Como auxiliar a criação e a formação das crianças, adolescentes e jovens

Nada é mais sustentável do que o aprendizado. Escritor recordista e palestrante reconhecido, o psiquiatra Içami Tiba se dedica a estudar e colocar em prática as melhores estratégias para orientar pais e educadores, no sentido de auxiliar a criação e a formação das crianças, adolescentes e jovens.

Dono de larga experiência em Psiquiatria clínica, Içami Tiba, nascido em Tapiraí, interior do Estado de São Paulo, está lançando mais uma de suas obras, seu 31º título.
Depois de três anos dedicados ao projeto, o também palestrante e educador apresenta Educação Familiar – Presente e Futuro, pela Integrare Editora, dirigido, especialmente, a pais, responsáveis e profissionais da saúde e educação.

O livro oferece conceitos práticos a respeito de assuntos pertinentes ao universo e à educação de recém-nascidos, bebês, crianças, adolescentes e jovens, tais como a influência da internet, o papel do homem e da mulher diante do mundo moderno, as novas configurações familiares, com novos casamentos, meritocracia e cidadania, assim como se posiciona sobre o uso da maconha, sempre com o objetivo de trabalhar com a sustentabilidade da família, conceito pelo qual se dedica com especial atenção.

Tiba parte de seu currículo de médico psiquiatra, bem como da experiência no atendimento em seu consultório particular, onde já passaram mais de 80 mil adolescentes e seus familiares. Tudo com o intuito de orientar os pais e as escolas para que, por meio de valores tangíveis e intangíveis, como ele mesmo define, promovam a educação sustentável.

“Minha proposta é fornecer informações aos pais, profissionais e educadores para que auxiliem crianças e jovens, por meio de uma mudança simples na própria postura, pois quando recebo, em meu consultório, filhos ditos problemáticos, percebo que quem mais precisa de ajuda e orientação são os pais”, garante.

A obra é dividida em cinco capítulos: Educação Sustentável, Sabedoria de Mãe e Pai, Amor de Mãe e de Pai, Desenvolvimento da Personalidade na Integração Relacional e Maconha Faz Mal.
A propósito, em relação aos vícios, Tiba não se omite e propõe soluções, desde o, aparentemente inofensivo, choro manhoso do recém-nascido para dormir, até a internet, videogame e a maconha do jovem e adolescente.
“Paixão e vício são altamente consumidoras, mas com futuros diferentes: o amor é sustentável e o vício é predador; o amor constrói, faz bem para a saúde, já o vício consome a alma do viciado, tira sua vida e a joga nos becos escuros.
O vício sobrevive ao viciado, porque é procurado por ele”, afirma.
O livro tem o prefácio do filósofo Mario Sergio Cortella.

Em 2004, o Conselho Federal de Psicologia, por meio do Ibope, pesquisou qual o principal profissional de referência e admiração em sua área. Içami Tiba foi o nome mais lembrado entre os brasileiros e o terceiro entre os internacionais, precedido, somente, por Sigmund Freud e Gustav Jung.

Seu livro, Quem ama, educa!, o 14º do autor, publicado em 2002, entrou para a lista dos best-sellers, como a obra mais comercializada daquele ano. Ao todo, ele já vendeu 4 milhões de exemplares.
Tiba se formou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 1968, especializou-se em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da USP, onde foi professor assistente por sete anos e, por mais 15 anos, foi professor de Psicodrama de Adolescentes no Instituto Sedes Sapientiae.
Foi o primeiro presidente da Federação Brasileira de Psicodrama e membro diretor da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo.

Seu livro mais recente – Educação Familiar – Presente e Futuro – apresenta o conceito de educação sustentável. Pode explicar em detalhes essa definição?

