As dúvidas: Quando posso fazer o teste de gravidez? O que devo fazer antes de engravidar? Quais os sintomas de que você está grávida?

O momento ideal para fazer o teste de gravidez depende de que tipo de exame você vai fazer. Há dois tipos: o teste de farmácia, que é feito com a urina, e o exame de sangue.

Os dois são eficazes porque medem a quantidade do hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG), que só é produzido no corpo durante a gravidez, exceto em casos raros (determinados medicamentos para a fertilidade contêm o hormônio, por exemplo).

Os testes de gravidez de farmácia detectam a presença de hCG na sua urina. Dependendo da marca, um teste pode ser mais sensível que o outro. Os mais sensíveis conseguem detectar níveis de 20 IU/l de hCG na urina (outros detectam a partir de 50 IU/l).
 Infelizmente, as embalagens dos testes vendidos nas farmácia não costumam especificar a sensibilidade do exame.
Os testes mais sensíveis normalmente são mais caros, mas isso não é necessariamente regra.

Com os testes de farmácia mais sensíveis, é possível detectar a gravidez cerca de 12 dias depois da ovulação, ou seja, alguns dias antes de o atraso menstrual acontecer. O mais garantido, porém, é fazer o exame pelo menos a partir do primeiro dia de atraso (cerca de 14 dias depois da ovulação).

Se der positivo, de acordo com as instruções do teste, é praticamente certo que você está grávida. Se der negativo, talvez ainda possa estar. Pode ser que ainda não haja quantidade suficiente de hCG na urina para ser detectada pelo teste.
Os níveis de hCG dobram a cada dois ou três dias, portanto, se a menstruação não aparecer, espere alguns dias e tente de novo.

O exame de sangue para detectar a gravidez pode ser de dois tipos: qualitativo ou quantitativo. O qualitativo diz apenas se você está ou não grávida (negativo ou positivo), como no teste de farmácia.
O quantitativo mostra exatamente a concentração do hCG no sangue (os exames de sangue medem a subunidade beta do hCG, por isso às vezes são conhecidos apenas como “beta”).
Os exames consideram grávida a mulher que tenha pelo menos 25 IU/l de hCG no sangue.
 Se possível, peça para fazer o quantitativo, pois a informação sobre a quantidade de hormônio pode ser útil para seu médico.

O ideal é que o exame de sangue seja receitado pelo médico, mas boa parte dos laboratórios faz o exame mesmo sem pedido médico. O exame de sangue é mais preciso porque independe de outros fatores como a concentração da urina, por exemplo, nos testes de farmácia. Ele pode detectar a gravidez a partir de cerca de 12 dias depois da ovulação.

Atenção: Lembre-se de que cada organismo funciona no seu ritmo, e que quase sempre é impossível determinar o dia exato da ovulação. Pode ser que naquele mês você tenha ovulado mais tarde, e então a fabricação do hormônio, em caso de gravidez, também acontecerá mais tarde.
Se a menstruação não vier, aguarde mais alguns dias e tente de novo.
E não deixe de marcar uma consulta com seu ginecologista.

Como pode menstruação atrasar e teste de gravidez dar negativo?

Menstruação atrasada e teste de gravidez negativo podem ser resultantes de algumas possibilidades. Antes de tudo é preciso ter certeza de que você não está mesmo grávida. Se o exame de sangue deu negativo (com hCG abaixo de 5 IU/l, por exemplo), é negativo mesmo. Já o exame de urina pode dar falso negativo, se for feito muito cedo.
Para ter certeza, repita o exame depois de mais alguns dias.
Caso dê negativo de novo, é provável que o atraso da menstruação tenha outra razão.

A menstruação pode atrasar devido a uma série de motivos, incluindo estresse e atividades físicas exageradas. Um dos mais comuns é a auto-regulação do corpo depois de você ter abandonado seu método anticoncepcional.
 Em um ciclo menstrual regular, um dos ovários geralmente libera um óvulo a cada, mais ou menos, 28 dias e, se depois de 14 não houver a fertilização, a parede interna do útero “descama” e a menstruação se inicia.

