Intolerância à lactose: o que você sabe sobre isso?

A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir lactose. A lactose é um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos. A Lactose (açúcar do leite), um dissacarídeo que com a ação da enzima lactase, transforma-se em dois monossacarídeos: glucose e galactose.
Estes carboidratos simples, após formados, são facilmente absorvidos pelo corpo.
Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.
 Essa intolerância é resultado da falta da enzima lactase, produzida no intestino delgado, que tem a finalidade de decompor o açúcar do leite em carboidratos, para a sua melhor absorção.
 ”Com a deficiência ou ausência na produção dessa enzima (lactase), a digestão da lactose torna-se difícil e chega ao intestino grosso inalterada, sendo fermentada por bactérias, produzindo assim acido láctico, gases e sintomas típicos da indigestão”, explica Patrícia Modesto nutricionista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Além disso, a presença de lactose no intestino grosso aumenta a retenção de água, podendo causar diarreia e cólicas.

A nutricionista ainda alerta para a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite. “A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico. A alergia não envolve a enzima lactase.
A proteína do leite (caseína) provoca um processo alérgico que aparece na forma de manchas avermelhadas no corpo, vômitos e diarreias”, explica.

O que é a lactase?

A lactase é a enzima responsável pela hidrólise da lactose (quebra da lactose em galactose e glucose). É justamente a deficiência na produção desta enzima pelo nosso organismo que é a causa principal da intolerância à lactose.
O aspecto positivo é o fato de esta enzima ser atualmente produzida por diversos laboratórios e poder ser comprada com facilidade.
Tire suas dúvidas e saiba mais sobre os produtos disponíveis no mercado.

Quais os tipos de intolerância à lactose?

Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos:

– Deficiência congênita da enzima: é um defeito genético raro, relacionado com a incapacidade de produzir a lactase.

 – Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais: é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarreia persistente, com posterior morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.

 – Deficiência primária ou ontogenética: Estatisticamente, este tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase.
Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

Qual o teor de lactose em um copo de leite?

O leite de vaca, assim como todos os outros leites de origem animal, contém em média 5 gramas de lactose por cada 100 ml de leite. Assim, um copo de leite (250 ml) contém 12,5 g de lactose. O leite humano é o mais rico em lactose. Ele contém cerca de 7 g de lactose por cada 100 ml.

Quais as causas?

A intolerância à lactose ocorre quando o intestino delgado não produz enzima lactase suficiente. As enzimas ajudam o corpo a absorver alimentos. Não ter lactase suficiente é chamado de deficiência de lactase.

Os corpos de bebês produzem esta enzima para que eles possam digerir leite, incluindo leite materno.

Bebês prematuros às vezes têm intolerância à lactose. As crianças que nasceram de gestação a termo geralmente não mostram sinais de intolerância à lactose até completarem pelo menos 3 anos de idade.

A intolerância à lactose pode começar em diferentes momentos da vida. Em indivíduos brancos, ela geralmente afeta crianças acima dos 5 anos de idade. Em afro-americanos, a intolerância à lactose frequentemente ocorre em torno dos 2 anos de idade.

É mais comum nas populações asiática, africana, nativa norte-americana e nas populações mediterrâneas do que entre a população do norte e oeste europeu.

É muito comum em adultos e não é perigosa. Aproximadamente, 30 milhões de adultos norte-americanos apresentam intolerância a alguma quantidade de lactose até os 20 anos de idade.

Dentre as causas da intolerância à lactose podem ser citadas:

  • Cirurgia intestinal
  • Infecções do intestino delgado causadas por vírus ou bactérias que podem afetar as células do revestimento do intestino (geralmente em crianças)
  • Doenças intestinais, como sprue celíaco

Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

  • Diarreia (ou à vezes constipação)
  • Distensão abdominal
  • Gases
  • Náuseas/vômitos
  • Sintomas de má digestão
  • Indigestão
  • Refluxo

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A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera. As manifestações variam. Para algumas pessoas surgem poucos minutos depois da ingestão de alimentos com lactose, outras só sentem após várias horas. Elas não representam grande perigo, mas são bem desconfortáveis.

