Tontura: como diagnosticar os sinais

Tontura: como diagnosticar os sinais

A tontura é caracterizada pela perda de equilíbrio que pode ser seguida por um descontrole momentâneo da visão, como perda de foco, ver objetos e pessoas flutuando ou ter a impressão de que vão desaparecer, com uma forte sensação de que os sentidos estão sumindo.
Embora os sintomas sejam comuns, é preciso estar atento aos fatores relacionados ao evento.
Anote com que frequência ela ocorre, qual era a posição do paciente (sentado, em pé, deitado ou ao se levantar) e sua alimentação antes do problema aparecer.
esses dados serão úteis para que a equipe médica trace um diagnóstico mais preciso e saiba reconhecer situações mais graves.
Veja quais são os principais deles.

Síndrome da hiperventilação

Uma tensão ansiosa pode causar quadros de síndrome de hiperventilação (SHV). O organismo humano reage de diversas formas sob situações de estresse ou traumáticas.
Um indivíduo nessas condições pode hiperventilar, ou seja, ter a respiração mais rápida e intensa que o normal ( respira muito mais com o tórax do que com o diafragma, o que dificulta o processo).
Ao respirar dessa forma , aumenta a oxigenação no sangue e, consequentemente,  diminui os níveis de gás carbônico (CO2) no sangue, o que causa a tontura.
É a chamada síndrome da hiperventilação.
Palpitações, fraqueza, formigamentos, tremores e suor excessivo são outros sintomas da SHV.

Labirintite

Ocorre quando há infecção ou inflamação no labirinto, estrutura interna localizada na região dos ouvidos responsável pela audição e um dos principais mecanismos pelo equilíbrio corporal. Ele detecta a posição do corpo e envia sinais ao cérebro, por isso, quem sofre de labirintite tem a sensação de queda ou vertigem conforme se mexe.
Náusea, perda de audição, zumbido na orelha e movimento involuntário dos olhos são outros sintomas da disfunção no labirinto.
A alteração no funcionamento do aparelho pode ser de origem viral, por problemas no metabolismo, lesão ou efeitos colaterais de medicamentos.
Exercícios físicos e restrições alimentares são recursos terapêuticos eficientes.
Já a inclusão de fármacos no tratamento dependerá da gravidade do problema apresentado.

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Arritmia cardíaca

Este é um caso grave que pode passar despercebido em pacientes diagnosticados com labirintite. É possível que o indivíduo conviva anos com o problema sem tratamento ideal, confundindo os sintomas.
A arritmia cardíaca, como seu nome sugere, é caracterizada por uma falha no ritmo dos batimentos cardíacos e faz que falte sangue no cérebro, o que vai causar a tontura.
Quando a disfunção é mais grave, o paciente pode apresentar confusão mental, fraqueza, hipotensão (queda de pressão arterial) e dores no peito.
Este tipo de situação pode levar o paciente à morte, por isso requer tratamento médico imediato.
O diagnóstico é feito pelo histórico e avaliação do pulso do paciente e por exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e estudo eletrofisiológico.

Hipoglicemia

É caracterizado pelo baixo nível de glicose no sangue, que pode, dependendo da gravidade, causar o óbito ou levar um paciente a um estado de coma. A hipoglicemia, por si só, não é uma doença, mas sim um efeito colateral a outras doenças ou ao uso de medicamentos para baixar o nível de glicose no sangue, como no tratamento contra o diabetes.
Em jejum, a taxa de glicose no sangue (glicemia) normal varia de 60 a 99 mg/dl.
Abaixo de 55 mg/dl já caracteriza um quadro de hipoglicemia.
A glicose é a principal fonte de energia para o cérebro, por isso, os principais sintomas são relacionados ao sistema nervoso central, como tontura, fadiga, náusea, fome excessiva, nevosismo, tremedeira ou desequilíbrio, transpiração sem motivo aparente, fraqueza, ansiedade, perda de coordenação, sonolência, confusão, dificuldade para falar e visão embaçada, são os mais importantes.

Hipotensão postural

É uma situação vivida por muitas pessoas que se levantam rapidamente depois de passar algum tempo sentadas. A sensação de tontura se dá por uma queda excessiva da pressão arterial quando um indivíduo muda abruptamente de posição e o organismo não consegue ou demora a normalizar a circulação sanguínea, influenciada pela força da gravidade.
Os episódios de hipotensão postural ocorre como efeito colateral de certas drogas, em particular as administradas no tratamento de problemas cardiovasculares e, mais especificamente, em pessoas idosas.