Infarto – o coração em suas mãos

O infarto é o campeão entre os males do coração, mas também pode acontecer em outros órgãos do corpo. Entenda como acontece essa doença, que impede o fluxo de nutrientes e provoca morte no organismo.

Imagine o leito de um rio saudável. Em torno dele, tudo floresce e tem abundância de vida. Mas basta que seu curso seja desviado ou interrompido para que essas margens, agora secas, percam sua vitalidade, chegando até a morrer. Essa demostração ilustra bem o que é o infarto e como ele acontece.

Fluxo interrompido

Assim como as águas de um rio limpo levam diversidade à vegetação que está ao seu redor, o sangue é como uma seiva de vida, repleta de nutrientes e oxigênio que circulam e são necessário para o bom funcionamento do organismo.
E o infarto afeta justamente essa função de transporte exercida pelo sangue, impedindo que as substâncias vitais cheguem aos seus destinos.
“Essa doença ocorre em consequência de uma artéria que fica total  ou parcialmente obstruída.
O entupimento impede que uma quantidade suficiente de sangue chegue até a região lesionada, causando sua morte muscular”, explica o cardiologista Hélio Castello, diretor da Clínica Angiocárdio e responsável pela área de hemodinâmica dos hospitais Bandeirantes e Leforte, em São Paulo (SP).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que apenas no Brasil ocorra por ano 300 mil mortes decorrentes de problemas cardíacos. Desse grupo, o infarto é a doença que tem a maior responsabilidade.

O mais popular

Infarto do miocárdio, infarto agudo do miocárdio, ataque cardíaco ou simplesmente infarto. Todos esses nomes costumam ser usados para se referir à a mais comum das doenças do coração. É caracterizada pela necrose tecidual, isto é, morte de tecido em uma região por causa da interrupção do fluxo de sangue – nesse caso, numa área do coração.
Resultados de um a série de eventos cumulativos ao longo de anos, como alimentação inadequada, tabagismo, sedentarismo e estresse, o problema costuma acontecer por causa da obstrução de uma artéria coronariana.
Essa, por sua vez, ocorre como consequência de um processo inflamatório causado pela aderência de placas de colesterol em suas paredes.
O desprendimento de partes dessas placas de gordura cai na artéria e acaba bloqueando a passagem de sangue, que deixa de chegar àquela área do coração.
O resultado é a falência do miocárdio, músculo desse órgão, e outras consequências, que podem ser fatais.

Além da obstrução causada por placas de colesterol, o bloqueio da passagem de sangue também pode acontecer por causa de um coágulo sanguíneo ou contração brusca das paredes de uma artéria. Veja a ilustração:

Tipos de infarto

Mas o infarto não é exclusividade apenas de um órgão e pode acontecer em outras partes do corpo. Embora menos conhecidos, existem infartos no pulmão, no intestino, no baço, no fígado e no cérebro, por exemplo. A doença é dividida em dois tipos: infarto branco ou isquêmico e vermelho.
O primeiro é mais comuns em órgãos como coração, rins e baço, e causa inchaço e palidez na região afetada.
Já o segundo, também chamado de hemorrágico, é caracterizado pela permanência de sangue no local em que a artéria foi obstruída.
É mais comum em tecidos do pulmão ou intestino, onde o extravasamento de sangue é mais fácil.

Infarto ou AVC?

Quando placas de gorduras se formam na parede de artérias do cérebro e obstruem a passagem de sangue, ocorre o acidente vascular cerebral (AVC) do tipo isquêmico, também chamado de infarto ou derrame cerebral.
“Existe também o AVC hemorrágico, que ocorre quando há sangramento no próprio órgão”, explica o cardiologista Marco Antônio de Mattos, diretor do Instituto Nacional de Cardiologia.
As consequências de um AVC depende das funções neurológicas desempenhadas pela área afetada.