Tiba – Penso nesse conceito há dez anos. É muito simples: nada é mais sustentável do que o aprendizado. Então, sustentabilidade está em aprender algo útil, que pode ser utilizado para o restante da vida. No entanto, os pais não estão oferecendo condições para os filhos aprenderem para o futuro.
Todos falam em sustentabilidade, mas não existe na educação familiar, porque a família já não é mais uma instituição sustentável.
Os filhos não têm sustentabilidade própria, ou seja, não deixam a casa dos pais, mesmo depois dos 30 anos de idade.
Não saem para trabalhar, preferem ser herdeiros e dependentes, ao invés de sucessores e emancipados.
Isso acontece devido à falta de sustentabilidade na educação.
Os pais se preocupam em oferecer proteção, segurança e dar tudo o que eles querem, baseado no gosto das crianças e não na consciência do que elas podem aprender para o futuro, principalmente, numa visão de conflito imediato.
Por isso, os filhos não respeitam os pais, enquanto educadores, e o mesmo acontece com os alunos no relacionamento com seus professores.
No livro, eu procuro apontar a educação dos valores intangíveis, como ética, cidadania, honestidade, confiabilidade, empenho, respeito ao próximo, como sendo da responsabilidade da família, e os tangíveis, ou seja, os avaliáveis, mensuráveis, quantificáveis, como as matérias escolares, que são responsabilidades da escola.
O ser humano saudável precisa dos dois valores.
Às vezes, os filhos fazem escolhas erradas e os pais devem orientar para que eles assumam posições e não fiquem na dependência deles a vida inteira.
Um exemplo é que as crianças precisam aprender a guardar seus brinquedos.
É praticando que elas aprendem e não apenas vendo ou ouvindo.
Não é dando broncas que se resolve a questão, mas dizendo calmamente ‘Você tem que aprender!’, sempre impondo o limite de não começar outra atividade, enquanto não guardar o brinquedo.
Os pilares da educação sustentável são: quem ouve esquece, quem vê imita, quem justifica não faz, quem faz aprende, quem aprende produz, quem produz inova, quem inova sustenta e quem sustenta é feliz.
Aliás, o conceito de felicidade não vem do latim e, sim, do hindu, e significa fértil.
O filho sustentável é menos dependente e mais participativo, é visto como parceiro na família, com obrigações que devem ser assumidas.
É preciso dar aos pais condições de se transformarem em educadores.
 

Como observa a questão da meritocracia na educação?

Tiba – A meritocracia é importante, traz muitos benefícios. Quando os filhos pedem alguma coisa, a tendência dos pais é dar o que eles pedem ou, então, ficarem quietos. O importante é que os filhos aprendam a pedir e não exijam. É fundamental impor limites para ensinar de verdade. Os pais esqueceram isso.
Não é bom para ninguém quando os pais dão o mesmo presente para o filho que acertou e para o que errou.
É preciso ser justo.
Por exemplo, um dos filhos tem capacidade de ser um bom aluno, mas tira uma nota bem baixa na prova.
No dia de comprar um presente, os pais levam a criança na loja para que a escolha.
Caso ela opte por um produto que custe caro, os pais devem decidir por um mais barato, porque ela tirou nota baixa.
Essa ideia faz com que criança perceba que precisa melhorar seu desempenho.

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Em suas publicações e depoimentos, você dá um destaque especial para a influência da internet na vida moderna.
Como lidar com essa questão, uma vez que crianças e adolescentes estão cada vez mais atraídos pelo universo digital e tudo o que ele oferece de positivo e negativo?

Tiba – Todos precisam entender que a internet é uma ferramenta, lida com aspectos de máquina do ser humano. Tecnicamente são máquinas. O problema é que ninguém está preparando a alma dessas pessoas que vão comandar as máquinas.
Na web, os filhos têm um universo à frente em que não há barreira nenhuma, seja política, de idioma, geográfica.
Por isso, é preciso cuidado.
A escola, por exemplo, não sabe usar essa ferramenta.
Os pais devem aproveitar o universo digital a serviço também da família.
Tudo fica mais fácil se agregarmos o virtual à nossa vida presencial.
Para tanto é necessário que os pais compreendam o virtual.
É fundamental saber que o virtual é um recurso a mais para a felicidade, que é presencial.
Não se pode ficar o dia inteiro no computador.
Isso não é felicidade.
É preciso criar condições para que eles aprendam a curtir presencialmente e não viver, simplesmente, curtindo o virtual dos outros.

Qual a importância da informação para os pais, no que se refere às diversas fases pelas quais passam os filhos, para uma criação bem-sucedida?