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Como saber se você tem intolerância à lactose?

Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis de intolerância, pois a quantidade de enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

Quais os tipos de exames existentes?

Há diversos exames que detectam o problema. Entre os exames que o médico pode solicitar estão:

Enteroscopia: É um exame que permite a observação das áreas do tubo digestivo que os exames convencionais de endoscopia digestiva não conseguem alcançar, isto é, o duodeno distal, o jejuno e o íleon, que no seu conjunto formam o intestino delgado.
O paciente só tem que ingerir uma cápsula, que internamente tem uma micro câmera feita de um material inerte, e aguardar as 8 horas que demora o procedimento.
Enquanto a cápsula “viaja” por seu intes­tino, o paciente pode fazer qualquer coisa que não exija esforço, como ler um livro ou assistir a um filme.
Posteriormente, a cáp­sula é eliminada de maneira natu­ral.
Este exame não é invasivo nem requer anestesia e seu procedimento pa­rece tão simples e fácil que, ­segundo os médicos, até as crianças podem realizá-lo A cápsula tem dimensões reduzidas e é constituída por uma lente, fonte de luz, bateria e uma antena permitindo captar imagens e transmiti-las para um registador.
No final do exame as imagens captadas e armazenadas, pelo registador, são transferidas para um computador permitindo assim a sua visualização e análise pelo médico Gastrenterologista.

Teste de tolerância à lactose: ingere- se lactose pura e nas horas seguintes coleta-se amostras de sangue que indicam os níveis de glicose.
Se o gráfico mostrar que a concentração de glicose no sangue quase não sofreu alteração ou não aumentou, quer dizer que o indivíduo tem baixa atividade da enzima lactase, ou seja, é intolerante à lactose.
Não costuma ser usado em crianças muito novas, pois pode causar diarreia e desidratação fortes.

Monitoração da quantidade de hidrogênio: mede-se de forma indireta a quantidade de hidrogênio presente na respiração após a ingestão de lactose. O hidrogênio é produzido durante a fermentação da lactose pelas bactérias no intestino grosso. Cigarro, certos alimentos e também alguns medicamentos alteram o resultado.
Também não é indicado para crianças.
  Uma variação do gás hidrogênio expirado (H2) entre a dosagem basal e após sobrecarga maior ou igual a 20 ppm indica malabsorção de lactose.
Este teste apresenta alta sensibilidade, porém é pouco utilizado pela dificuldade técnica e pelo alto custo do método.

Pesquisa de substâncias redutoras nas fezes: verifica-se a acidez e a cor das fezes. Os ácidos produzidos e os açúcares não digeridos alteram o pH e a coloração fecal. Pode ser aplicado em bebês e crianças.

O problema na infância

Além desses testes, no entanto, é importante que a própria pessoa preste atenção no funcionamento do seu organismo. “Só assim é possível conhecer o limite de cada um para a ingestão de leite e seus derivados”, ressalta Cristina Grandjean, nutricionista do Spa Fazenda Igaratá, no Vale do Paraíba (SP).
 Não é comum a intolerância à lactose aparecer em recém-nascidos – a não ser quando o bebê apresenta a deficiência congênita, geralmente em prematuros nascidos com menos de trinta semanas, que são incapazes de produzir a lactase.
Mas pode acontecer em crianças a partir de um ano.
Assim como nos adultos, é preciso saber a quantidade da substância que o organismo do pequeno aceita, sem lhe causar mal.
Aqui vale alertar que a introdução de suplementos de cálcio são essenciais para aquelas que consomem pouco ou nenhum leite na dieta.
“Aconselho as mães acrescentarem uma colher de sobremesa de gergelim diariamente, que é rico em cálcio”, ensina a nutricionista Cristina Grandjean.