Quase infarto

Se você já ouviu alguém dizendo que quase teve um infarto, acredite, isso é possível. “Muitas vezes o indivíduo tem uma obstrução arterial que progride e causa uma deficiência de sangue no coração.
Mas o problema não é suficiente para provocar a morte das células do miocárdio, nem a evolução para uma necrose”, esclarece o cardiologista Roberto Giraldez, do Instituto do coração.
Quando isso acontece, recebe o nome de angina.
O problema sinaliza que o coração está recebendo menos sangue e nutrientes que o necessário.
A dor provocada é um alerta e merece cuidado especial a fim de evitar problemas mais graves.
O tratamento, geralmente , é feito com medicamentos.

Fatores de risco

Há quem pense que o infarto agudo do miocárdio seja uma fatalidade e, realmente, estima-se que 20% dos casos ocorram em pessoas consideradas saudáveis. No entanto, saber são e evitar os fatores de risco é essencial.
Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares lideram as estatísticas de causas de mortes no mundo todo, representando cerca de 30% (por volta de 17,5 milhões) do total de mortes  por causa conhecidas no planeta.
E não é diferente no Brasil, já que a própria OMS estima que cerca de 300 mil pessoas morrem todos os anos no país por conta de doenças cardiovasculares.
Desse total, cerca de 45% dos óbitos são de infarto agudo do miocárdio, boa parte do tipo assintomático, em que a pessoa não sente nenhum tipo de dor até que o problema aconteça.

No entanto, apesar dos fatores de risco  serem bem conhecidos, a entidade projeta que essa estatística será ainda mais cruel nas próximas décadas e a tendência é que aumente em 250% até o ano de 2040. Ou seja, pode atingir 750 mil brasileiros.

Perigo número 1

Cálculos da OMS apontam que atualmente a hipertensão arterial é responsável por cerca de 13% das mortes no mundo todo. Em números mais simples, o problema mata 7,5 milhões de pessoas por ano. No Brasil, também é a grande inimiga do coração e reconhecidamente a maior causadora de doenças no órgão.
O Ministério da Saúde estima que cerca de 30% da população do país seja hipertensa.
Para piorar, menos da metade dos brasileiros que sofrem com o problema consegue manter a pressão arterial sob controle.
Ou seja, aumentam sensivelmente o risco de serem vítimas de um infarto do miocárdio.

Apesar de ser considerada a maior causa de infartos no Brasil, a pressão alta é um risco parcialmente controlável e as estatísticas poderiam ser reduzidas.
Uma dieta com baixo teor de sal e um programa específico de exercícios físicos, aliados a uma mudança de hábitos capaz de diminuir o estresse, contribuem para manter a pressão em níveis satisfatórios.
Por outro lado, a hipertensão é crônica, quem tem, nunca estará totalmente livre do problema.
Assim, a pessoa hipertensa deve evitar tudo que afeta a pressão arterial e mantê-la sobre controle rigoroso.

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Peso excessivo

Um dos problemas de saúde que mais tem aumentado no mundo, especialmente nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, é a obesidade.  Apesar de muita gente se preocupar apenas com o lado estético da questão, os riscos vão muito além disso.
Para se ter uma ideia, a OMS calcula que no mundo todo, perto de 3 milhões de pessoas morrem todos os anos em consequência do sobrepeso ou obesidade.
“A obesidade visceral (abdominal) associa-se a outros fatores de risco como a hipertensão arterial, o diabetes e a dislipidemia (altos níveis de gorduras circulando no sangue), os principais responsáveis  pelas doenças coronarianas.
A obesidade aumenta em até três vezes o risco de infarto e em cinco vezes o risco de desenvolver diabetes”, lembra o cardiologista Marco Antônio de Mattos, diretor do Instituto Nacional de Cardiologia.
Esse é mais um fator possível de ser controlado, através da mudança de hábitos com a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos.

Sem controle

Homens com mais de 45 anos e mulheres acima de 55 anos naturalmente estão sob risco maior de sofrer um infarto. Igualmente, estudos comprovam que o índice de antecedentes familiar (pai e mãe) com alguma doença cardiovascular entre os infartados pode chegar a 40%.
Entretanto, isso não significa que quem tem alguém na família com esse problema sofrerá um infarto.
Idade e hereditariedade são apenas indicativos da necessidade de manter os demais fatores de risco sob controle, como: medir sempre a pressão arterial, não fumar, ter uma alimentação saudável e realizar atividades físicas com frequências.