Se os ovários não liberam óvulos conforme deveriam, é possível que o útero não receba todos os sinais de que precisa para deflagrar a menstruação. Dependendo do histórico, podem ser receitados medicamentos para ajudar os ovários e o útero a se comunicar e a menstruação acontecer com regularidade.

Caso mais de três menstruações não tenham vindo e os testes de gravidez continuem negativos, procure um médico para passar por uma avaliação e descobrir o que anda causando a irregularidade menstrual. Entre as possibilidades estão:

Problemas de tiroide: Se a sua tiroide (glândula que controla o metabolismo do corpo) não estiver funcionando direito, poderá haver efeitos na menstruação e na ovulação.
Entre os sintomas de problemas de tiroide estão cansaço extremo, perda de cabelo, ganho de peso e uma sensação constante de frio, mesmo quando todos ao redor parecem confortáveis com a temperatura.
 Um simples exame de sangue pode determinar como anda o funcionamento da tiroide e evitar que ela desregule ainda mais seu corpo.
Desequilíbrios de tireoide são corrigidos com remédios.

Excesso de prolactina: Quando o cérebro produz um nível bem acima do normal do hormônio prolactina, a menstruação pode começar a falhar. O corpo feminino costuma fabricar prolactina para amamentar, razão pela qual a menstruação geralmente fica interrompida quando uma mulher dá de mamar.

Se você não está amamentando (ou grávida), mas notou um corrimento esbranquiçado saindo dos mamilos, então pode mesmo haver um problema de prolactina no seu organismo. Isso também pode ser medido através de exames de sangue e depois tratado com medicação.

Da decisão à gravidez em 20 passos

Parabéns! Você finalmente decidiu: vai tentar engravidar. Mas espere um pouco. Será que você pensou em tudo mesmo? Antes de ir às vias de fato e começar a tentar, siga nosso passo a passo para botar a vida em ordem e fazer tudo direitinho:

 – Vá a uma farmácia ou posto de saúde e comece a tomar ácido fólico

O ácido fólico é uma substância que evita defeitos no bebê, mas o melhor é que seja tomado pelo menos um mês antes de a mulher engravidar.
 Mesmo que você ainda não tenha ido ao ginecologista para dar a notícia de que quer engravidar e fazer os exames necessários, já pode ir tomando o ácido fólico, que é vendido sem receita médica nas farmácias, e fornecido gratuitamente em postos de saúde.
 O ideal é comprar apenas o ácido fólico, e não um complexo de vitaminas.
O excesso de vitamina A (mais que 770 mcg RAE ao dia) pode ser prejudicial ao feto.

A dose recomendada de ácido fólico é de pelo menos 400 microgramas (mcg), equivalente a 0,4 miligrama, ao dia. O ácido fólico não engorda e é bem baratinho. Os comprimidos disponíveis normalmente têm bem mais do que a dose recomendada (muitas vezes com 1 ou 5 miligramas).

 – Pense duas vezes antes de cair na balada

Comece a preparar seu corpo pegando mais leve nas noitadas, principalmente reduzindo ou eliminando o cigarro, o consumo de drogas e de bebidas alcoólicas. Vários estudos já demonstraram que o fumo e o uso de drogas podem provocar aborto espontâneo, parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascer.

As substâncias nocivas podem permanecer por mais tempo no organismo, por isso o melhor é parar bem antes de engravidar. Leve em conta também que o cigarro afeta a fertilidade feminina e a contagem de espermatozoides do homem.
Por isso, e também pelo fumo passivo, vale a pena pensar em limpar a casa do cigarro, com o casal abandonando o hábito antes mesmo da gravidez.

Veja também:   Amamentação: falta de informação prejudica aleitamento materno

Os efeitos do álcool na gravidez são imprevisíveis, por isso alguns médicos sugerem que a mulher pare de beber antes mesmo de começar a tentar engravidar.

 – Diminua o cafezinho sagrado de todo dia

Pesquisas mostram que o excesso de cafeína pode afetar sua capacidade de absorver ferro, que é muito necessário na gravidez, e eleva o risco de o bebê morrer dentro do útero. Há ainda indícios de que a cafeína afete a fertilidade.