É possível controlar

Não existe medicamento para aumentar a produção de lactase em pessoas que apresentam tal reação ao leite e seus derivados. Mesmo assim, é fácil controlar a intolerância por meio de dietas, evitando alimentos que provocam os sintomas. “Geralmente os jovens e os adultos não precisam eliminar a lactose completamente.
Para alguns, um copo de leite não faz mal.
Já outros podem consumir queijos curados, mas não os frescos”, explica o médico Douglas Quirino Carignani Jr.

É importante testar os limites de ingestão de lactose que cada indivíduo suporta e descobrir seu próprio nível de intolerância. “Experimente beber leite em pequenas quantidades, mas não com o estômago vazio. O ideal é ingeri-lo com outros alimentos.
Geralmente a versão integral é mais aceita, pois é digerida mais lentamente do que a desnatada”, explica a nutricionista Cristina Grandjean.
 Segundo ela, iogurte e queijos curados também costumam ser bem tolerados.
Outra boa opção de consumo é o leite hidrolisado, no qual boa parte da lactose já está fermentada e, portanto, bem digestível.
“Pastilhas mastigáveis contendo lactase ajudam na digestão de alimentos sólidos que apresentam a substância”, ressalta.
 Para casos mais severos, de alta rejeição, o leite de soja é uma solução mais econômica do que os leites desenvolvidos sem lactose.
Além disso, traz nutrientes semelhantes ao da bebida de origem animal.
“Por isso, seu consumo é apenas uma questão de hábito”, conclui Cristina.

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Um caso real

Mari Maellaro sempre consumiu leite e derivados à vontade. Quando engravidou, no entanto, começou a sentir muito enjoo. “Também tinha azia e esses alimentos não paravam no meu estômago”, lembra. O problema prolongou-se até o nascimento da filha, Giovanna. “Assim que dei à luz, tentei beber um copo de leite com morango.
Estava louca de vontade, mas passei mal, além de ter provocado cólicas no bebê que mamava no peito”, lembra.
Isso já era indício de que a menina seria intolerante à lactose, o que foi confirmado mais tarde, devido às fortes cólicas e as fezes mal cheirosas que apresentava após a amamentação.
“O problema manifestou-se nos primeiros dias.
A pediatra orientou-me a suspender o consumo dos alimentos com lactose até o desmame”, conta.
Quando introduziu a mamadeira, Giovanna rejeitou todos os leites oferecidos.
A solução foi o leite de soja.
“Foi uma luta encontrar um que ela gostasse.
Certa vez ficou dois dias sem mamar”.
A garota não podia consumir nada que tivesse leite.
“A intolerância dela era tão forte que se provasse uma bolacha com soro de leite na formulação, passava mal”, conta.
Na Páscoa, a mãe chegou a ligar para os fabricantes de chocolate para saber se faziam ovos com leite de soja.
“Tive retorno de uma nutricionista de uma grande marca de chocolate que me informou que minha filha poderia consumir chocolate meio amargo, já que não levava leite na composição”, revela.
Hoje, aos 5 anos, Giovanna come de tudo: não tem privações, mas sim precauções.
“Nesse caso, a mãe é intolerante, mas suporta uma quantidade de leite que é superior à quantidade que sua filha aguenta”, explica a nutricionista Cristina Grandjean.

Adulto precisa de leite?