Risco assumido

O segundo maior fator de risco para o infarto do miocárdio é o tabagismo. A OMS calcula que 10% das doenças coronarianas são causadas pelo cigarro, incluindo aí o tabagismo passivo. Estudos americanos apontam que os fumantes correm um risco duas vezes e meia maior que os não fumantes de sofrerem um infarto.
“A nicotina ocasiona aumento de radicais livres no organismo, que favorecem a deposição de gordura nas artérias”, assegura o cardiologista Roque Savioli.
Ou seja,  a nicotina, composto químico abundante no cigarro, age da mesma forma que o colesterol, formando placas que , aos poucos e, sem dar qualquer sinal, vão entupindo as artérias.

E o péssimo hábito de fumar pode ser até mais perigoso, especialmente se estiver associado a outros fatores de risco. Tanto que é considerado uma das causas da hipertensão e agravante de quadros de estresse. Mais: prejudica a performance em atividades físicas, um fator de proteção contra infarto, o que pode desencorajar o praticante.
Por outro lado, esse é o mais evitável de todos os fatores de risco para o infarto, uma vez que depende de uma única atitude: abandonar o vício.
Já os demais nem sempre dependem do indivíduo ou podem ser totalmente controlados.

Diabetes

Segundo a OMS, o diabetes é responsável por mais de 1,3 milhões de mortes no mundo e 60% desses óbitos estão relacionados a doenças cardiovasculares. “O diabetes é o principal fator de risco isolado para as doenças cardíacas. Quando não controlado, ele acelera o envelhecimento arterial, comprometendo  as funções do coração.
A artéria de um indivíduo de 30 anos que possui diabetes e não faz o controle pode ser comparada à de um indivíduo de 60 anos.
Mas só para aqueles que não fazem controle.
Por isso, é importante manter sempre os níveis de glicemia nos valores ideais para evitar danos à saúde, como insuficiência renal, AVC, Perda de visão, entre outros”, afirma o cardiologista Christiano Barros.

Embora seja também uma doença crônica e sem cura,, atualmente o diabetes é totalmente controlável. para tanto, é necessário acompanhamento médico,com exames periódicos dos níveis de triglicérides e colesterol.
Medir a pressão arterial deve-se tornar uma rotina para os diabéticos, assim como manter uma dieta controlada e realizar exercícios físicos sob orientação de um profissional especializado.
Os paciente mais dedicados conseguem uma qualidade de vida muitas vezes superior a de quem não tem a doença e reduzem bastante os riscos de infarto.

Colesterol

O colesterol é considerado um dos maiores inimigos do coração. Pode ser definido como um tipo de gordura que se liga a proteínas, presente na corrente sanguínea. As lipoproteínas mais conhecidas são LDL ( de baixa densidade) e HDL (de alta densidade). É produzido pelo fígado, através da ingestão de alimentos com componentes gordurosos.
Em excesso, acarreta aumento dos níveis de gordura na corrente sanguínea e consequente deposição nas paredes dos vasos, ocasionando a aterosclerose.
“A aterosclerose é uma doença caracterizada pela obstrução dos vasos sanguíneos, causada pela formação de placas de ateroma, que são compostas principalmente pelo colesterol, que se acumula na parede dos vasos, provocando diminuição do seu calibre”, explica a cardiologista Viviane Cordeiro Veiga.

A OMS calcula que, no Brasil, de 44% a 56% dos homens tenham níveis elevados de colesterol; nas mulheres a porcentagem é menor: 37,5% a 45%. por outro lado, esse também é um fator de risco controlável, basta um exame de sangue para constatar se os níveis de colesterol estão dentro dos padrões.
caso estejam acima, o melhor a fazer é iniciar um dieta com menos alimentos gordurosos.

