Porque o nariz e a testa são regiões do rosto tão oleosas?

A oleosidade da pele é dada pela pilossebáceas – músculo que fica perto do pelo e glândula sebácea -, que tem quantidade por centímetro quadrado diferente em cada parte do corpo. A concentração de pilossebáceas é maior na testa, nariz e queixo (zona T), onde se produz mais sebo, o que deixa a pele mais oleosa e grossa.
Isso, entretanto, não caracteriza um problema com a pele e pode ser revestido com o uso de produtos adequados indicados pelo dermatologista.
Nos casos mais graves, normalmente em conjunto com o excesso de acne, o especialista pode receitar medicamentos via oral.

Quem tem pele oleosa sabe o drama que é controlar o excesso de brilho. Lavar o rosto várias vezes durante o dia, passar lencinhos umedecidos e produtos adstringentes são algumas das medidas preventivas mais comuns.
 Mas qual delas realmente funciona? “É preciso prestar atenção no tipo de sabonete que você usa, na composição da maquiagem e até no seu corte de cabelo” , afirma o dermatologista Ademir Junior, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

A seguir, o especialista explica tudo o que você precisa fazer para proteger a pele contra o excesso de oleosidade e, consequentemente, ficar longe de cravos e espinhas, além de evitar aquele aspecto brilhante que derrete qualquer maquiagem.

Na hora do banho: O primeiro cuidado é regular a temperatura da água. Muito quente, ela remove a oleosidade natural da sua pele, incentivando o organismo a produzir mais sebo. Resultado: oleosidade de sobra. Prefira água morna ou fresca.
A escolha do sabonete também é importante: use produtos específicos para o rosto, que também não agridem a pele desta região.
Algumas marcas, inclusive, dispõem de opções específicas para cada tipo de pele.

Maquiagem: O uso do pó é comum entre as mulheres que têm vergonha do brilho excessivo, produzido pelas peles oleosas. Desde que você tenha o hábito de limpar corretamente a pele, com uma espuma de limpeza e uma loção adstringente, pode usar maquiagem sem medo.
Se possível, busque produtos que são desenvolvidos para pele oleosa, ou seja, que não incentivam a produção de sebo.
Também peça por opções com o chamado efeito mate, que dão aspecto mais seco.

Lenços umedecidos: Eles até aliviam aquela sensação pegajosa, mas não resolvem a oleosidade. A ação é restrita ao alívio do desconforto. Pode haver, inclusive, um aumento da oleosidade, caso seu lencinho contenha produtos que desgastem a pele.
Prefira andar com um pouco de loção adstringente e lenços de papel ou plaquinhas de algodão, eles são úteis quando não é possível lavar o rosto.

Efeitos da poluição: Os agentes poluentes facilitam a inflamação da pele, gerando problemas como a acne. Vale lembrar que o próprio óleo em excesso já apresenta esta propriedade, assim como a poluição, individualmente. Somando os dois, portanto, teremos maior inflamação cutânea.

Franja no rosto: A oleosidade dos cabelos e do couro cabeludo acaba prendendo-se à testa e ao rosto. Além disso, o cabelo abafa a pele, que acaba com dificuldade de respirar. Evite cortes que deixam o cabelo em contato com o rosto ou, se for o caso, mantenha os fios presos na maior parte do tempo.

Proteção contra o sol: Você nunca deve dispensá-la, mas precisa usar protetores específicos para o rosto com pele oleosa, com FPS 30 no mínimo. Em geral, esses produtos vêm em forma de gel, gel-creme ou fluido (escolha aquele cuja consistência agrada mais).
As fórmulas são pensadas não só para formar uma barreira contra os raios ultravioletas, mas também para tratar a oleosidade da pele, evitando que o problema aumente.
O sol, aparentemente, pode até melhorar a oleosidade da pele, mas não tem nenhum efeito redutor como muitos pensam.

O mito do chocolate: A Ciência ainda não dispõe de um veredicto a esse respeito. Enquanto muitos estudos dizem que o consumo de chocolate não tem nada a ver com o aumento da oleosidade, outros apontam a quantidade de gordura presente na composição como um fator desencadeante para o problema. Na prática, o dr.
Ademir recomenda que você preste atenção no próprio metabolismo e observe se o consumo causa alguma mudança na sua pele.