Vá reduzindo então seu consumo de cafeína, não só no cafezinho, mas também em refrigerantes, chás e até no chimarrão. Mas cuidado para não abrir mão da cafeína de uma vez só, pois você pode ficar com dores de cabeça bem desagradáveis.

 – Tente se aproximar do seu peso ideal

Estudos mostram que é mais difícil engravidar para mulheres muito magras ou acima do peso, com índice de massa corporal (IMC) abaixo de 20 ou acima de 30. Esse índice leva em conta não somente o peso, mas o peso em relação à sua altura. Confira a nossa calculadora de índice de massa corporal e descubra em que faixa você se encontra.

Trabalhar para chegar ao peso ideal também vai ajudar você com o próximo passo, que é cuidar da alimentação. Afinal, comer bem é uma coisa que você vai precisar ter na cabeça durante a gravidez e até depois que o bebê nascer, quando estiver amamentando.
 O melhor é pedir orientação a um profissional de saúde se você estiver fora da faixa recomendada de peso.

 – Encha a geladeira de comida saudável

Você ainda não está “comendo por dois”, mas é bom já ir se acostumando e estocando no seu organismo nutrientes que serão essenciais para uma gravidez saudável. Procure comer pelo menos duas porções de fruta por dia, e três porções de hortaliças e verduras.
 Capriche também nas fibras e em alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte e brócolis.

Se você gosta muito de peixe, é melhor evitar alguns tipos que vivem em águas profundas, como cação, peixe-espada, garoupa e marlin, porque eles podem acumular mercúrio, substância prejudicial que fica no organismo por até um ano. Uma boa sugestão é comer no máximo duas porções (cerca de 350 gramas) de peixes como salmão ou atum por semana.

 – Monte e siga seu programa de exercícios

Exercício na gravidez faz muito bem, mas o ideal é que a mulher já esteja fazendo atividade física antes de engravidar, porque aí é só continuar a fazer os exercícios a que já está acostumada, sempre tomando os cuidados necessários. Além disso, a malhação pode ajudar a eliminar o estresse que pode vir junto com as tentativas de engravidar.
 O mais recomendado é fazer uma hora de atividade física, como caminhada, bicicleta e musculação, pelo menos três ou quatro vezes por semana.
Para completar, exercícios de flexibilidade e alongamento (como ioga).

Não faça muito mais que isso — excesso de exercícios pode acabar atrapalhando o ciclo menstrual. Desde que você esteja menstruando normalmente, deve estar tudo bem. Se você sempre foi sedentária, comece aos poucos, sob orientação médica.
Caminhar de 10 a 20 minutos por dia já é um bom princípio – vá ao supermercado a pé, suba escadas em vez de pegar o elevador, mexa seu corpo sempre que der.

 – Vá ao dentista

Há cada vez mais provas de que doenças na boca podem afetar a gravidez, fazendo o bebê nascer prematuro, por exemplo. As mudanças hormonais que acontecem durante a gestação deixam a mulher mais suscetível a problemas na gengiva. Se faz mais de um ano que você não vai ao dentista, é melhor ir agora, antes de engravidar.

 – Pesquise um pouco o histórico médico da sua família

Você já ouviu seus pais contarem que tiveram um irmão que morreu pequeno, ou alguma criança na família que nasceu com problemas, ou tem parentes com doenças crônicas? Pode parecer meio mórbido, mas vale a pena dar uma investigada na família de vocês dois para saber se não há histórico de problemas genéticos ou cromossômicos, como síndrome de Down, anemia falciforme, outros tipos de anemia como a talassemia, fibrose cística, doença de Tay-Sachs (frequente nos descendentes de judeus do Leste Europeu), hemofilia e outras.

Se descobrir alguma coisa suspeita, você vai poder perguntar ao ginecologista se é necessário algum tipo de exame especial ou aconselhamento genético para avaliar os riscos.

 – Marque uma consulta com o ginecologista

Não precisa ser ainda, necessariamente, com o médico que vai acompanhar a gravidez, mas você precisa marcar uma consulta e ir ao ginecologista para que ele dê uma olhada geral na sua saúde (e não só nos órgãos reprodutivos).

