Os Benefícios do Ômega 3

Todos os dias recebo mensagens perguntando sobre os benefícios do Ômega 3, hoje vou falar um pouco sobre eles.

As gorduras boas vêm de alimentos saudáveis. A quantidade adequada das gorduras ideais para o seu tipo metabólico dá-lhe os nutrientes necessários para uma corpo saudável e impedem que fique com muita fome.

Estas gorduras encontram-se nos alimentos ou podem ser tomadas como suplementos.

Ácidos Gordos Essenciais do Ômega 3

O corpo humano não consegue sobreviver sem algumas gorduras, especialmente sem os ácidos gordos essenciais. Os ácidos gordos essenciais são necessários para as seguintes funções biológicas:

  • Atividade cerebral e do sistema nervoso
  • Regulação hormonal
  • Sistema imunitário e outras funções orgânicas
  • Funcionamento celular
  • Digestão

Os nossos corpos precisam dos ácidos gordos essenciais mas não os conseguem produzir, por isso temos de os absorver dos alimentos que ingerimos.

Os dois tipos de ácidos gordos essenciais são o ómega-3 e o ómega-6. Os alimentos com muito ómega-6 são os cereais, carnes criadas em cativeiro, óleos utilizados em alimentos processados, vários óleos utilizados para cozinhar, incluindo o milho e as sementes de girassol.

Os ácidos gordos ómega-3 são encontrados em vegetais de folha verde, peixes oleosos (como o salmão), avelãs, ovos caseiros e carnes que não são criadas em cativeiro.

A proporção ideal de ómega-3 para ómega-6 está entre 1:2 e 1:4. Infelizmente a dieta europeia é abundante em cereais e óleos cozinhados e tem poucos vegetais e peixe saudável, fazendo com que a ingestão de ómega-6 seja alta e que a de ómega-3 seja baixa.  Por isso devemos fazer um esforço consciente para reduzir a ingestão de ómega-6 e aumentar o consumo de ómega-3 para equilibrar as proporções.

As gorduras ómega-3 são vitais para o desenvolvimento e a manutenção do cérebro adulto e do sistema nervoso. No livro “The Ômega Diet” de Artemis Simopoulos e de Jo Rabinson, onde os autores enumeramos benefícios do Ômega 3 e descrevem um estudo onde há um grupo de ratos que tem uma dieta com pouco ómega-3 (a dieta típica americana com muitos hidratos de carbono, alimentos empacotados e processados, pouca fruta e vegetais) e esta levou a que os ratos tivessem menos rendimento mental em comparação com uma dieta com a quantidade adequada de ómega-3 .

Os mesmos autores afirmam que muitas síndromes e distúrbios comportamentais estão associados à falta de ómega-3 ou ao desequilíbrio entre ómega-3 e ómega-6. A lista de distúrbios inclui mas não está limitada a:

  • Asma
  • Síndrome de hiperatividade
  • Cancro
  • Depressão (nas crianças)
  • Diabetes
  • Ataques cardíacos
  • Resistência à insulina
  • Obesidade

Os Benefícios do Ômega 3

Não tenho o hábito de recomendar suplementos pois acho que é mais importante comer alimentos mais frescos. Mas neste caso um suplemento de óleo de peixe pode ser muito importante se você não consome peixe fresco com regularidade. Além disso a saúde dos nossos oceanos e do peixe que nele vive já não é o que era. Níveis elevados de mercúrio são cada vez mais comuns e são encontrados na maioria do peixe que é vendido para consumo humano.

Deve comer peixe no mínimo uma vez por semana (o salmão é um bom exemplo), mas evite peixes que muitas vezes tem níveis elevados de mercúrio, como o atum, tubarão e o peixe espada. Qualquer que seja a sua escolha deve consumir no mínimo 2 ou 3 porções de ácidos gordos omega-3 por dia.

Os problemas cardíacos eram bastante raros antes de 1920 tão raro que o eletrocardiograma (que hoje em dia é um teste comum) desenvolvido para fazer o diagnóstico de problemas do coração era naquela altura considerado um desperdício de tempo. Naquele tempo aparentemente as pessoas não sofriam de artérias entupidas e obstruídas.

A meio dos anos 1950, os problemas de coração tornaram-se na primeira causa de morte entre os Americanos. Hoje em dia os problemas cardíacos causam mais de 40% de todas as mortes dos EUA.

O capitulo de “The Skinny on Fats” fala sobre a ligação entre a gordura e os problemas cardíacos. Neste livro a autora e nutricionista Sally Fallon afirma que se fosse como nos dizem, que os problemas cardíacos são o resultado do consumo de gorduras saturadas, deveríamos esperar um aumento no consumo de gorduras animais na dieta americana durante durante o mesmo intervalo de tempo em que aumentaram os problemas de coração.

O que se passa na realidade é exatamente o contrário. Durante os 60 anos de 1910 a 1960 a proporção de gorduras animais na dieta americana baixou de 83% para 62% e o consumo de manteiga caiu de 8 quilos para 1,8 quilos por pessoa por ano. Nos últimos 80 anos o consumo de colesterol alimentar só aumentou 1%.

Se o consumo de gorduras saturadas diminuiu, então o que é que aumentou?

Durante o mesmo período a média de consumo de óleos vegetais (na forma de margarina e óleos refinados) aumentou em cerca de 400% e o consumo de açúcar e de alimentos processados aumentou cerca de 60%.

Com base nestes dados as gorduras saturadas foram falsamente acusadas, elas não são a causa das doenças modernas. Infelizmente as pessoas foram levadas a acreditar em algo diferente, por isso tentam evitar qualquer alimento que contém uma quantidade elevada de gordura saturada.

O óleo de coco contém muita gordura saturada mas não tem gordura trans. É rico em ácido láurico, que é conhecido pelas suas propriedades antivirais, antibacterianos e antifúngicas. Alguns médicos recomendam óleo de coco como um alimento saudável.

“A gordura saturada encontrada no óleo de coco é uma gordura única que ajuda a prevenir doenças cardíacas, fortalece o sistema imunitário e não se transforma em gordura no seu corpo. Ela até ajuda a acelerar o metabolismo ajudando a queimar gordura e a aumentar a energia!” na newsletter Doctor House Call, Dr. Al Sears.

O Dr. Mercola diz “O óleo de coco é o óleo mais saudável que pode consumir” e ele sugere aos seus leitores que experimentem o óleo virgem de coco e que “sintam os benefícios por vós próprios”.

A gordura saturada do óleo de coco (também encontrada no óleo de palmiste) é um ácido gordo de cadeia média (MCFA). O organismo digere este tipo de gordura saturada com mais facilidade e utiliza-a de uma forma diferente das outras gorduras. Os MCFA’s são enviados diretamente para o fígado, onde são imediatamente convertidos em energia. Por outras palavras, o corpo utiliza a gordura para criar energia em vez de a armazenar como gordura.

As dietas para emagrecer com baixa gordura são sinônimo da dieta do carboidrato ou de uma dieta rica em hidratos de carbono e de açúcar. É importante perceber que a gordura é essencial para um corpo saudável e que consumir mais gordura pode iniciar e acelarar o processo de emagrecimento.

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