Sedentarismo

Apesar do clima favorável para a realização de atividades físicas ao ar livre, teoricamente mais prazerosas e de baixo custo, o Brasil é um dos países campeões do sedentarismo segundo dados da OMS.
A entidade estima estima que entre 44 e 71% dos brasileiros sejam sedentários, ou seja, praticam exercícios físicos intensos por 30 minutos menos de 3 vezes por semana.
Embora sejam dados questionáveis, uma vez que não consideram atividades realizadas durante a jornada de trabalho, servem como alerta.
Muitos estudos comprovam os benefícios de exercícios na prevenção de doenças cardiovasculares.
Além de ser a melhor forma de queimar calorias, portanto, evitar a obesidade, a atividade física contribui para dilatar os vasos sanguíneos, facilitando o fluxo do líquido.
Também contribui para manter a pressão arterial, os níveis de glicemia e insulina equilibrados.

Agravantes

 Estresse em si não provoca infarto, caso a pessoa não possua nenhum outro fator de risco. Mas para quem tem alguma predisposição, funciona como um gatilho, detonando o processo.
“O estresse pode afetar os níveis de colesterol através da liberação de algumas substâncias pelo organismo, dentre elas o cortisol.
Além disso, a tensão exerce influência sobre os hábitos de vida, como aumento do tabagismo e má alimentação”, afirma  a cardiologista Viviane Cordeiro Veiga.

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 Homocisteína – trata-se de uma proteína que, quando em excesso no sangue, age de modo semelhante ao colesterol LDL, do tipo ruim. Estudos realizados na Universidade de Harvard, noa Estados Unidos, associam tabagismo, excesso de café e álcool à elevação dos níveis de homocisteína no organismo.
Evitar esses riscos e manter uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos contribui para diminuir os níveis da proteína no sangue.

Tempo é vida

Quando o problema é dor no peito, cada segundo é fundamental para evitar um mal maior. Por isso, aprenda a reconhecer os sinais que o corpo dá ( os eu e o de quem está ao seu redor) e saiba lidar com um possível infarto.
De cada três pessoas que infartam, uma morre, e a maioria dos óbitos decorrentes do doença acontece acontece nas primeiras horas de sua manifestação.
Estima-se que, depois do início dos sintomas cada minuto sem socorro à pessoa infartada equivale a menos 11 dias de vida.
Mas o espanto causado poer essas estatísticas não é nada diante da sensação pavorosa de estar infartando.
Pelo menos é esse o testemunho de quem passou e sobreviveu ao infarto do miocárdio, o tipo mais comum do mal.
Uma dor forte e aguda na região do peito é o que mais caracteriza o problema.
mas é sempre assim?  Especialista conta como reconhecer e reagir diante das evidências de um infarto.

Interpretando o corpo

“A doença isquêmica tem sintomas visíveis, por isso as pessoas precisam estar atentas quando o corpo “falar””, afirma o cardiologista Hélio Castello. O especialista diz que a primeira pista de que a pessoa pode estar sofrendo um infarto é o grande desconforto causado por uma dor intensa sentida no centro do peito.

Outra evidência é a irradiação dessa dor para diferentes regiões do corpo, como mandíbula, pescoço, ombros e braços, principalmente o esquerdo. Esses sinais podem vir acompanhados de palidez, desmaio, suor excessivo, náusea e falta de ar. A dor pode piorar e persistir, somada à queda de pressão arterial e confusão mental.
“Esse quadro significa que a situação é grave e a melhor coisa a se fazer é ir em busca de ajuda.
Logo quando surgem os primeiros sintomas, deve-se procurar socorro médico”, diz o especialista.
Não espere mais que dez minutos para pedir ajuda especializada.

Um terço das pessoas infartadas morre sem sequer receber atendimento médico. Por isso, a primeira e mais importante medida a ser tomada diante de uma vítima de infarto é ligar para o 192, central de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de urgência (Samu). Outros telefones úteis: 193 (Corpo de Bombeiros) e 190 (Polícia Militar).

Sempre alerta

Os principais sintomas de infarto são:

– Pressão desconfortável no peito ou nas costas, que demora mais do que dez minutos para desaparecer.

– A dor espalha-se para ombros, pescoço ou braços.

– A dor no peito vem acompanhada de tonturas, suor, náusea, respiração curta ou falta de ar e sensação de peso no estômago.

Esse sinais podem  variar de pessoa para pessoa e podem ser intermitentes.