Diga ao médico todos os remédios que está tomando ou que tomou recentemente. Alguns medicamentos, como o antiacne Roacutan (isotretinoína), não só não podem ser tomados na gravidez, mas permanecem no organismo depois de você parar de tomá-los. Conte ao médico sobre qualquer outro problema crônico de saúde, como a diabete ou disfunções da tiroide.
O ginecologista vai dizer se você precisa tomar alguma vacina, como a contra a rubéola.

É o médico também que vai decidir se é necessário fazer algum tipo de investigação genética, com base no que você contar a ele do histórico da sua família.

 – Observe seu corpo para descobrir quando está ovulando

Não há nada contra simplesmente parar de evitar a gravidez e deixar a coisa rolar naturalmente, para ver o que acontece. Só que boa parte das mulheres fica ansiosa, querendo engravidar o quanto antes.

Se for esse seu caso, vale a pena se sintonizar com seu próprio organismo para ver se descobre a data da ovulação. Nossa calculadora da ovulação pode ajudar a dar uma ideia do momento ideal para encomendar o seu bebê, quando chegar a hora de tentar de verdade.

 – Informe-se sobre seu plano de saúde ou pré-natal público

A maioria dos planos de saúde tem dez meses de carência para gravidez, mesmo se apenas para mudança de categoria. Por isso, se você tem convênio ou plano de saúde, informe-se para ver quais hospitais, médicos e exames o plano cobre e se há reembolso. Se quiser mudar de categoria, terá de fazer isso antes de engravidar.

Caso você não tenha plano de saúde e pretenda entrar em um, vale a mesma coisa: você vai precisar entrar pelo menos dez meses antes da data do parto, portanto é bom dar uma boa antecedência antes de começar as tentativas concretas.
 Maternidades particulares têm planos especiais para quem não tem plano de saúde – você pode se informar sobre eles.

Todas as mulheres têm direito a atendimento pelo SUS, de graça, mas é aconselhável investigar na sua região para ver a qualidade da assistência médica, que varia muito. Um bom começo é procurar as unidades básicas de saúde (postos) para saber como funciona o pré-natal.

 – Faça as contas e programe sua vida financeira

Veja também:   Como fazer soro caseiro. Você sabe?

Bebês vêm com enormes despesas. Procure fazer um planejamento dos gastos, não só os da gravidez e do parto, mas também os do resto da vida. Pense nas coisas menos óbvias, como o preço da escola — parece que está tão longe… O “a gente dá um jeito” não é a melhor maneira de pensar.

Veja também como vai ficar sua vida durante a licença-maternidade. Autônomas que contribuem para o INSS recebem o salário-base da contribuição, por isso talvez valha a pena aumentar a contribuição antes de engravidar para receber um salário melhor.

Descubra na empresa se há mudanças no esquema de trabalho para grávidas, ou se há muitos casos de mulheres que são mandadas embora depois que voltam da licença-maternidade (coisa que infelizmente não é tão rara assim).

 – Planeje seu espaço físico

Há lugar na sua casa para um bebê? A região é legal para criar um filho? Você quer construir mais um quartinho ou fazer uma reforma? O momento para pensar nisso é agora, não depois da gravidez. Lidar grávida com reforma ou mudança de casa é uma receita perfeita para o estresse.

 – Organize seus sentimentos e sua saúde mental

Mulheres que sofrem de depressão tendem a ter mais dificuldade para engravidar. Caso você não esteja com a cabeça boa, é melhor se tratar antes de engravidar, porque as mudanças hormonais são um furacão, e muitas vezes provocam depressão na gravidez e depressão pós-parto.
 Se a mulher estiver equilibrada no momento da gravidez, tudo tende a ser mais fácil.
O médico saberá quais antidepressivos podem ser tomados enquanto se está tentando engravidar.
Vale tentar também técnicas como ioga e meditação.

Em relação ao seu parceiro, veja se o relacionamento de vocês está bem. A gravidez só vai piorar as coisas se a situação já não estiver boa.

