Dez alimentos essenciais para controlar o diabetes

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa próxima que seja portadora de diabetes. A constatação é validada por dados do Ministério da Saúde que indicam impressionantes 11 milhões de brasileiros com a doença e outros tantos em situação conhecida como pré-diabetes, em que o pâncreas já começa dar sinais de seu esgotamento.
Em comum, todos se veem diante de uma nova etapa da vida, em que suas escolhas diárias na alimentação e na atividade física refletirão no melhor controle das taxas de açúcar no sangue.
Capriche na dieta introduzindo dez alimentos que ajudam a normalizar as taxas de açúcar.

Alimentar-se bem é essencial para controlar e prevenir o diabetes. Cientistas da Universidade de Nápoles, na Itália, mostraram como a dieta pode conter a alta do açúcar no sangue.
Os 215 participantes (adultos com diagnóstico recente de diabetes tipo 2) foram divididos em dois grupos: o primeiro seguiu um plano alimentar de baixas gorduras; o segundo adotou a dieta típica mediterrânea, à base de peixes, hortaliças, leguminosas, castanhas, cereais integrais, frutas e azeite de oliva.
No primeiro grupo houve redução de 30% nas taxas de glicose.
No segundo, a queda chegou a 56%.
“O plano alimentar é parte fundamental do tratamento”, confirma a endocrinologista Denise Reis Franco, diretora de educação da Associação Diabetes Brasil.

Mas já se foi o tempo em que se exigiam incontáveis sacrifícios. A dieta recomendada hoje para portadores de diabetes deve ser rica em nutrientes, pobre em gordura e moderada em calorias, ou seja, obedece aos mesmos princípios da dieta saudável para a população geral.
Na prática, isso significa priorizar vegetais e grãos integrais e consumir gorduras moderadamente, dando preferências às melhores fontes (de origem vegetal, castanhas e peixes), além de reduzir massas feitas com farinha branca, doces, bebidas açucaradas e gorduras não saudáveis (frituras e fontes animais).

O modo de comer também faz diferença. “Fracionar as refeições, consumindo porções menores, como no máximo três horas de intervalo, favorece o aproveitamento mais efetivo da glicose pelo organismo”, informa a endocrinologista. Os estudos tem mostrado, ainda, que certos alimentos podem colaborar no controle da glicemia.
Selecionamos dez, com o auxílio  das nutricionistas Lara Natacci, da Nutri Vitta (SP), e Cibele Laureano Gonçalves, do Incor (SP).
Saiba quais são  e por que merecem destaque no seu cardápio diário.

 – Manga: para se deliciar

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesEssa fruta nativa da Ásia se adaptou tão bem ao clima tropical que hoje dezenas de variedades são cultivadas no Brasil. Sorte nossa, pois a manga tem nutrientes de sobra.
É o caso da vitamina A, que beneficia a pele e o sistema imunológico, e C, que atua como antioxidante (protege as células contra agressões) e na formação do colágeno (confere elasticidade à pele).
Fora isso, ainda fornece cálcio, fósforo e potássio e uma quantidade relevante de fibras, solúveis como a pectina e insolúveis como a celulose.
Ambas retardam a digestão do amido, fazendo que o açúcar seja liberado no sangue mais lentamente.
Estudos efetuados no país mostraram que a manga reduz em até 64% os níveis de glicose.

Outro componente de destaque na fruta é o betacaroteno. Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Utrech, na Holanda, testemunharam o efeito protetor desses carotenoides contra a síndrome metabólica, conjunto de problemas que inclui hipertensão, abdome saliente, colesterol alto e resistência à insulina.
Deste modo concluíram que o consumo regular da fruta pode beneficiar pessoas que estão na chamada pré-diabetes.

Modo de usar: dietas equilibradas recomendam três porções diárias de frutas. Uma delas pode ser a manga.

Auxílio valioso

O papel da manga no controle do diabetes foi demonstrado em uma pesquisa conduzida na Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, da USP, ao longo de três meses. Ratos com diabetes foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu uma dieta enriquecida com a fruta e o outro, a alimentação comum.
A cada quinzena o sangue dos animais era coletado para análise da glicemia.
Com apenas um mês de experimento, o nível de açúcar dos ratinhos que comeram manga caiu para menos da metade: de 300 mg/dl para 107 mg/dl.
Os autores concluíram que a fruta foi eficaz na redução da glicemia e pode colaborar no tratamento do diabetes.