Rápido e preciso

O IMA, sigla em inglês para albumina modificada pela isquemia, é um novo exame sanguíneo que promete maior eficácia no diagnóstico de infarto. Ele consegue apontar se a proteína humana sofreu alguma alteração, sinalizando um processo de isquemia, isto é, um bloqueio da passagem de sangue pelos vasos.
O teste tem 75% de eficácia e é capaz de permitir uma intervenção médica antes que ocorra a morte de tecido decorrente de falta de oxigênio e nutrientes no tecido  afetado.
Diante de dor no peito por mais de dez minutos, uma amostra de sangue do indivíduo com a queixa pode apontar para um infarto.

Gravidade do problema

O infarto pode ser mais ou menos grave, conforme sua extensão, localização, idade da pessoa infartada e existência de doenças associadas, como diabetes, hipertensão e obesidade. Os considerados pequenos lesam menos o músculo cardíaco e tem melhor prognóstico, pois quanto maior a lesão, maiores as chances de óbito.
Se atinge regiões privilegiadas do coração, como a área em que são gerados os estímulos cardíacos, o infarto provoca arritmia e costuma ser mais grave.
Já quando a questão é a idade, os idosos tendem a reagir melhor à doença do que os jovens, pois, com os anos, o organismo já desenvolveu a chamada circulação colateral, uma alternativa natural para solucionar a falta de oxigênio em certos tecidos.

Você, um socorrista

Enquanto o atendimento médico não chega, você mesmo pode auxiliar a pessoa com sintomas de infarto. Procure tranquilizá-la e mantê-la aquecida. Não deixe que ela consuma nada, nem mesmo líquido. Caso o indivíduo desfaleça, confira se ainda há respiração e pulso.
Na falta desses sinais vitais, dê início aos procedimentos de recuperação cardiopulmonar e mantenha-os até que o socorro chegue, se você tiver os conhecimentos necessários para tal.
Diversos hospitais disponibilizam cursos básicos de primeiros socorros muito úteis em situações como essa.

Muitas pessoas confundem infarto com parada cardíaca. Na verdade, o infarto é uma das causas da parada cardíaca e acontece quando alguma artéria deixa de levar sangue ao músculo cardíaco, o miocárdio. Essa falta de irrigação pode afetar pequenas ou grandes partes do músculo do coração – fator do qual dependerá a gravidade do infarto.

Como reconhecer:

  • Dor no peito
  • Formigamento e dor nos braços e nos ombros, especialmente do lado esquerdo
  • Desconforto na região do estômago (pode ser confundido com azia)
  • Palpitação
  • Suor excessivo e palidez
  • Náusea
  • Falta de ar

Como agir:

  • Chame imediatamente o serviço médico de emergência
  • Mantenha a vítima deitada e afrouxe as roupas dela
  • Transmita calma
  • Se ela entrar em parada cardíaca inicie os procedimentos de reanimação

Parada Cardiorrespiratória

A principal emergência cardíaca é a Parada Cardiorrespiratória, quando o coração para de bombear o sangue, podendo levar à morte súbita. Neste caso, siga os passos:

  • Fale com a pessoa e verifique se está bem.
  • Se não obtiver resposta, encarregue alguém de pedir ajuda.
  • Coloque a pessoa deitada com as costas no chão.
  • Eleve a cabeça para trás, desobstruindo as vias aéreas, o que facilita a respiração.
  • Verifique a respiração e, para tanto, tente ouvir ou sentir a pessoa respirando, ou ver o pulmão inflando.
  • Se não estiver respirando, faça respiração boca-a-boca.
    Tape o nariz da pessoa, sele a boca com a sua e sopre duas vezes, observando o pulmão inflar.
  • Depois faça 30 compressões torácicas.
    Coloque uma mão sobre a outra, as duas no meio do peito entre os mamilos, braços retos e coloque todo o peso do corpo sobre as mãos.
  • Intercale 30 compressões com 2 respirações boca-a-boca e mantenha o procedimento até chegar o socorro médico.
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Com estes procedimentos é possível manter o coração e o cérebro vivos por cerca de 30 minutos.