 – Proteja sua saúde e evite infecções

Quando se está tentando engravidar, é bom começar a tomar os mesmos cuidados da gestação, para não ficar doente nas primeiras semanas da gravidez, que é justo quando os órgãos do bebê estão se formando e estão mais sujeitos a problemas.

Lave as mãos com frequência, peça para outra pessoa cuidar da caixinha de fezes do gato, para evitar a toxoplasmose. Prefira não comer carne crua, inclusive de peixe. Dê uma olhada desde já no nosso artigo sobre alimentação saudável na gravidez, pois você pode aplicar os mesmos princípios.

Quando já estiver tentando de verdade, evite tomar remédios no período depois da ovulação, ou seja, a partir da metade do ciclo menstrual, porque já pode haver um embriãozinho em desenvolvimento dentro da sua barriga.

 – Pense bem

Ter um filho é compromisso para a vida toda.
Antes de botar a mão na massa e fazer seu bebezinho, faça algumas perguntas a você mesma:

  • Vocês dois estão no mesmo barco nessa história de ter um bebê?
  • Se vocês têm diferenças de religião, já discutiram como isso vai afetar a criança?
  • Você pensou em como vai conciliar o trabalho e os cuidados com a criança?
  • Vocês estão dispostos a abrir mão da vida despreocupada e de “luxos” como dormir até mais tarde no fim de semana?

 – Conte a notícia para um(a) amigo(a)

É provável que você seja invadida por um monte de emoções ao mesmo tempo nesta época de decisões e tentativas. O apoio de uma pessoa especial é valiosíssimo. Mas não precisa espalhar para todo mundo que “está tentando”.
Você vai ter de enfrentar olhares curiosos e cheios de expectativas cada vez que disser “oi” para as pessoas.
 Outra opção é compartilhar sua expectativa com outras mulheres na sua situação.

 – Apimente sua relação

Há especialistas que acham que, quanto mais excitada a mulher, maior é a chance de haver fertilização. Já outros acham que não faz diferença. O ponto é que a hora do “vamos ver” é a mais gostosa, e deve ser aproveitada.
 Prepare-se para esquentar as coisas: uma lingerie provocante, velas no quarto, uma massagem… Faça o que funciona melhor para vocês.

 – Pare de usar seu método anticoncepcional

Se você já seguiu todos os passos, está na hora de começar a tentar de verdade. Dependendo do método, a coisa é mais imediata — ou não. Basta deixar de usar a camisinha e vocês já estarão “tentando”, mas no caso de métodos hormonais a coisa não é tão fácil.

Se você toma a pílula tradicional combinada, por exemplo, é melhor terminar de tomar a cartela, para evitar que sua menstruação fique toda bagunçada. Pode levar alguns meses para o ciclo menstrual se regularizar depois da pílula. O mesmo vale para os adesivos e o anel intravaginal.
No caso da injeção de Depo-Provera, pode demorar mais tempo para você começar a ovular de novo, mesmo que a menstruação volte ao normal rápido.
DIUs e implantes precisam ser retirados pelo médico.

Quanto tiver parado de usar anticoncepcional, acostume-se a marcar na agenda ou no calendário a data da sua menstruação. Depois vai ficar mais fácil contar a gravidez.

 – Divirta-se e aproveite a vida despreocupada sem filhos

Se tudo der certo, sua liberdade vai acabar logo. Então aproveite: ande de montanha-russa, monte a cavalo, surfe, faça tudo de radical que depois não vai poder fazer por um bom tempo. Namore muito, vá ao cinema, durma até tarde. E tomara que seus esforços funcionem!

Os 10 maiores sintomas de que você está grávida

Há mulheres que são tão sintonizadas com o corpo que dizem conseguir perceber que estão grávidas logo depois da concepção. Mas, para a maioria das mortais, os sintomas da gravidez só começam a aparecer quando o óvulo fertilizado se implanta na parede uterina, dias depois de a fertilização ter acontecido.
 Para outras, a gravidez pode passar completamente despercebida por semanas, e a desconfiança só surge quando a menstruação não vem.