 – Amêndoa: petisco saudável

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesO fruto de sabor inconfundível, originária do norte da África, tem se revelado útil contra o diabetes. Um estudo publicado no final de 2010 no Journal of the American College of Nutrition concluiu que ela aumenta a sensibilidade à insulina, derrubando as taxas de açúcar no sangue.
Pesquisadores da Universidade de Medicina e Odontologia de  New Jersey, nos EUA, ampliaram a oferta de amêndoas na dieta de 65 voluntários (adultos e com níveis de glicose um pouco acima do normal).
O resultado foi o melhor aproveitamento da insulina e queda dos níveis de LDL, o mau colesterol, que entope as artérias.
Esses efeitos são decisivos para prevenir distúrbios cardíacos.

Fonte de magnésio, outro amigo do coração, a amêndoa também é pródiga em zinco. A presença constante desse mineral na mesa afasta o risco de diabetes tipo 2, segundo um trabalho que acompanhou 80 mil mulheres divulgado na revista Diabetes Care.
Além de ajudar a regular a ação da insulina, o mineral protege as células contra os radicais livres, que também atrapalham o metabolismo do açúcar.

Modo de usar: consuma uma ou duas unidades por dia.

E ainda ajuda a emagrecer

Assim como outros frutos da família das oleaginosas, a amêndoa é rica em ácidos graxos poli-insaturados, que beneficiam o coração e talvez favoreçam o controle de peso. Um artigo da revista International Journal of Obesity comparou duas dietas: uma enriquecida com amêndoa e outra tradicional, suplementada com carboidratos complexos.
O grupo que recebeu a amêndoa teve mais sucesso no emagrecimento e demonstrou mais facilidade para manter a nova silhueta.
A possível explicação: a amêndoa aumentou a sensibilidade à insulina.
Com os níveis desse hormônio equilibrados, o corpo pode converter os estoques de gordura em energia e se livrar mais facilmente dos quilos extras.

 – Espinafre: alto teor nutritivo

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesNão foi a toa que o espinafre conquistou os desenhos animados como o responsável pela força do marinheiro popeye. Essa hortaliça reúne nutrientes da mais alta qualidade. A começar pelo ácido fólico, essencial para o sistema nervoso. Estudos sugerem efeito protetor contra a doença de Alzheimer, que leva à perda da memória.
Possui alto teor de potássio e baixo de sódio, o que auxilia no controle da pressão arterial; vitamina K, cálcio e fósforo, que concorrem para a saúde dos ossos, e luteína, um pigmento da família dos carotenoides benéfico à visão (protege contra catarata).
A lista ainda inclui ferro, vitamina C, vitamina A e graças à sua reserva de carotenoides, é uma das verduras mais ricas em antioxidantes.
E esse tipo de antioxidante é uma poderosa arma contra complicações relacionadas ao diabetes, incluindo as doenças cardíacas e as lesões nervosas, sem falar no câncer.

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O espinafre contribui para a prevenção e o controle de diabetes por causa das fibras, que auxiliam o metabolismo do açúcar. E pela presença do cromo, que potencializa os efeitos da insulina, melhorando a captação de glicose pelas células. Esse mineral também é útil para quem planeja emagrecer ou precisa abaixar o colesterol.

Modo de usar: Consuma pelo menos 1 porção (meio prato de sobremesa) três vezes por semana. Para aumentar a absorção de minerais, é interessante ingeri-lo ao lado de outros alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas.

Combustível para os músculos

Uma equipe do Instituto Karolinska, na Suécia, mostrou que o espinafre aumenta a eficiência dos músculos. O consumo diário de um prato da hortaliça (300 g) diminui em 5% a quantidade de oxigênio necessária à atividade muscular durante o exercício físico.
O vegetal é pródigo em nitrato, que chega rápido às mitocôndrias, encarregadas de produzir energia nas células, fornecendo a matéria-prima para este trabalho.
Os participantes receberam suplementos de nitrato em quantidade equivalente à de um prato de espinafre e pedalaram numa bicicleta ergométrica, informou a revista científica Cell Metabolism.