Tiba – É fundamental. Por isso, larguei a vida acadêmica. Deixei de ensinar Medicina, onde fiquei por 22 anos, e passei a tentar transmitir o que sei para os pais, que serão os educadores. Dedico- me a isso há 23 anos e sinto que é necessário, pois ninguém sente falta do que não conhece.
Mas se existem informações a mais, que podem ajudar na busca por estratégias de ação, acho válido.
Na verdade, ninguém está totalmente pronto, pois tudo pode ser aperfeiçoado.
Os indivíduos se transformam em educadores, assim que nascem seus filhos, sem preparo nenhum.
Adotam uma postura de saber o que é bom para o filho, sem quaisquer estudo, prática ou experiência.
Para não errar é necessário se preparar para ser educador.
Educação não é um processo emocional e, sim, racional, com regras muito claras criadas por pessoas que lidam com muita gente.
Suas práticas são muito maiores e podem dar um horizonte e traçar projetos adequados a cada tendência dos filhos.
Desta forma, os pais adquirem uma direção a seguir.
É imprescindível ter referências.

Um das maiores saias justas que os pais encontram em se tratando de orientação aos filhos é em relação à presença das drogas na sociedade.
Como observa essa questão? Como pais e escola devem abordar o tema?

Tiba – O vício é uma falência da felicidade. No início, todos procuram a felicidade. Alguém que é infeliz, consome drogas para ficar feliz. Quem é insatisfeito, usa para ficar satisfeito. O problema não é a droga, em si, mas a infelicidade, a insatisfação.
A grande dificuldade é que o vício é o resultado dos prazeres conseguidos com sua utilização, que, com o tempo, perde seus efeitos e logo precisa de mais prazeres.
A droga traz uma felicidade química, que vai embora logo e faz com que a pessoa sinta necessidade de aumentar a dose, para ter novamente a sensação, ou, então, mudar de droga.
Os pais têm de impor aos filhos que existem coisas que eles só podem fazer ou experimentar quando forem adultos, pois nossa mente se vicia com o prazer.
Ela se organiza para conseguir que seu dono busque mais prazeres, e o prazer conseguido funciona como recompensa desta busca.
Portanto, a mente premia quem busca.
Por isso, todos são viciáveis.
A diferença está em quem controla esta busca.
Hoje, um bom livro de educação de filhos precisa trazer referências sobre a prevenção contra drogas.
Por isso, em todas as minhas obras, destaco um capítulo sobre o tema.
Neste último, eu afirmo que a maconha faz mal, sem entrar na discussão de liberação ou se é crime ou não.
O que digo é que faz mal e isto é um fato científico.
A melhor proteção é fazer com que se pratique o que chamo de cidadania familiar em casa.
Cidadania familiar se traduz no fato de que ninguém poder fazer em casa o que não é permitido fora dela.
Os filhos são assumidos pelos pais, que são responsáveis por eles, enquanto são incapazes.
O que acontece é que os pais incapacitam os filhos quando não os preparam para evitar as drogas, principalmente, a maconha.
Um dos problemas principais é que a droga, hoje, virou um ponto de vista e não um problema de vício.
Transformou- se, meramente, em uma opinião.
Pelos conhecimentos médicos, independentemente das correntes a favor, opiniões pessoais de celebridades e formadores de opinião irresponsáveis, por deixarem de explicar a realidade médica da maconha, eu não sou a favor de nada que prejudique a saúde.
‘Eu acho que não faz mal’, dizem alguns.
Entretanto, ela pode inibir sonhos, desejos, deixa a pessoa acomodada e tira a vontade própria.
O uso indiscriminado leva à Síndrome Amotivacional, quando o usuário crônico não encontra motivação para fazer nada além de fumar maconha.
Começa interrompendo atividades mais difíceis e acaba não conseguindo realizar nenhuma outra.
Largam a higiene, as atividades diárias, não fazem as refeições com a própria família, abandonam a escola, o trabalho, a família e acabam se abandonando à prostração, sem motivação para viver.
Portanto, o usuário da maconha perde a alegria de viver, os relacionamentos saudáveis, se liga aos demais usuários e se despersonaliza.