Para reverter o quadro e restabelecer a respiração é preciso aplicar um choque elétrico com o Desfibrilador Externo Automático (DEA), aparelho fácil de ser carregado e simples de ser operado. Todo carro de emergência tem um (ou pelo menos deveria ter!). Após a chegado do socorro médico, deixe que eles assumam o paciente.
Como prevenir:

  • Ter uma alimentação saudável
  • Não fumar
  • Não beber em excesso
  • Praticar exercícios físicos
  • Verificar o colesterol regularmente
  • Ficar atento a fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão
  • Se informar sobre seu histórico familiar de doenças do coração
  • Adotar um estilo de vida que ajude a diminuir o stress do dia a dia

Você, a vítima

Se o problema acontecer com você, também é possível administrar a situação até que o socorro médico chegue. “É importante tossir com força, profunda e prolongadamente, várias vezes. Não se esqueça de inspirar antes de tossir.
Repita essa sequência de inspirar/tossir a cada dois segundos, até que chegue algum socorro o até que o coração volte a funcionar normalmente”, ensina Castelo.
Tudo isso tem muito valor, pois a inspiração profunda leva oxigênio aos pulmões e a tosse contrai o coração, permitindo a circulação do sangue.
Além disso, a própria pressão da contração ajuda o órgão a retomar o seu ritmo normal.
Se puder, tome 2 aspirina (AAS – Ácido Acetil Salicílico ) e avise que tomou, quando o socorro chegar.

Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes. Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco.
60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram… Mas a dor no peito, pode acordá-lo de um sono profundo.
REFORÇANDO: Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um pouco de água.
Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ”ataque cardíaco” e que tomou 2 Aspirinas.
Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, com inspiração profunda, pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.
NÃO SE DEITE !!!!

Mal silencioso

Segundo estudos realizados em 1.600 hospitais americanos, é grande o número de pessoas que não percebem estar tendo um infarto De 14% a 25% dos casos ocorrem sem que o indivíduo sinta dor. Os sintomas costumam ser menos intenso em mulheres, diabéticos e idosos. Como consequência, a vítima demora mais tempo a ser socorrida.
Sabendo que o atendimento precoce é determinante para um bom prognóstico, essas pessoas que não sentem as dores comuns ao infarto correm duas vezes mais risco de morrer.

Outras origens

Embora seja mais comum associar uma dor no peito com o temido infarto, é possível que esse sintoma aponte para outras causas bem menos graves. Como o tórax reúne diversos órgãos, até mesmo gases e espasmos nos vasos sanguíneos podem provocar dores torácicas. A angina, por exemplo, provoca dor no peito, na nuca e nos braços.
Pode ser considerada o início de um infarto, já que causa a deficiência de sangue e nutrientes em alguma parte do coração.
A diferença é que a interrupção da circulação não chega a causar a morte do tecido afetado.
Geralmente, acontece em um momento de esforço e estresse, mas passa na ausência dessas pressões.
Se a dor persistir, é sinal de que pode ter evoluído para um infarto.
Portanto é preciso tratar da angina para que ela não se torne um mal mais grave.

Luz, imagem e avaliação

Segundo pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os exames de imagem são o futuro no diagnóstico precoce de infarto. A ressonância magnética conseguiu mostrar com perfeição o espessamento das paredes arteriais provocado pelo acúmulo de placas de gorduras, fase bastante anterior a um provável infarto.
A promessa também se estende à tomografia computadorizada.

Treinamento para a vida

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)o oferece o curso “Ressuscitação Pulmonar na Escola”, que tem o objetivo de preparar estudantes para realizarem procedimentos de primeiros-socorros no ambiente de estudos, em casa ou no trabalho.
Espera-se que esses alunos possam tomar as primeiras providências em relação a uma pessoa que esteja sofrendo de uma emergência cardiorrespiratória (engasgo, infarto, parada cardiorrespiratória), ou de uma emergência cerebral (derrame).
A carga horária é de apenas 5 horas, com material didático incluso e o curso pode ser realizado com estudantes a partir do último ano do ensino fundamental.
Estudos apontam que os filhos costumam estar presentes quando seus pais sofrem um mal cardíaco e/ou respiratório e, por isso, o preparo é muito valioso.

Como ter um infarto?

– Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

– Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

– Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

– Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

– Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

– Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes..

– Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

– Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .)

– Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

– Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

– Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

– E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

 

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