Teoricamente não. Na natureza, os mamíferos só consomem a bebida na infância. Depois, a base da dieta é carne ou vegetais. O homem é o único que insiste em tomar leite na idade adulta.
“Com o tempo, a tendência do corpo humano é produzir menos lactase, portanto, dificultando a absorção da lactose”, explica o nutrólogo João César Castro Soares.
Os médicos e a nutricionista consultados não desaprovam manter o leite no cardápio dos adultos.
“Acredito que saber balancear é o caminho”, diz Cristina Grandjean.
Quando o assunto é a necessidade de cálcio para o organismo – que está associada ao consumo de leite e seus derivados -, o médico Douglas Carignani alerta que o mineral está presente em outros alimentos, como as folhas verde-escuras, e com a vantagem de não possuir lactose.
“E se a idéia é prevenir a osteoporose, não adianta pensar apenas no cálcio.
Para se fixar no osso, a substância depende também do hormônio estrogênio, de manganês, magnésio, bromo, fósforo, vanádio, vitaminas K e D”, explica.
E mais: se o indivíduo não fizer qualquer atividade física, não há como o organismo promover uma maior formação óssea.
“Ele precisa de estímulo para fortalecer o tecido ósseo e assim fixar o cálcio e todos os outros minerais e vitaminas citados.
Pensar só no cálcio é ignorar a fisiologia óssea”, conclui Douglas Carignani.
 Segundo o gastroenterologista Flavio Steinwurz e a nutricionista Camila Diniz, qualquer alimento que contém lactose pode fazer mal, como leite de vaca ou cabra, queijo branco, manteiga, margarina, requeijão, iogurte, pudim, bolo, creme de leite, leite condensado, biscoito ao leite, pão de leite, pizza de muçarela e a maioria dos adoçantes em pó.
 Em geral, iogurtes podem ser mais bem tolerados que o leite, porque parte do açúcar é fermentada.
Porém, a maioria dos iogurtes, especialmente os de consistência firme ou cremosa, contêm leite em pó e/ou soro de leite, para melhorar a textura.
Além disso, alguns iogurtes apresentam o mesmo percentual de lactose que o leite de vaca: cerca de 5%.
 De acordo com o Conselho Nacional de Laticínios dos EUA (NDC, na sigla em inglês), as muçarelas de búfala e cabra contêm 2% de lactose, menos da metade do teor de um copo de leite ou iogurte.
Dependo do grau de intolerância do paciente, esses queijos podem ser substitutos na dieta.
Para não ficar em dúvida, leia sempre o rótulo e verifique se o produto inclui lactose na formulação.
Remédios também podem incluir lactose – por isso, veja a bula.

É importante não confundir a intolerância à lactose com outras doenças ou disfunções que podem causar quadro similar.

São elas:

  • Alergia à proteína do leite (caseína)
  • Síndrome do intestino irritável
  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Colite ulcerativa
  • Alergias alimentares
  •  Endometriose

Diagnóstico

É feito por dois testes. No primeiro, que é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose. Se não houver alteração, a pessoa é intolerante à lactose.
 Há também um exame respiratório que custa cerca de R$ 120 e monitora a quantidade de hidrogênio nos gases exalados após a ingestão da lactose.
 Para quem estiver com suspeita de intolerância à lactose e quiser fazer um teste em casa, basta retirar da alimentação os leites e derivados durante uma semana.
Se o desconforto sumir, pode estar aí o motivo.

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O que evitar

  • Leite de vaca
  • Leite de cabra
  • Queijo fresco
  • Manteiga
  • Requeijão
  • Creme de leite
  • Iogurtes (costumam ser mais bem tolerados que o leite)
  • Bolachas, bolos e pudins
  • Adoçantes em pó

Opções de leite e derivados para intolerantes à lactose

  • Leite com baixa lactose
  • Leite de soja
  • Leite de arroz
  • Queijos brie, camembert, roquefort, cheddar, parmesão, prato e emmental (são mais gordurosos e calóricos que os brancos)

Outros alimentos sem lactose

  • Pão francês
  • Presunto
  • Geleia
  • Adoçante em gotas
  • Café
  • Maionese
  • Azeite
  • Salada de frutas