 – Pão integral: campeão de fibras

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesUm dos alimentos mais antigos da humanidade – conta-se que ele nasceu na Mesopotânia há 12 mil anos – o pão integral oferece motivos de sobra para manter seu lugar na mesa.
Como não passa pelo processo de beneficiamento, a farinha utilizado no seu preparo mantém o farelo e o gérmen do trigo, o que preserva boa parte dos nutrientes.
É o caso de vitaminas do complexo B e minerais como o magnésio, o cálcio, o potássio e o fósforo, disponíveis em maiores porcentagens no pão integral.
Para portadores de diabetes, a troca da versão refinada pela integral é vantajosa, sobretudo pelo alto teor de fibras.
Além de conferirem sensação de saciedade, auxiliando quem está em guerra com a balança, elas estimulam a atividade intestinal, colaboram no controle do colesterol e ainda evitam perigosas flutuações nas taxas de açúcar no sangue, já que são digeridas mais lentamente.
E como se não bastasse, por fornecer carboidratos complexos, o pão integral garante energia por muito mais tempo no organismo.

Modo de usar: consuma até três fatias por dia.

De olho na embalagem

Com tantas opções de pães disponíveis hoje nas gôndulas dos supermercados (centeio, linhaça, girassol, multigrãos…) fica difícil saber qual escolher. E não se engane: ter a expressão “light” destacada na embalagem não significa que aquele produto seja mesmo o mais saudável.
Um critério é escolher o que informar maior quantidade de fibras.
De modo geral, o pão integral oferece de três a quatro vezes mais fibras do que o pão branco.
E as versões multigrãos ganham dos integrais comuns.
Já no quesito calorias, o pão branco pode ter até 40 calorias a mais por fatia.
Com a desvantagem de fornecer um teor mais baixo de fibras.
Mas existem diferenças até mesmo entre os integrais.
Quem estiver atento ao peso precisa consultar os rótulos para identificar o que for menos calórico.

  – Maçã: Benefícios para emagrecer

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesFonte de uma série de benefícios para emagrecer, a maçã é benéfica para quem tem diabetes por contra a alta concentração de uma fibra chamada pectina. Além de ajudar no controle da glicemia, essa fibra também atua na redução do colesterol ruim.
Outros benefícios da maçã incluem sensação de saciedade prolongada e regulação do intestino.

Nenhuma outra fruta é tão presente no imaginário popular quanto a maçã. Da mitologia grega aos contos de fadas, das histórias de Guilherme Tell às teorias de Isaac Newton, ela está em todas. E a julgar pelos mais recentes estudos, não deveria faltar também na mesa do brasileiro.
Uma pesquisa da Universidade da Flórida (EUA) afirma que comer uma maçã por dia evita o acúmulo de colesterol ruim, o LDL, nos vasos sanguíneos em até 25%.
Outro estudo, desenvolvido pela Universidade da Pensilvânia (EUA), revela que comer uma maçã 15 minutos antes das refeições é cinco vezes mais e?ciente que tomar inibidor de apetite.
Do outro lado do Atlântico, pesquisadores do Instituto Nacional de Coração e Pulmões (Grã-Bretanha) garantiram que beber suco de maçã ajuda a prevenir crises de asma.
Mas comer uma maçã por dia não ajuda apenas a controlar o colesterol, a moderar o apetite ou a evitar asma.
Combate, também, doenças cardiovasculares, reduz o risco de diabetes e melhora a função digestiva.
“A maçã não chega a ser uma fruta completa.
Mas é daquelas que não podem faltar na nossa alimentação.
A variação é muito importante, uma vez que cada fruta tem um particular nutracêutico”, a?rma o nutrólogo Edson Credidio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Modo de usar: basta uma por dia!

Os benefícios da maçã

A maçã é uma das principais frutas que integram o grupo de superalimentos. Que ela faz bem para a saúde e para o corpo não é nenhum segredo, mas alguns benefícios dela ainda são menos conhecidos. Conheça 8 boas razões para consumir maçã de acordo com o jornal Huffiton Post:

Diminui o colesterol: Uma maçã média possui aproximadamente quatro gramas de fibra. Uma parte disso está na forma de pectina, um tipo de fibra solúvel que tem sido associada a redução dos níveis do colesterol ruim.
Isso acontece, pois, de acordo com a WebMD, ela bloqueia a absorção de colesterol, ajudando o corpo a usá-lo em vez de armazená-lo.

