Asma, como conviver com ela

Ninguém mais precisa ficar trancado em casa por causa da doença, como antigamente. Hoje é possível prevenir as crises agudas e levar uma vida normal. Medicamentos de última geração permitem controlar e aliviar rapidamente os sintomas.

O que é ?

É uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores (pulmões) muito comum na sociedade, que vem aumentando na população, ano a ano. Atualmente a classificação moderna da enfermidade se dá justamente pelo seu controle. Existe a asma controlada, parcialmente controlada, e não controlada.
As crises provocam o estreitamento dos bronquíolos (pequenos canais de ar nos pulmões), dificultando a passagem do ar e causando contrações ou broncoespasmos, o que torna a respiração difícil e gera cansaço.

Diferença entre asma e bronquite

São duas patologias distintas, embora acometam a mesma região (vias respiratórias) e tenham sintomas parecidos. Antigamente , a asma era chamada de bronquite.
A bronquite é uma inflamação genérica dos brônquios, causada geralmente por infecção – provocada por vírus, muito comum no inverno – e exposição a substâncias irritantes (cigarro, por exemplo).
Ela se manisfesta através da tosse, chiado no peito, cansaço, irritação na garganta e arrepios.

A asma, que é reversível, pode causar bronquite, mas outras infecções, agentes químicos ou poluentes, também podem. Por isso, a asma não é sinônimo de bronquite. É uma doença caracterizada  pelo afilamento das vias respiratórias, como resposta a alguns estímulos. A obstrução das vias aéreas é sua característica mais importante.
A palavra asma vem do grego “asthma”, que quer dizer sufocante.

Causas e diagnósticos

As causas da asma unem genética, exposição ambiental e outros fatores específicos suscetibilidade individual, grau de inflamação e alergia) que desenvolvem a doença e mantêm os sintomas. Geralmente, apenas os sintomas já bastam para diagnosticar a doença.
Em alguns casos, porém, são necessários exames complementares como prova de função pulmonar, teste de broncoprovocação  ou exames laboratoriais para alergias.
Os sintomas mais frequentes são falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito, que podem ser agravados por gripes e resfriados, pela exposição a poluentes, além do estresse emocional.

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Como a asma se manifesta

A doença se manifesta basicamente por episódios recorrentes de chiado no peito (sibilância), falta de ar (dispneia), aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao despertar. Em alguns casos pode se manifestar exclusivamente com tosse e sem outro sintoma. Ou apenas quando o indivíduo realiza atividades físicas.
Normalmente as crises de asma são agudas, apresentando um ou vários sintomas.
Fora delas, muitos asmáticos não percebem que tem a doença.

Fatores desencadeantes

Os fatores de riscos são individualizados. Entre os mais comuns podemos citar a exposição à  fumaça do tabaco, à poeira doméstica, a barata, aos ácaros, e as substâncias químicas irritativas. Atualmente as infecções respiratórias agudas, virais ou bacterianas, também podem desencadear doença.
É comum ainda portadores de asma terem crises com o aroma de perfumes fortes, emoções ou choque térmico.

Cuidados na crise aguda e medicamentos de última geração

Quando ocorre a crise sempre se deve usar medicamentos broncodilatadores prescritos pelo médico (conhecidos como medicamentos de alívio). Eles abrem os brônquios e permitem um melhor fluxo respiratório do ar. Quando não há melhora com o uso de broncodilatadores, deve-se imediatamente procurar ajuda médica.
Os medicamentos mais utilizados atualmente são os esteroides inalatórios isolados ou combinados com broncodilatadores de efeito prolongado, os inibidores de leucotrienose e os esteroides orais.
Medicamentos mais potentes de última geração, como os bloqueadores de IgE (processos alérgicos) e esteroides potentes ou com dose única diária, já estão disponíveis no Brasil.

Medidas preventivas

Os estudos mostram que sem o conhecimento da doença (educação em asma: como programas organizados, oficinas, material educativo e palestras nas escolas de comunidades, além de orientações individuais) talvez nenhuma outra recomendação vá surtir efeito.
O uso de medicamentos profiláticos, como anti-inflamatórios inalatórios, o controle de alergias e do ambiente, e a prevenção de infecções, como gripes e resfriados, são fundamentais para evitar crises de asma.

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Confusão: Asma x Bronquite

A confusão que há entre asma e bronquite é porque “bronquite” se tornou um termo leigo para nomear uma doença que na verdade é asma. Nos consultórios de pediatria as pessoas tem preconceito com o termo “asma”. Quando perguntado: “seu filho já teve asma algum vez na vida?”.
A grande maioria dos pais respondia que não, mas quando eram questionadas se o filho já teve bronquite, grande parte deles respondiam que sim.
No imaginário popular “asma” é uma doença grave e estigmatizante e por este motivo muitos médicos não falam com os pais que o filho tem asma, usando o termo bronquite.
 Essas crianças, na verdade, possuem asma.
O termo bronquite, isoladamente, significa apenas inflamação dos brônquios e é um termo pouco específico.
Não tenha preconceito com o termo “asma”, é uma doença que tem tratamento e seu filho pode ter uma vida normal como qualquer outra criança.

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