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As pessoas estão preparadas para lidar com as novas configurações familiares? Em relação ao papel do pai, nas classes mais baixas, é comum filhos não terem a figura masculina como referência.
Com o aumento dos divórcios, outras classes sociais também passam por essa situação, pois a mulher que, geralmente, fica com a guarda, assume o papel de educadora, enquanto o pai pega os filhos a cada 15 dias apenas para passear.
Isso influencia de que modo a criação?

Tiba – Tudo é tentativa. Os pais separados, hoje em dia, assumem mais os filhos do que antigamente. Antes, o filho ficava, invariavelmente, com a mãe e o sujeito virava um ex-pai, pois perdia totalmente o contato. Entretanto, a família é tão importante que o homem logo constituía outra. Isso está mudando.
Os pais reivindicam mais tempo para os filhos.
Os casais que tendem mais a entrar em conflito continuam a brigar, mesmo depois de separados, e acabam envolvendo os filhos, quando não os usam para interesses próprios em detrimento do outro.
O número de alienação parental aumentou muito, principalmente da mãe contra o pai.
Hoje, há uma grande quantidade de pais masculinos que reivindicam ficar com a guarda compartilhada ou total dos filhos.
Mas, a tendência é que, cada vez mais, reine a paz entre os filhos e seus pais separados.

Os pilares da educação sustentável são: quem ouve esquece, quem vê imita, quem justifica não faz, quem faz aprende, quem aprende produz, quem produz inova, quem inova sustenta e quem sustenta é feliz. Aliás, o conceito de felicidade não vem do latim e, sim, do hindu, e significa fértil.
O filho sustentável é menos dependente e mais participativo, é visto como parceiro na família.

Individualmente, qual o papel do casal moderno, num momento em que o machismo está cada vez mais agonizando e a mulher mergulha de cabeça no mercado de trabalho? Quais as diferenças na educação de meninos e meninas? Ainda hoje a menina é educada para casar, enquanto o menino para caçar.
Qual sua opinião sobre esse tipo de educação tradicional?

Tiba – Observo que, hoje, há um fenômeno, alvo de considerações no meu livro mais recente: a mulher se emancipou do machismo, tem carteira de habilitação, trabalha fora de casa, ganhou liberdade, cartão de crédito e o próprio dinheiro, mas ela vira machista dentro de casa.
Ela não coloca o marido para ajudar e acaba falando ‘você não sabe fazer, deixa que eu faço’.
Por isso, em muitos casos, o marido acaba se transformando em um filho mais velho.
Costumo dizer que há sempre uma equação: junto com um folgado, tem um sacrificado, no caso, a mulher.
Entretanto, é ela quem cria essa situação, interpreta o machismo em casa.
É uma situação paradoxal, movida por um grande conflito da mulher.

Como observa a questão da redução da maioridade penal?

Tiba – Para mim, a pena deve ser proporcional ao crime cometido. Matou, tem de arcar com as consequências do ato. Essa história de que o sujeito é menor de idade e não sabia o que estava fazendo não está certo.

Você já disse que a maioria dos pais que o procuram no consultório chega dizendo que seus filhos são problemáticos, mas que, na verdade, quem mais precisa de orientação são os próprios pais.
Por que isso acontece?

Tiba – Estou desenvolvendo o que chamo de consultoria familiar, pois se falar em terapia o pai não aparece no consultório.
O que acontece, quase sempre, é que ele é um homem de sucesso, realizado profissionalmente, um empresário que sustenta o filho, mas o problema é como esse pai vai entregar a empresa para o filho administrar no futuro? O resultado é que o patrimônio que o pai construiu em 30 anos vai à falência rapidamente.
De quem é a culpa? Não é do filho e, sim, do pai que não soube educar e orientar.
Esses pais se conformam em ver o filho passar onze anos na escola para virar um analfabeto funcional.

Na relação dos pais com os filhos, como fazer para não confundir amizade com permissividade?

Tiba – Não acho que o pai tenha de ser o melhor amigo do filho. Quando um pai me diz que é o melhor amigo do filho, eu respondo da seguinte forma: ‘Então, seu filho não pode escolher nem os amigos?’ É frequente, também, ouvir que o filho não sabe escolher os amigos, que os amigos não prestam.
Pois, então, a conclusão que chego é que o filho não presta, também, porque a gente sempre se alia às pessoas com as quais temos afinidade, semelhanças.
O pai precisar acordar.