Mantém você saciado: A presença de fibras na maçã também faz com que ela deixe você saciado por mais tempo sem que precise consumir muitas calorias (95 em uma fruta média). O nosso corpo demora mais para digerir fibras complexas do que matérias simples como açúcar ou cereais refinados.
Qualquer alimento com pelo menos três gramas de fibras é uma boa fonte de nutrientes, já que a maioria das pessoas deve consumir de 25 a 40 gramas por dia.

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Ajuda a manter você magro: Um componente da casca de uma maçã, onde também se concentra a maior parta das fibras, é algo chamado ácido ursólico, que está relacionado a um risco menor de obesidade, segundo um recente estudo feito com ratos. Isso porque ele aumenta a queima de calorias e o desenvolvimento de músculos e massa magra.

Previne problemas respiratórios: Segundo a revista Heath, comer pelo menos cinco maçãs por dia pode melhorar a função pulmonar. Provavelmente graças a um antioxidante chamado quercetina encontrada na pele de maçãs, cebolas e tomates, informou a BBC.
E os benefícios para respiração não param por aí: um estudo de 2007 descobriu que as mulheres que comem muito dessa fruta são menos propensas a ter filhos com asma.

Combate resfriados: Embora não chegue a ser tão eficiente quanto a laranja, a maçã é considerada uma boa fonte de vitamina C, que fortalece o sistema imunológico. Uma fruta média possui cerca de oito miligramas dessa substância, o que equivale a cerca de 14 % da ingestão diária recomendada.

Pode combater câncer: Em 2004, uma pesquisa francesa, divulgada no WebMD, descobriu que uma substância da maçã é capaz de ajudar na prevenção ao câncer de cólon. Um novo estudo, realizado em Cornell, EUA, em 2007, encontrou compostos adicionais, chamados triterpenóides, que parecem lutar contra o câncer de cólon, fígado e mama.

Diminui o risco de diabetes: Um estudo publicado em 2012 no American Journal of Clinical Nutrition descobriu que as maçãs, bem como peras e amoras, estavam ligados a um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2 por causa de uma classe de antioxidantes, antocianinas, que são também responsáveis para pela coloração frutas e vegetais.

Melhora as funções cerebrais: Segundo o Good Housekeeping, a fruta tem sido associada a um aumento na produção de acetilcolina, que se comunica entre as células nervosas. Isso faz com que a maçã possa ajudar a memória e diminuir as chances de desenvolver Alzheimer.
Uma dieta rica em antioxidantes pode ter efeitos semelhantes, por isso a maçã, que é particularmente rica em quercetina, é uma boa aposta, de acordo com pesquisa de 2004.

 – Canela: bendito cozimento

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesMilênios se passaram e essa especiaria de aroma penetrante continua em alta.
Se na antiguidade valorizava-se tanto o seu perfume que servia de presente para monarcas e grandes dignatários, atualmente ela é celebrada por suas dádivas à saúde – com a vantagem de que o custo se tornou acessível! Ela fornece polifenóis, antioxidantes que protegem as células contra reações que podem ocasionar o câncer e as artérias contra os depósitos de gordura.
O que mais tem atraído o interesse de cientistas é seu papel na prevenção de males cardíacos graças ao potencial para reduzir a glicose, o colesterol e o triglicerídeos em pacientes com diabetes tipo 2.
 Estudos de laboratórios patrocinados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos verificaram que a canela faz as células recuperarem a habilidade de responder à insulina, o que favorece o metabolismo do açúcar.
Outras três especiarias produziram resposta similar: o cravo, o açafrão-da-índia e as folhas de louro, mas a canela se sobressai, como mostraram trabalhos anteriores que provaram que doses pequenas (apenas 1 g diário) reduzem a glicose em jejum e melhoram os índices de colesterol em mulheres que manifestaram diabetes após a chegada da menopausa.

Modo de usar: consuma uma colher (chá) cheia diariamente.

Do Ceilão para o mundo

Os efeitos medicinais da canela têm sido difundidos a partir do Oriente. Ela é usada contra problemas digestivos (náuseas e diarreia), falta de apetite e cólicas menstruais. Cientistas ocidentais procuram isolar seus compostos e testar suas propriedades.
Um estudo da nutricionista Daniela Almeida da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, avaliou 40 voluntários saudáveis submetidos a uma refeição teste que consistia em 300 g de pudim de arroz misturado com 6 g de canela.
A conclusão do levantamento foi que a canela retarda o esvaziamento gástrico, o que facilita o controle da glicemia.