Leia abaixo uma lista com os principais sinais do início da gravidez. Pode ser que você tenha todos, mas também é perfeitamente normal não ter nenhum deles, mesmo estando grávida:

 – Vontades e fome fora de hora

É, é um clichê, mas a vontade repentina de comer alguma coisa pode ser um sinal de gravidez.
É um sintoma não muito confiável, porque você pode estar sugestionada (ou até ser um sinal de que seu corpo precisa de determinado nutriente), mas, se as vontades começarem a aparecer e você tiver algum outro sintoma da lista, é bom fazer as contas para saber se a menstruação não está atrasada.

A vontade de comer pode aparecer em horários estranhos, como no meio da madrugada, na forma de um “buraco” no estômago que precisa ser preenchido de qualquer jeito.

 – Bicos dos seios mais escuros e veias muito aparentes

Se a pele da aréola, a região em torno do mamilo, ficar mais escura, pode ser que você esteja grávida. O escurecimento pode também indicar algum desequilíbrio hormonal, ou ser efeito de uma gravidez anterior.
Se as veias dos seus seios, mãos ou pés estão aparecendo demais, pode ser sinal de gestação (ou pode ser que você esteja acalorada!), desde que junto com algum outro sintoma da lista.

Veja também:   Por que não consigo engravidar?

 – Sangramentos irregulares e cólicas

Se você estiver grávida, cerca de oito dias depois da ovulação, pode ser que você tenha pequenos sangramentos vaginais, como no início da menstruação, e um pouco de cólica. É um sinal de que o zigoto (o óvulo fertilizado) está se alojando no endométrio, a camada de sangue que reveste o útero e que é eliminada a cada menstruação.
 Muitas mulheres têm esse tipo de escape e têm certeza de que estão para ficar menstruadas, quando na verdade já estão grávidas.

 – Vontade de fazer xixi a toda hora

Uma vez que o embrião se implanta e começar a produzir o hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG), você pode começar a precisar ir ao banheiro com mais frequência. Para algumas mulheres, porém, fazer mais xixi é uma característica do período pré-menstrual, portanto o sintoma pode não ser tão claro.
Uma boa indicação é começar a precisar levantar para fazer xixi à noite, se antes isso nunca tinha acontecido.

 – Sono e cansaço

Você anda desmaiando no sofá à noite, na frente da TV? Passa o dia bocejando? A alta concentração de progesterona no organismo de uma mulher grávida pode deixá-la exausta. O sono excessivo é marca registrada do início da gravidez, embora não possa ser tomado como 100 por cento sinal de gestação se aparecer isolado, sem outro sintoma.

 – Seios inchados e doloridos

Se você estiver grávida, seus seios vão provavelmente ficar cada vez mais doloridos, mais ou menos como ficam logo antes de você ficar menstruada (ou seja, mais um sinal que confunde bastante com o período da TPM), talvez com um pouco mais de intensidade. Os mamilos também podem ficar mais sensíveis.
Quando o organismo se acostumar aos novos níveis hormonais, o incômodo deve melhorar.

 – Alterações no paladar ou no olfato

Você pode começar a sentir um gosto metálico na boca, ou passar a não suportar mais o sabor do café ou de algum alimento de que normalmente gosta. Ou então passar a sentir cheiros que nunca tinha notado antes, e ficar incomodada com eles.

 – Enjoos

Com sorte, a náusea só vai aparecer algumas semanas depois da concepção (as mais sortudas chegam a não ter nem um pingo de enjoo a gravidez inteira). Mas não é incomum começar a se sentir enjoada antes mesmo do atraso da menstruação. O enjoo pode aparecer a qualquer hora do dia — e costuma piorar quando o estômago está vazio.

 – Atraso menstrual

Se você tem ciclos menstruais regulares e a menstruação está atrasada, vale a pena fazer um teste de gravidez. O atraso na menstruação é o sinal mais garantido de gravidez no caso de mulheres que têm ciclos regulares.

E finalmente…

 – Um teste de farmácia positivo

Se você obteve um resultado positivo num teste de gravidez de farmácia, feito com a urina, você deve estar mesmo grávida! O teste detecta a presença do hCG no organismo, e o hormônio só é produzido em caso de gravidez, exceto em casos raríssimos.

