gorduras em glicose, ao mesmo tempo em que diminuem a chegada desse combustível às células.

Mas especialistas esclarecem que o estresse não pode levar a culpa do aparecimento do diabetes, nem antes, nem durante a gravidez. Ele apenas serve de desencadeante, quando já existe a predisposição para a doença.

E diante da impossibilidade de se viver em uma redoma ao longo de nove meses, longe de qualquer estresse ou chateação, como muitas pessoas desejariam, o jeito é investir em hábitos que favorecem o relaxamento.
Grande parte deles está ao alcance de todas as mulheres e só requerem poucos “ingredientes”, como, por exemplo, um CD com músicas que acalmam.
Um estudo da Universidade Andhra, na Índia, mostrou que a ioga contribui para a redução nas taxas de açúcar no sangue.
Meditação, técnicas de respiração, um bate-papo com amigos ou brincar com um animal de estimação também trazem alívio.

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Novo exame para detectar a pré-eclâmpsia

Pesquisadores da Universidade de Western Ontario, no Canadá, descobriram um procedimento que pode ajudar as gestantes na prevenção de problemas como a pré-eclampsia, que é a doença hipertensiva da gravidez que pode levar a convulsões e à morte conjunta de mãe e bebê.
Por causa dela, os vasos sanguíneos se estreitam e a circulação do sangue é prejudicada, portanto, para que o sangue circule é preciso um esforço extra e isso leva ao aumento da pressão arterial.
A nova tecnologia, ainda não comercializada, investiga um grupo de proteínas e biomarcadores que são modificados na placenta das mulheres que têm a doença.
Com a detecção precoce, o tratamento começa mais cedo e assim partos prematuros e a morte de bebês são prevenidos.

Vale lembrar que a pré-eclampsia, como a eclampsia, que é a evolução da doença, são patologias perigosas e que fazem com que a mulher tenha duas vezes mais chances de sofrer com problemas cardiovasculares ou de ter um acidente vascular cerebral (AVC) no futuro.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18% dos óbitos de gestantes e 80 mil partos prematuros estão associados a esta complicação.

Mitos e verdades

Nesse período tão especial para a mulher, em que ela está gerando uma nova vida, surgem dúvidas sobre sua saúde e a do bebê. Muitas são consistentes. Outras, no entanto, não passam de crendices e só servem para deixá-la mais preocupada.
Para que não fique nenhum questionamento, especialistas esclarecem o que é certo, o que é equivocado e o que têm sua parcialidade de verdade ou mito.

 – O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Verdadeiro.
A doença pode acometer qualquer gestante, entretanto, as mulheres que apresentam maior risco são as que engravidam depois dos 35 anos, que têm histórico familiar de diabetes, principalmente de pais e irmãos, ou de diabetes em gestações anteriores, que estão acima do peso, com histórico de bebês nascidos com mais de 4 Kg em gestações anteriores, hipertensão arterial e presença de síndrome dos ovários policísticos.

 – Não há o que possa ser feito para prevenir a doença

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. A melhor maneira de evitar o aparecimento do diabetes gestacional é adotar uma dieta mais saudável, que inclui o consumo de frutas, verduras, legumes e grãos integrais, além de limitar o consumo de doces, gorduras e carboidratos refinados, como pães e massas.
É recomendado que as refeições sejam fracionadas de 3 em 3 horas e a ingestão hídrica mínima de dois litros de água.
Praticar atividade física com regularidade é outro cuidado preventivo, assim como manter o peso adequado.

 – A grávida com diagnóstico de diabetes gestacional precisa de acompanhamento médico mais rígido

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Verdadeiro.
Com a confirmação da doença, a gestante deve iniciar acompanhamento pré-natal periódico sempre avaliando o controle da glicose no sangue antes e após as refeições, monitorando o ganho adequado de peso e analisando durante consulta médica e por meio da ultrassonografia se o crescimento do bebê está satisfatório.
Algumas gestantes necessitam utilizar insulina durante a gravidez para alcançar a meta do tratamento e evitar complicações.

 – Quem não tem sintomas não precisa se preocupar

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Na gravidez ou mesmo antes dela, o diabetes pode atacar em silêncio. Quando aparecem os sinais, órgãos importantes, como os rins e o coração, já podem ter sofrido agressões.

 – O diabetes gestacional só é perigoso se surgir no segundo trimestre da gravidez

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Quando a hiperglicemia acontece no primeiro trimestre, a organogênese, que é o processo do desenvolvimento embrionário, pode ser comprometida, ocasionando risco para cardiopatia congênita, malformação renal, do trato intestinal e da coluna.
Essa situação não é frequente em casos de diabetes gestacional, quando a hiperglicemia geralmente acontece após o primeiro trimestre.

 – Quem tem diabetes não digere doces

Parcialmente falso. O problema não é a digestão do açúcar, mas a dificuldade de aproveitá-lo. A glicose obtida de massas, doces e frutas é fonte de energia para as células. Quem possibilita sua chegada ao destino é a insulina, produzida pelo pâncreas.
Se ela faltar ou não cumprir seu papel, a glicose não entra nas células e seus níveis no sangue ficam acima do normal, o que pode comprometer vários  órgãos.