 – Café: sabor do aconchego

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesO consumo diário dessa bebida, que já foi nosso maior produto de exportação, pode diminuir o risco de diabetes tipo 2. Diversos estudos chegaram a esta conclusão.
Um dos mais recentes, feito na universidade de Harvard (EUA) e publicado em 2011 no American Journal of Clinical Nutrition, reforçou que tanto o café comum quando o descafeinado teriam essa capacidade.
 O horário da ingestão também faz diferença, de acordo com um trabalho que contou com a participação de uma pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, a nutricionista Daniela Sartorelli.
Depois de avaliarem quase 70 mil professoras francesas do ensino público, os autores chegaram ao seguinte resultado: quem toma café na hora do almoço tem risco 34% menor de desenvolver diabetes tipo 2.
Para isso, não foi necessário ingerir grandes quantidades, apenas um copo pequeno.
Essa ação benéfica não foi observada quando o café era bebido em outros horários nem entre as mulheres que preferiam chá.
A possível explicação é que o café talvez retarde a absorção de parte da glicose obtida dos alimentos durante o almoço.
Há também a suspeita de que a bebida aumente a sensibilidade à insulina e ative a queima de gordura, ajudando a emagrecer.

Modo de usar: Beba até três xícaras por dia. Em quantidades exageradas, os riscos podem suplantar os benefícios.

A hora da virada

Uma das bebidas mais consumidas do mundo, o café foi para o banco dos réus em 1978, quando a segurança da cafeína foi questionada pela FDA, agência que fiscaliza alimentos e remédios nos EUA. Sob suspeita de causar úlceras e gastrite, enfraquecer os ossos, aumentar a pressão arterial e prejudicar a fertilidade, o café amargou o desprestígio.
Até que cientistas localizaram nos grãos antioxidantes capazes de proteger as células contra agressões extremas.
Atualmente, a ingestão da bebida é incentivada, com moderação.
Tomado sem exageros, o café tem efeito estimulante.
Pode melhorar a atenção e auxiliar no controle do peso e na prevenção do diabetes.

 – Carne vermelha: a melhor escolha

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesJá impressiona o fato de ser rica em nutrientes essenciais ao crescimento, como as vitaminas A, D, E e K e o time do complexo B. Mas a carne extrapola ao ocupar o posto de campeã em ferro (evita anemia) e vitamina B 12 (utilíssima para o sistema nervoso).
Suas proteínas, fundamentais para os músculos e os tecidos em geral, auxiliam na recuperação após exercícios físicos.
E ainda é uma boa fonte de zinco.
O mineral, conhecido por fortalecer o sistema imunológico e melhorar a cicatrização, parece ter efeito protetor contra diabetes tipo 2.
Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, demonstraram que a carne vermelha ajuda a regular a ação da insulina, diminuindo em até 28% o risco de diabetes.
A equipe avaliou mais de 80 mil mulheres com idades entre 33 e 60 anos que participaram do tradicional estudo das enfermeira americanas.
Além da carne, outras fontes de zinco são amêndoa, trigo, ostra e castanha-do-brasil.
A recomendação diária é de 8 mg (mulheres) e 11 mg (homens).
Um bife (100 mg) de carne magra fornece quase metade desse valor.

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Modo de usar: consuma um pedaço médio asado ou grelhado, três vezes por semana. Prefira cortes magros (maminha, lagarto, coxão mole) e retire a gordura aparente antes de preparar.

De volta à mesa

Ela já foi acusada de inimiga do coração depois que uma clássica pesquisa conduzida em sete países informou que a incidência de doenças cardiovasculares era maior nos locais com alto consumo de carne vermelha. No entanto, uma revisão publicada na revista científica Science, em 2001, concluiu que a condenação foi precipitada.
Afinal, a culpa não seria da carne em si, mas da gordura saturada presente em vários cortes.
Não foram localizados estudos com carne magra para atestar o perigo nessas circunstâncias e justificar sua exclusão da dieta.
Ao contrário, houve reconhecimento de suas proteínas de alto valor biológico, por isso ela foi reconquistando seu espaço no cardápio.