Disciplina combina com educação? A falta dela seria um dos principais problemas na criação dos filhos?

Tiba – Para mim, disciplina é o fator que mais combina com a educação. É uma característica que você desenvolve para atingir o objetivo que deseja. Se você ama alguém, tem que ter disciplina. Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir o amor. Os pais têm de exigir.
O exigir é muito mais acompanhar os limites, aquilo que o filho é capaz de fazer.
Não dá para exigir que ele vá pendurar roupas no armário se ele não pode arrumar uma gaveta.
Por outro lado, os pais não podem fazer pelos filhos o que eles são capazes de fazer sozinhos.
A partir daí, quando se cria segurança, a exigência começa a fazer parte da convivência.
Essa exigência é boa.
O pai não pode sustentar o f ilho e não receber um retorno.
É como se ele comprasse uma mercadoria e não a recebesse.

Em sua opinião, o que é mais importante na educação das crianças e existe uma fórmula para educar bem?

Tiba – O mais importante é exigir que elas façam o que é necessário. Os pais dão tudo e depois castigam os filhos, porque eles fazem coisas erradas. Mas não é culpa dos filhos. Afinal, eles não querem estudar, porque estudar é uma coisa chata.
Contudo, alguma vez, fizeram algo chato em casa? No final, a criança leva para a escola o que aprendeu em casa.

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Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr.
Içami Tiba

“O comportamento humano não é pré-determinado, como nos animais. Temos o poder de mudar o futuro, de mudar nosso comportamento já no próximo momento. Podemos mudar por amor, por querer bem a uma pessoa amada, a um filho, à humanidade.” (Içami Tiba)

  1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório.
    Filho é para sempre.
  2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo.
    Não se pode castigar com internet, som, TV, etc.
  3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo.
    Queimou índio Pataxó? A pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados, por séculos…
  4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real.
    Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
  5. Informação é diferente de conhecimento.
    O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa.
    Não são todos que conhecem.
    Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
  6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais.
    Ambos devem mandar.
    Não podem sucumbir aos desejos da criança.
    Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la.
    A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará.
    A criança não pode alterar as regras da casa.
    A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa.
    Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir.
    Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.
  7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome .
    Se ela quiser comer, saberá a hora.
    E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
  8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada.
    Não pode simplesmente repetir, decorado.
    Tem que entender.
  9. É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos.
    Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
  10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer.
    E o prazer é inconsequente.
  11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
  12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada.
    Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga .
    A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões.
    Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia.
    Tem que dizer que não conversará com ele e pronto.
    Deve ‘abandoná-lo’.
  13. A mãe é incompetente para ‘abandonar’ o filho.
    Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria.
    Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
    Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz.
    Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo.
    A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.
    Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele, pai, se acalmar e aplicar o devido castigo.
  14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz.
    Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo.
    A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias.
    Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele, pai, se acalmar e aplicar o devido castigo.
  15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
  16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação.
    Tirar nota boa é obrigação.
    Não xingar avós é obrigação.
    Ser polido é obrigação.
    Passar no vestibular é obrigação.
    Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
  17. Quem educa filho é pai e mãe.
    Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma.
    Jamais.
    Não é cabível palpite.
    Nunca.
  18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
  19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem ‘vidas’ e, sim, uma única vida.
    Não dá para morrer e reviver.
    Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
  20. Professor tem que ser líder.
    Inspirar liderança.
    Não pode apenas bater cartão.
  21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham.
    ‘Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador’.
    Pais têm que saber usar o Skype, pois no Mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
  22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa.
    O filho não pode ser a razão de viver de um casal.
    O filho é um dos elementos.
    O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles.
    A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do Universo.
  23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
  24. Cair na conversa do filho é criar um marginal.
    Filho não pode dar palpite em coisa de adulto.
    Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar.
    Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (os seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
  25. Dinheiro ‘a rodo’ para o filho é prejudicial.
    Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

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Você concorda? Você discorda? Se quiser, deixe sua opinião.

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