Importância do cálcio

O leite e seus derivados são ricos em proteínas, vitaminas e a principal fonte de cálcio da alimentação, nutriente fundamental – junto com a vitamina D – para a formação e a manutenção da massa óssea. Tomar de dois a três copos de leite por dia contribui para um adulto atingir suas recomendações de cálcio.
O iogurte também pode ser uma opção para garantir esse fornecimento.
Crianças, adolescentes, grávidas e idosos devem consumir mais leite e derivados que as demais pessoas.
 É recomendável, porém, que o leite não seja ingerido durante as refeições principais (almoço e jantar), pois o cálcio pode atrapalhar a absorção do ferro de origem vegetal, e vice-versa.
Uma xícara de espinafre fornece aproximadamente 25% das necessidades diárias.
 O gergelim é outra fonte de cálcio, tanto o torrado quanto o branco, apesar de este ser digerido com mais facilidade.
Duas colheres de sopa por dia correspondem a um copo de leite.

Recomendações diária de cálcio

  • Crianças (0-8 anos): 200 a 800 mg
  • Crianças/adolescentes (9-18 anos): 1.
    300 mg
  • Adultos (19-50 anos): 1.
    000 mg
  • Adultos (mais de 50 anos): 1.
    200 mg
  • Gestantes e lactantes: 1.
    000 a 1.
    300 mg

Outras fontes de cálcio

 Tratamento

Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados por meio de dieta e medicamentos. Geralmente, a diminuição ou a remoção de produtos lácteos da dieta melhora os sintomas da intolerância à lactose.
 A maioria das pessoas com baixos níveis de lactase pode tolerar de 55 a 115 gramas de leite de uma só vez (até meia xícara) sem ter sintomas.
Porções maiores (225 gramas) podem causar problemas para pessoas com deficiência de lactase.
O que comer:

  • Leite de manteiga e queijos (eles têm menos lactose do que o leite)
  • Produtos lácteos fermentados, como iogurte
  • Leite de cabra (deve ser ingerido juntamente com as refeições e suplementado com aminoácidos essenciais e vitaminas se for oferecido a crianças
  • Sorvete, milk-shakes e queijos envelhecidos ou duros
  • Leite e produtos lácteos sem lactose
  • Leite de vaca tratado com lactase para crianças maiores e adultos
  • Fórmulas de soja para crianças com menos de 2 anos
  • Leite de soja ou de arroz para crianças pequenas

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Você pode adicionar enzimas lactase ao leite normal ou tomá-las em forma de cápsulas ou comprimidos mastigáveis. No entanto, a ausência de leite na dieta pode levar a uma deficiência de cálcio, vitamina D, riboflavina e proteína. Procure por outras alternativas.

Restabeleça o contato com o leite

Mesmo que tenha intolerância à lactose, você pode incluir produtos à base de leite em sua alimentação.

  • Comece aos poucos. Comece com 1?4 de xícara de leite e vá aumentando gradualmente a quantidade. Aos poucos, sua tolerância aumentará. Quanto mais evitar o leite, mais intolerante ficará.
  • Beba leite junto às refeições, nunca de estômago vazio.
  • Coma iogurte.
    As culturas ativas no iogurte o tornam bastante digerível.
  • Beba leite com baixo teor de lactose

Remédios para intolerância à lactose

Em alguns países encontramos a lactase em forma de cápsulas, que devem ser ingeridas junto com os alimentos. No Brasil estas cápsulas ainda não estão liberadas pela Anvisa. Um dos melhores é o LACTAID, é importado e difícil de encontrar por aqui.
 O Lactaid é um suplemento alimentar que contém uma grande concentração de Lactase, enzima responsável por degradar o açúcar do leite e que todos nós temos ( ou deveríamos ter ) na flora natural.
A baixa concentração dessa enzima ou a falta dela origina diferentes graus de intolerância à lactose.
Preço nos EUA: entre US$ 12,00 a US$ 15,00 (caixa).
Algumas lojas importadoras chegam a cobrar até R$ 150,00(caixa).
Se tiver algum amigo que vá aos EUA, não hesite: Peça para comprar!.

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