 – Batata Yacon: Fama justificada

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesApelidada popularmente de “insulina natural”, a batata yacon ganhou destaque depois que pesquisadores da Universidade de Fukushima, no Japão, encontraram nela uma substância semelhante à insulina, capaz de reduzir as taxas de glicose no sangue.
Esses estudos concluíram que o tubérculo, originário dos Andes, pode contribuir no tratamento de diabetes.
O efeito benéfico decorre de uma interessante combinação de nutrientes.
O carboidrato presente ali, a inulina, é um tipo de açúcar de baixa caloria, que não promove picos de glicemia, embora garanta o aporte de energia necessário às atividades diárias.
Além disso, fornece fibras alimentares, que estimulam a flora bacteriana intestinal – por isso ela também é indicada em casos de prisão de ventre e colesterol elevado.
E ainda trás porções de potássio, um mineral que auxilia no controle da pressão arterial.

Modo de usar: para se obter os melhores resultados, a batata yacon deve ser consumida crua como uma fruta, não frita ou cozida. Pode ser consumida também em sucos, purês e saladas. Com aparência de batata-doce, ela tem a textura porosa e o sabor semelhante ao da pera. Coma de três a quatro fatias por dia.
Ou faça um chá com suas folhas e tome duas vezes ao dia.

Ingrediente notável

Já ouviu falar em amido resistente? O nome é dado ao amido que resiste às enzimas digestivas. Ele estimula a atividade intestinal e desacelera o esvaziamento gástrico. Devido a estas características, reduz a quantidade de insulina em circulação e contribui para maior sensação de saciedade.
Pesquisas revelam que o amido resistente pode colaborar na prevenção e tratamento do diabetes tipo 2.
Suas fontes são tubérculos como batata e mandioca, leguminosas como feijão e grão-de-bico, além de cereais integrais.
A batata yacon não fornece amido, mas outro componente que não fica nada a dever, a inulina.
Por chegar íntegra ao intestino grosso, ela também evita as perigosas altas nas taxas de açúcar.

 – Linguado: Alternativa nobre

Dez alimentos essenciais para controlar o diabetesEmbora menos festejado que o salmão e menos popular que a sardinha, o linguado não fica atrás como fonte de ácidos graxos ômega-3. Esse peixe oval e achatado também oferece a gordura famosa como aliada do coração.
Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association conclui que seu consumo semanal pode reduzir pela metade o risco de ataque cardíaco súbito.
Trata-se de um bom motivo para indicar o alimento ao portadores de diabetes, afinal, o distúrbio aumenta o perigo de males do coração.
Mas há indícios de benefícios extras.
Segunda pesquisa francesa, o ômega-3 pode ajudar pessoas com diabetes e sobrepeso a fazerem as pazes com a balança.
Pequenas perdas de peso repercutem bem na glicemia.
E, conforme estudos da Universidade da Virgínia, nos EUA, eles concorrem para a prevenção.
Moradores do Alasca, fiéis à comida tradicional (à base de peixe), têm menos diabetes e doenças cardiovasculares do que os que aderem ao padrão alimentar ocidentalizado (rico em gordura saturada).
Para completar, peixes como o linguado ainda fornecem proteína, ferro, cobre e um mineral útil contra o diabetes, o zinco.

Modo de usar: ponha peixe no cardápio três vezes por semana.

Méritos a perder de vista

A relação de qualidades atribuídas aos ácidos graxos ômega-3 só faz crescer. Abaixam o colesterol e o triglicéride, ajudam a controlar inflamações, regulam a coagulação, facilitam a comunicação entre as células nervosas, favorecem a memória e o aprendizado.
Pesquisa liderada por Daniel Machelson, da Universidade de Tel-aviv (Israel), descobriu que a gordura neutraliza os efeitos nocivos de um gene localizado em metade dos portadores da doença de Alzheimer.
William G.
Christen e colegas da Universidade Harvard (EUA) associaram o consumo regular de fontes de ômega-3 à maior incidência de degeneração macular da retina, causa comum de cegueira.

Atenção: O Brasil é um dos dez países com maior incidência de diabetes! A doença, silenciosa e crônica, tem entre seus principais efeitos o comprometimento de partes vitais do organismo, como o coração, os rins, os nervos, as artérias e os olhos. Mas é possível evitar essas complicações com a mudança de alguns hábitos diários.
E o melhor, sem que isso signifique ter de recorrer a dietas extremamente rigorosas, exercícios físicos extenuantes ou qualquer outro sacrifício.

A cada 5 segundos uma pessoa adquire diabetes no mundo. No Brasil, um novo caso surge a cada 1 minuto e 24 segundos! Cuide de sua alimentação e não seja o próximo.

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