 – O doce é o pior inimigo de quem tem diabetes

Parcialmente verdadeiro. O açúcar é uma ameaça, mas os vilões podem estar em preparações como a pizza, o purê de batata e o nhoque, que fazem as taxas de açúcar no sangue subir muito rápido. Já os alimentos ricos em fibras, como cereais integrais e leguminosas, têm absorção mais lenta e não provocam esses picos perigosos.

 – Em todos os casos é fundamental o uso da insulina

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. A redução dos níveis de glicose pode ser conseguida através do seguimento correto de uma dieta adequada e da prática de atividade física leve, mediante indicação médica.
Somente se em algumas semanas de dieta e atividade física o problema não for controlado é que existe a necessidade de entrar com medicação que, no caso, é a insulina.

 – O tratamento com insulina não traz riscos

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Verdadeiro. Quando este medicamento se faz necessário, ele só traz o bem para a mãe e para o bebê. A insulina poupa tanto o pâncreas da mãe quanto o do bebê e propicia um melhor controle da glicemia.
Cerca de 20% a 30% das gestantes com diabetes gestacional precisam usar insulina e não há qualquer problema nisso.
O medicamento por via oral não é indicado nem para o diabetes gestacional nem para o diabetes tipo 1 ou 2 em mulheres grávidas.
Quando a mulher diabética 1 ou 2 e que toma medicamento via oral fica grávida, o tratamento é trocado para o da insulina, durante a gestação.

 – As gestantes diabéticas não podem utilizar adoçantes

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a alimentação não precisa ser totalmente restritiva. Apenas alguns alimentos devem ser evitados ou substituídos.
Muitas gestantes com diabetes têm receio em consumir qualquer tipo de adoçante durante a gestação, entretanto, o uso de alguns como sucralose, aspartame, sucrose e maltose, é permitido.

 – A gestante diabética não deve amamentar

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Muito pelo contrário. Não há qualquer problema nem para o bebê e nem para a mãe em dar o leite do peito para o filho. No caso da mãe, o aleitamento materno é extremamente benéfico, pois reduz o risco de ela se tornar diabética de forma permanente.

 – Com o fim da gravidez, a doença desaparece e a mulher não corre mais riscos de sofrer com o alto nível de açúcar no sangue

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. O diabetes, na realidade, cessa após o parto, mas as mulheres que tiveram o problema têm o risco aumentado de se tornarem diabéticas ao longo dos anos subsequentes à gestação, sobretudo entre cinco e 20 anos depois do parto.
Sem contar que o problema tende a aparecer de novo em gestações futuras, principalmente se a mulher estiver obesa e se não praticar atividade física de forma regular.

 – Quando o bebê tem alta do hospital, a mãe precisa monitorar a saúde dele de forma mais cautelosa por causa do diabetes gestacional

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Os cuidados com a criança após a alta hospitalar são os mesmos que devem ser dispensados para qualquer recém-nascido.

 – O bebê pode nascer maior e ter icterícia

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Verdadeiro. A insulina é um hormônio que se relaciona com o crescimento do feto no ambiente intrauterino e, quando ele está aumentando, a criança ganha muito peso, podendo nascer com mais de cinco quilos.
O risco do filho de mãe com diabetes gestacional evoluir com icterícia também se eleva porque ele geralmente apresenta maiores concentrações de hemoglobina.
A icterícia acontece pelo aumento dos níveis de bilirrubina, pigmento que faz parte da composição da hemoglobina.

 – É preciso ter mais atenção à alimentação desta criança desde a tenra idade

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Verdadeiro. Os filhos de mães diabéticas apresentam maior incidência de obesidade na infância e na adolescência, por esse motivo, os cuidados com alimentação devem iniciar desde o nascimento.
A alimentação do recém-nascido deve ser constituída apenas de leite materno, evitando a utilização de outros alimentos conforme aconselha a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Diversas pesquisas indicam que amamentar durante o tempo correto (no mínimo durante seis meses) reduz significativamente o risco de desenvolvimento de obesidade infantil.

 – Toda mulher diagnosticada com diabetes gestacional precisa fazer atividade física

Diabetes durante a gestação: uma ameaça à saúde da mãe e do filho – Falso. Os exercícios são aliados dos portadores de diabetes já que tornam mais eficientes a absorção de glicose pelos tecidos, aumentam a sensibilidade à insulina e auxiliam no controle do peso.
Mas, na gestação, os cuidados devem ser redobrados, pois problemas como sangramento e pressão alta impedem que eles sejam praticados.
Caso não haja qualquer contraindicação, com o aval do obstetra e contando com o importante acompanhamento de um educador físico, podem ser praticados exercícios aeróbicos de baixo impacto, como bicicleta ergométrica, natação e hidroginástica, alternados com os de força.

Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre diabetes gestacional:

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