Às vezes o exame dá negativo porque foi feito cedo demais, por isso vale a pena esperar alguns dias e tentar de novo. Mas, com o resultado positivo nas mãos (que devem estar tremendo), não tem muito erro. Pode comemorar! Marque uma consulta com seu ginecologista para confirmar a boa notícia.
E pode começar a sonhar com o nome do nenê e o enxoval!  Parabéns!

Dá para engravidar durante a menstruação ou logo depois?

É possível, embora raro. Seria necessário ter um ciclo menstrual muito curto – o período entre o primeiro dia de uma menstruação até o início da seguinte -, para que a data da ovulação fosse bem próxima da época do sangramento inicial, ou ainda uma menstruação que durasse bastante.

A concepção ocorre quando um óvulo e um espermatozoide se encontram em uma das trompas. Em algum momento no meio de um típico ciclo menstrual de 28 dias, geralmente entre o 12º e o 16º dia, um óvulo amadurece em um dos ovários.
O ovário libera então o óvulo até o abdome, onde ele é rapidamente recolhido pela abertura em forma de tulipa da trompa (ou tuba uterina) mais próxima.

Um óvulo consegue sobreviver na trompa por cerca de 24 horas depois de ter sido liberado pelo ovário. Assim sendo, a única maneira de engravidar é se um espermatozoide estiver presente na região durante esse intervalo. Caso o óvulo não seja fertilizado, ele se desmancha junto com a parede uterina durante a menstruação.
 Geralmente, quando você menstrua, um outro óvulo já está se desenvolvendo em preparação para o ciclo recomeçar.
Mas a questão é que o ciclo de cada mulher tem uma duração diferente.

Muitas têm ciclos de 28 dias, enquanto outras de somente 22. Neste caso, é possível ovular poucos dias depois de a menstruação começar. E considerando que o espermatozoide pode se manter vivo no trato reprodutor por até três dias, é teoricamente concebível haver um encontro com o óvulo maduro.
 Por exemplo: você ficou menstruada no dia 1º e teve relações sexuais no dia 7, quando ainda estava sangrando um pouco.
E no dia 10 ovulou.
O espermatozoide pode sobreviver lá dentro e “pegar” o óvulo, e aí você terá “engravidado menstruada”.

É possível ainda confundir um pequeno sangramento entre menstruações (no período fértil) com uma menstruação de fato. Se você tiver algum sangramento desse tipo, não deixe de procurar um ginecologista. O tempo que leva para um óvulo amadurecer no ovário varia, por isso o dia da ovulação pode mudar bastante.
Há até testes de ovulação de farmácia que medem o período fértil através de níveis de estrogênio, em vez de quantidade máxima do hormônio luteinizante, ou LH, a substância que provoca a saída do óvulo de dentro do folículo.
Se isso for considerado, o período fértil pode parecer que começa um pouco mais cedo no ciclo.

O que devo considerar como o primeiro dia da menstruação?

A saída daquela secreção meio amarronzada, muitas vezes preta e semelhante à borra de café, é o que deve ser considerado como o primeiro dia de sua menstruação se o seu ciclo for regular. Um ciclo menstrual costuma ter, em média, 28 dias, contando a partir do primeiro dia da menstruação até o início da menstruação seguinte.
Há mulheres que têm ciclos bem mais curtos, com até 23 dias, e outras com ciclos mais compridos, de até 35 dias – todas sendo absolutamente normais.

A ovulação ocorre cerca de duas semanas depois do primeiro dia da menstruação, variando conforme o número de dias do ciclo da mulher. Entre as 12 e 24 horas seguintes à liberação do óvulo, ele poderá ser fertilizado por um espermatozoide.
 Fique atenta, porém, porque perda de secreção com coloração fora do período menstrual não é algo rotineiro, explicam os ginecologistas e obstetras Eduardo Schor e Gil Kamergorodsky, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 Esses casos muitas vezes estão relacionados à deficiência de (hormônio) progesterona , que pode causar dificuldades para engravidar ou ainda em manter uma gestação”, alertam os especialistas.

Portanto, se você notar algum sangramento ou secreção escura e com odor forte durante outras épocas do mês, não deixe de consultar um médico, para que ele possa lhe dar orientações específicas.

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